Segundo disco do cantor e compositor de Pouso Alegre Aldo Custo.
Acesse site oficial e saiba mais sobre o artista.
http://aldocusto.com.br/
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CANTO SAGRADO
"SOU DA TERRA DO OURO, DAS SERRAS AZUIS,DOS CAMPOS GERAIS, SOU DO MUNDO, SOU MINAS GERAIS"
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segunda-feira, 16 de março de 2020
domingo, 1 de março de 2020
JOÃO ALUÁ - O POETA E O TEMPO
Ep do musico de Belo Horizonte João Aluá contendo sete musicas escolhidas de sua trajetoria musical.
Não tive mais informações sobre o artista mas vale a pena conhecer um excelente disco.
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CANTO SAGRADO
terça-feira, 25 de fevereiro de 2020
GRUPO MAMBEMBE - PEQUENA HISTORIA QUE VIROU CANÇÃO
Em meados da década de 1970, Caetano Veloso declarou que a melhor música
brasileira era feita em Minas Gerais. Ele se referia à qualidade das
composições de Milton Nascimento e seus parceiros do Clube da Esquina.
Na mesma época, um grupo dedicado à MPB despontava na cena
belo-horizontina. No livro “Grupo Mambembe – pequena história que virou
canção”, o compositor Toninho Camargos resgata esse importante capítulo
da nossa história musical.
Viabilizado pelo sistema de financiamento coletivo por meio do site Catarse.me, o projeto inclui um CD que reproduz boa parte do repertório do LP lançado pelo Mambembe, em 1981. A publicação é uma parceria das editoras Recanto das Letras e Mundo Produções e recebe o apoio da Secretaria de Estado de Cultura.
Entre sambas, choros e maxixes, destacou-se no repertório do Mambembe a canção “Rio Araguaia”, de Cadinho Faria e Toninho Camargos. De maneira lírica e metafórica, a música que já mereceu várias gravações referia-se à guerrilha do Araguaia em tempos ainda vigiados pela censura do governo militar. Além dos dois compositores, o grupo lançou a cantora Titane, o flautista Miguel Queiroz e colocou nos palcos pela primeira vez o baterista Lincoln Cheib.
Como o próprio Toninho recorda, fizeram parte do grupos músicos Aldo Fernandes, Alysson Lima, Antônio Martins, Cláudia Sampaio Costa, Eduardo Amaral, Edson Aquino, Hermínio de Almeida Filho, Lina Amaral, Luiz Henrique de Faria, Marcílio Diniz, Murilo Albernaz, Paulinho Mattar e Rogério Leonel. A produção era feita por José Maria Caiafa.
Quando o LP do grupo foi lançado, o compositor Fernando Brant declarou: “a gente tem mais é que olhar com carinho para esta rapaziada do Mambembe, gente jovem que enfrenta com coragem as barras da vida. Seja na diária luta cultural e política, na compreensão dos problemas que acorrentam nosso povo, seja no gesto alegre de cantar suas coisas, a sua verdade”.
Décadas depois, o produtor e agitador cultural Afonso Borges aponta o pioneirismo do grupo, que “foi fundador de uma política de atuação cultural formadora de uma geração em Belo Horizonte, entre 1972 e 1985. Seus integrantes (...) souberam construir, com uma música de altíssima qualidade, uma aliança entre música e política que foi repetida por muitos”.
Confira entrevista com Toninho Camargos:
Qual o seu objetivo com esse livro e esse CD?
- De forma geral, o projeto procura resgatar a trajetória, o caminho e a linha de trabalho do Grupo Mambembe de música popular, que atuou a partir de Minas, nas décadas 1970/1980, alcançando um destaque importante. Ao mesmo tempo, o livro procura levantar aspectos conjunturais da música daquele período, de modo que pode tornar-se um instrumento de reflexão sobre o desenvolvimento da prática musical em Minas Gerais.
Como você avalia a trajetória do Mambembe tantos anos depois?
- A elaboração do texto exigiu trabalho de pesquisa, que muito me surpreendeu, porque eu já não me lembrava de muita coisa daquela época. Como toda formação jovem da música, o Mambembe surgiu atuando em busca da profissionalização, mas com uma linha de ação definida. O grupo tinha o que falar com sua canção e procurava conhecer sobre o que estava falando. Atuamos numa época da ditadura e procuramos contribuir com o amplo movimento pelas liberdades democráticas e pela volta da democracia. Pelo reconhecimento de público (regional) que alcançamos, podemos dizer que fomos bem sucedidos.
Entre todas aquelas músicas cantadas ou gravadas pelo grupo, quais você acha que ficaram ou que ficarão como testemunho de uma época?
- A maior parte do repertório do Mambembe, músicas de alguns de seus integrantes como Cadinho Faria, Murilo Albernaz, Edson Aquino, Antônio Martins, dentre outros nos quais me incluo, continua inédita. Gravar disco naquela época era missão quase impossível, exclusividade das grandes gravadoras. Assim mesmo o Mambembe fez o seu disco independente. No CD que lançamos paralelamente ao livro, reunimos parte do trabalho realizado em estúdio para integrar, na época, algum disco de vinil. E também gravações de shows realizadas sem qualquer pretensão profissional. Com a restauração sonora de alta qualidade, puderam ser incluídas no trabalho. Nossa música mais conhecida, sem dúvida, é “Rio Araguaia”, que assino com o Cadinho Faria, nosso compositor de maior destaque.
Se estivesse surgindo hoje, o Mambembe teria espaço de atuação na cena musical brasileira e por consequência na mídia?
- Hoje a realidade é outra. Para se ter ideia, quando o Mambembe começou, e em 1974, havia quase seis anos que nada acontecia. Vivíamos um marasmo cultural tremendo por causa do AI-5. E o grupo surgiu junto com um movimento musical mineiro – despontaram dezenas de bandas mais ou menos no mesmo tempo, que buscavam viver de música sem ter que sair de BH ou Minas. Foi uma batalha coletiva bonita e emocionante, mas que também iniciava o processo de shows intimistas, apresentações em teatro, que não eram usuais antes. O Movimento Estudantil e o Circuito Universitário foram fundamentais para a promoção cultural e artística na época. Foi um processo de construção. Apesar das dificuldades encontradas pelos músicos de hoje, é tudo mais fácil, tudo mais viável.
Como você avalia a produção musical contemporânea?
- Estamos num processo evolutivo, cíclico, que acompanha o processo político e econômico. Pode haver retrocessos temporários, mas de modo geral tudo evoluiu e muito. A música popular em Minas hoje é formada por músicos de alto gabarito, músicos que tiveram a oportunidade de estudar formalmente a matéria – muitos deles completaram o ensino superior musical. São instrumentistas de gabarito. Também despontam grandes compositores do que a gente chamava MPB, ótimos melodistas, ótimos letristas e excelentes trabalhos vocais.
Qual a receita para a cultura nacional voltar a ter espaço na escola e na mídia?
- Esse é o maior problema de todos, em todos os tempos. Quanto mais a mídia se profissionalizou, mais ela reduziu o espaço da arte, especialmente da música. À mídia, hoje, não interessa apresentar a diversidade da música brasileira. Esta diversidade está disponível sim, na Internet, de forma dispersa, mas está lá. Hoje o número de lançamentos de CD independentes ou de pequenas produtoras supera em muito o de lançamentos das poucas grandes gravadoras. Superam em números absolutos, em qualidade artística e em diversidade cultural. Só não superam em número de vendas. A mídia e a indústria fonográfica detêm esse controle.
*texto extraído http://www.cultura.mg.gov.br
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CANTO SAGRADO
Viabilizado pelo sistema de financiamento coletivo por meio do site Catarse.me, o projeto inclui um CD que reproduz boa parte do repertório do LP lançado pelo Mambembe, em 1981. A publicação é uma parceria das editoras Recanto das Letras e Mundo Produções e recebe o apoio da Secretaria de Estado de Cultura.
Entre sambas, choros e maxixes, destacou-se no repertório do Mambembe a canção “Rio Araguaia”, de Cadinho Faria e Toninho Camargos. De maneira lírica e metafórica, a música que já mereceu várias gravações referia-se à guerrilha do Araguaia em tempos ainda vigiados pela censura do governo militar. Além dos dois compositores, o grupo lançou a cantora Titane, o flautista Miguel Queiroz e colocou nos palcos pela primeira vez o baterista Lincoln Cheib.
Como o próprio Toninho recorda, fizeram parte do grupos músicos Aldo Fernandes, Alysson Lima, Antônio Martins, Cláudia Sampaio Costa, Eduardo Amaral, Edson Aquino, Hermínio de Almeida Filho, Lina Amaral, Luiz Henrique de Faria, Marcílio Diniz, Murilo Albernaz, Paulinho Mattar e Rogério Leonel. A produção era feita por José Maria Caiafa.
Quando o LP do grupo foi lançado, o compositor Fernando Brant declarou: “a gente tem mais é que olhar com carinho para esta rapaziada do Mambembe, gente jovem que enfrenta com coragem as barras da vida. Seja na diária luta cultural e política, na compreensão dos problemas que acorrentam nosso povo, seja no gesto alegre de cantar suas coisas, a sua verdade”.
Décadas depois, o produtor e agitador cultural Afonso Borges aponta o pioneirismo do grupo, que “foi fundador de uma política de atuação cultural formadora de uma geração em Belo Horizonte, entre 1972 e 1985. Seus integrantes (...) souberam construir, com uma música de altíssima qualidade, uma aliança entre música e política que foi repetida por muitos”.
Confira entrevista com Toninho Camargos:
Qual o seu objetivo com esse livro e esse CD?
- De forma geral, o projeto procura resgatar a trajetória, o caminho e a linha de trabalho do Grupo Mambembe de música popular, que atuou a partir de Minas, nas décadas 1970/1980, alcançando um destaque importante. Ao mesmo tempo, o livro procura levantar aspectos conjunturais da música daquele período, de modo que pode tornar-se um instrumento de reflexão sobre o desenvolvimento da prática musical em Minas Gerais.
Como você avalia a trajetória do Mambembe tantos anos depois?
- A elaboração do texto exigiu trabalho de pesquisa, que muito me surpreendeu, porque eu já não me lembrava de muita coisa daquela época. Como toda formação jovem da música, o Mambembe surgiu atuando em busca da profissionalização, mas com uma linha de ação definida. O grupo tinha o que falar com sua canção e procurava conhecer sobre o que estava falando. Atuamos numa época da ditadura e procuramos contribuir com o amplo movimento pelas liberdades democráticas e pela volta da democracia. Pelo reconhecimento de público (regional) que alcançamos, podemos dizer que fomos bem sucedidos.
Entre todas aquelas músicas cantadas ou gravadas pelo grupo, quais você acha que ficaram ou que ficarão como testemunho de uma época?
- A maior parte do repertório do Mambembe, músicas de alguns de seus integrantes como Cadinho Faria, Murilo Albernaz, Edson Aquino, Antônio Martins, dentre outros nos quais me incluo, continua inédita. Gravar disco naquela época era missão quase impossível, exclusividade das grandes gravadoras. Assim mesmo o Mambembe fez o seu disco independente. No CD que lançamos paralelamente ao livro, reunimos parte do trabalho realizado em estúdio para integrar, na época, algum disco de vinil. E também gravações de shows realizadas sem qualquer pretensão profissional. Com a restauração sonora de alta qualidade, puderam ser incluídas no trabalho. Nossa música mais conhecida, sem dúvida, é “Rio Araguaia”, que assino com o Cadinho Faria, nosso compositor de maior destaque.
Se estivesse surgindo hoje, o Mambembe teria espaço de atuação na cena musical brasileira e por consequência na mídia?
- Hoje a realidade é outra. Para se ter ideia, quando o Mambembe começou, e em 1974, havia quase seis anos que nada acontecia. Vivíamos um marasmo cultural tremendo por causa do AI-5. E o grupo surgiu junto com um movimento musical mineiro – despontaram dezenas de bandas mais ou menos no mesmo tempo, que buscavam viver de música sem ter que sair de BH ou Minas. Foi uma batalha coletiva bonita e emocionante, mas que também iniciava o processo de shows intimistas, apresentações em teatro, que não eram usuais antes. O Movimento Estudantil e o Circuito Universitário foram fundamentais para a promoção cultural e artística na época. Foi um processo de construção. Apesar das dificuldades encontradas pelos músicos de hoje, é tudo mais fácil, tudo mais viável.
Como você avalia a produção musical contemporânea?
- Estamos num processo evolutivo, cíclico, que acompanha o processo político e econômico. Pode haver retrocessos temporários, mas de modo geral tudo evoluiu e muito. A música popular em Minas hoje é formada por músicos de alto gabarito, músicos que tiveram a oportunidade de estudar formalmente a matéria – muitos deles completaram o ensino superior musical. São instrumentistas de gabarito. Também despontam grandes compositores do que a gente chamava MPB, ótimos melodistas, ótimos letristas e excelentes trabalhos vocais.
Qual a receita para a cultura nacional voltar a ter espaço na escola e na mídia?
- Esse é o maior problema de todos, em todos os tempos. Quanto mais a mídia se profissionalizou, mais ela reduziu o espaço da arte, especialmente da música. À mídia, hoje, não interessa apresentar a diversidade da música brasileira. Esta diversidade está disponível sim, na Internet, de forma dispersa, mas está lá. Hoje o número de lançamentos de CD independentes ou de pequenas produtoras supera em muito o de lançamentos das poucas grandes gravadoras. Superam em números absolutos, em qualidade artística e em diversidade cultural. Só não superam em número de vendas. A mídia e a indústria fonográfica detêm esse controle.
*texto extraído http://www.cultura.mg.gov.br
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CANTO SAGRADO
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
domingo, 26 de janeiro de 2020
DELICIAS DE MINAS
Para a costelinha
- 1 kg de costelinha partida
- Tempero caseiro (alho e sal) e pimenta-do-reino a gosto
- 1 limão
- 50 ml de cachaça
- 100 ml de óleo
Para o molho de rapadura
- 200 g de rapadura
- 200 ml de água
- 100 ml de vinagre balsâmico
- Sal a gosto
- Azeite
- 1 pimenta-dedo-de-moça picada
Para a polenta frita
- 200 g de fubá
- 800 ml a 1 litro de água
- 50 g de farinha de milho
- 200 g de queijo-de-minascurado, ralado
- Sal a gosto
- óleo
Como fazer Costelinha ao molho de rapadura:
Temperar as costelinhas com tempero caseiro, limão e pimenta-do-reino. Deixar descansar por uma hora. Em uma frigideira, aquecer o óleo e fritar os pedaços, pingando água até ficarem cozidos. Pôr a cachaça em uma concha e aproximar da chama do fogão. Quando o fogo acender, despejar na frigideira, para flambar. Reservar. Para o molho, levar a rapadura ao fogo e, quando estiver derretida, pôr a água.Quando der o ponto de caramelo, pôr o vinagre balsâmico e deixar reduzir. Pôr o sal, a pimenta, um fio de azeite e misturar. Para a polenta, levar ao fogo médio a água com um fio de óleo. Dissolver o fubá na água antes de despejar na panela. Pôr o sal e deixar cozinhar, por cerca de 30 minutos, mexendo algumas vezes. Quando engrossar, pôr a farinha de milho e deixar cozinhar por mais alguns minutos.
Desligar o fogo, pôr o queijo e misturar. Despejar em uma travessa untada com óleo e deixar na geladeira por 12 horas. Cortar em cubos, passar na farinha de trigo e fritar em óleo quente, suficiente para cobrir. Servir com a costelinha banhada com o molho de rapadura.
Generosa mesa de itabirito
A casa era daquelas em que havia comida na mesa o dia inteiro. Aos poucos, ela foi descobrindo a vocação para a culinária e, sem muito esforço, se tornou a cozinheira oficial dos encontros da turma. Silvia fez um curso de gastronomia na capital e se diverte com a criação de receitas, que sempre passam pela aprovação da família.
Sem medo de ousar, ela mostra que a criatividade, assim como o talento, é seu forte.
Receita fornecida por
Sílvia Cavalcanti,
de Itabirito:
(31) 98609-0080
*sabores de Minas
GISELLA - PASSAGEM
Cantora que atuou na noite de Belo Horizonte nos anos 80, se apresentando em bares, como o Beco da Lua, e projetos, como o Fim de Tarde, Gisella volta à cena em grande estilo.
Ela gravou CD "Passagem" em 2005, em que interpreta composições de expoentes da música mineira amparada pelos arranjos de Wagner Tiso.
Produzido por Tavinho Bretas, o disco reúne canções como "Azul de Passagem", de Flávio Henrique e Márcio Borges, "Maracanã", de Renato Motha e Malluh Praxedes, "Os Cafezais Sem Fim", de Tiso (que além de responder pelos arranjos toca em todas as faixas) e Fernando Brant, e uma música da primeira lavra de Milton Nascimento, intitulada "E a Gente Sonhando", que na epoca tinha apenas dois registros: um instrumental com Tempo Trio e outra de 1973, com Alaíde Costa e em 2011 com o próprio Milton .
Gisella diz que resolveu retomar a carreira de cantora " depois de aproximadamente 15 anos atuando no ramo de exportação " porque foi tomada por um desejo imperativo de voltar aos braços da música.
"Me apresentei muito em Belo Horizonte até os 23 anos, depois fui trabalhar com comércio exterior e me mudei para São Paulo. No final de 2003 senti uma necessidade imensa de voltar a me expressar através da música. Chamei o Tavinho Bretas para me ajudar na produção, disse que queria o Tiso como arranjador e escolhi a banda. Não sou uma pessoa inexperiente, já tenho uma trajetória na música, então quis nomes relevantes no cenário", diz, apontando a presença de Zeca Assumpção (baixo), Robertinho Silva (bateria e percussão) e Celso Moreira (violão), com quem se apresentou durante cinco anos, no início da década de 80, no Beco da Lua.
Ela destaca, ainda, as participações especiais de Victor Biglione, que toca em três faixas, e de Zé Renato, com quem divide os vocais em "Lira do Bemquerer", de Celso Moreira e Murilo Antunes. Sobre a música de Milton Nascimento, diz que foi o próprio quem sugeriu que a incluísse.
"Quando eu estava gravando as vozes no Rio, o Tavinho mostrou algumas músicas para o Milton, ele gostou muito e perguntou como é que não tinha nenhuma dele no repertório. Ele mesmo sugeriu "E a Gente Sonhando", que foi a segunda música que compôs na vida", conta.
Ela recorda que Milton costumava assisti-la nos shows do Beco da Lua.
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CANTO SAGRADO
sexta-feira, 24 de janeiro de 2020
CEUMAR - ESPIRAL
Há quase 25 anos, a cantora, compositora e instrumentista mineira Ceumar
deixou a terra natal, Itanhandu, no Sul do estado, e foi se aventurar
pelo mundo. Primeiro, mudou-se para São Paulo, depois morou na Holanda e
decidiu voltar para a capital paulista. Mas Minas permanece na vida
dela. “Tenho irmãs e sobrinhas em Itanhandu, além de manter uma casinha
lá. Apesar de viver tanto tempo fora rodando vários lugares com meus
shows, ainda preservo muita coisa daí. Consigo identificar em todos os
meus discos a sonoridade mineira, que é tão rica. Minas Gerais não sai da gente”, destaca.
Não poderia ser diferente com Espiral,
seu novo disco, que traz 11 faixas inéditas. Ele acaba de chegar às
plataformas digitais e também será lançado em CD e vinil. “Durante os
ensaios, a gente sentia a vibração do Clube da Esquina, seja nos
arranjos ou no jeito de tocar violão, além de outras referências
mineiras”, revela.
O diretor musical do projeto, aliás, é de Minas: o cantor e compositor
diamantinense César Lacerda, também radicado em São Paulo. Os dois já
haviam se esbarrado algumas vezes. Inclusive, chegaram a cantar juntos.
Certo dia, César quis saber se Ceumar preparava alguma novidade. “Isso
tem um ano. À medida que ia mostrando a ele, César foi me dando o
feedback. Foi um processo lento, porque, como mineira, gosto de fazer as
coisas com calma, sem pressa”, revela.
César Lacerda foi fundamental para nortear o projeto. “Direção
artística é algo muito amplo, passa por todos os níveis. Mas ele é muito
cuidadoso, dedicado, sabe o que está fazendo. O mais bacana é que me
acompanhou não apenas no processo musical, mas na escolha do figurino,
das fotos. Fomos à 25 de Março escolher os tecidos que eu iria usar”,
comenta Ceumar, aos risos, referindo-se à famosa rua do comércio
paulistano.
Mesmo da Europa, onde se apresenta
desde agosto, César Lacerda vem auxiliando a cantora nos detalhes da
turnê, que começa no próximo fim de semana. “Ele é atento a tudo. É
importante ter esse outro olhar, pois muitas vezes a gente não percebe
algumas coisas”, diz ela.
MOVIMENTO
Espiral celebra os 20 anos de carreira e 50 de vida de Ceumar. O marco inicial foi o lançamento do disco Dindinha, em 1999. De acordo com o Dicionário de símbolos, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant, essa palavra “evoca o sentido da evolução de uma força, de um estado; simboliza desenvolvimento, continuidade cíclica, mas em progresso, rotação criacional”.
O nome do disco vem da canção composta por Ceumar e César. “Quando a
música ficou pronta, me veio a ideia da espiral. Mais do que a palavra, o
conceito é que estava forte. A questão do movimento contínuo, das vidas
passadas e futuras. Tinha muito a ver com o que eu queria dizer com
esse trabalho. Logo depois, deparei com um samba do Criolo (Espiral de
ilusão), que acabei regravando, tendo a Josyara tocando violão”,
comenta.
O que não faltam são convidados mais do que especiais. Tô aqui,
faixa de abertura, foi criada especialmente por Sérgio Pererê para o
projeto. Outro mineiro é Lauro Henriques Jr., parceiro de Ceumar em
Descalço e Amanheceu. Ainda tem Déa Trancoso e Cátia de França (que
recitam, respectivamente, o trecho de um livro e de uma canção) em Todas
as vidas do mundo, de PC Silva. Uma das preciosidades do disco é o
piano de Nelson Ayres em O sal de seus olhos, composição de Ceumar.
FILHO
A participação afetiva fica por conta de Tiê Coelho Todão, de 22 anos, filho da artista, que canta, toca e compôs Looking for a place. “Ele fez essa música aos 15 anos. Não é músico profissional, é designer, mas sempre gostou de cantar e tocar. Foi a primeira vez que meu filhou gravou no estúdio. Ficou lindo, uma coisa meio espiritual. Fechou bem a ideia da espiral, da continuidade”, conta ela.
Vc pode acessar Ceumar nas principais plataformas digitais e também no faceboock
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