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quinta-feira, 14 de maio de 2015

A FASE ROSA - LEVEZA - 2014




Inspirada pela ideia de renovar os ritmos brasileiros mais populares a partir de uma estética moderna e urbana, a banda belo-horizontina A FASE ROSA volta à cena com o lançamento de seu mais novo álbum, LEVEZA. Experimental e multiculturalista, com timbres ricos e sonoridade singular, o disco é norteado pela liberdade e leveza, tanto na criação como no conceito. No repertório, um apanhado das muitas possibilidades que permeiam o som do grupo, que tem sua força no suingue da música brasileira, aqui, revigorado pela energia própria de uma banda de rock. Tudo isso materializado de maneira prazerosa, exatamente como o nome do disco sugere. Vigor renovado depois de um ano e meio desde a elogiada estreia com o CD “Homens Lentos”, é também a leveza que parece refletir nova luz sobre o processo criativo e a trajetória da banda, formada pelos músicos Fernando “Feijão” Monteiro (bateria e voz), Rafael José (guitarra e voz), Rodrigo Magalhães (baixo e voz) e Thales Silva (guitarra e voz). “É possível notar um diálogo ainda mais forte com os procedimentos de crítica e criação característicos dos artistas brasileiros.  Continuamos com o desejo de traduzir a música e a cultura brasileira para o mundo, mas respeitando e tentando compreender diariamente o que de fato somos”, observa o guitarrista Thales Silva. Nesse novo capítulo da história do grupo, a mudança é sutil, mas profunda. As letras do novo disco continuam muito críticas, politizadas e atentas ao que acontece ao redor dos músicos, mas o ângulo é outro – mais leve e otimista. Em tom arrojado, de quem sempre optou por sair da zona de conforto, a aspiração que emerge do som e da fala do grupo é pela novidade, que, entretanto, não desconsidera as tradições. É da beleza, que gera encantamento, mas também dúvida e estranhamento, e se revela a partir da descoberta – para eles, sempre mais surpreendente.  

 1. MÃOS UNIDAS | Thales Silva
Vinha lendo alguns livros que tratavam da construção das nações latino-americanas, em especial o Brasil. No parágrafo final de um desses livros, no caso, “O Povo Brasileiro”, de Darcy Ribeiro, ele fala do Brasil como uma nova Roma, moderna, cheia de contradições, mas também com muita luz para todo o tipo de desarranjo que possamos vir a enfrentar. Falo dessa "terra onde o sol iluminou os corações... nos alcançou um império sem lei...". Na instrumentação, a banda volta a explicitar a intenção de dialogar mais fortemente com as brasilidades.
2. A PRAIA | Thales Silva
É uma canção de celebração ao momento que vivíamos com a explosão da Praia da Estação. Muita coisa mudou desde então, mas esse movimento teve muita influência na deflagração de diversos outros movimentos sociais surgidos em Belo Horizonte. A reunião de pessoas naquele lugar fortaleceu a comunicação dos grupos. O movimento está vivo e em mutação. A música é super tropical e feita pra ser cantada junto.
3. LEVEZA | Thales Silva
A música fala de uma sensação gostosa que tive ao ouvir o álbum “1973”, de João Gilberto. Fiz versos que brincam com pedaços de letras do álbum para caracterizar e desenhar essa leveza que sentia. Na instrumentação, levamos isso em conta pelo despojo e naturalidade com que fizemos a produção. Numa jam de meia hora o arranjo já estava praticamente pronto e mal modificamos qualquer coisa depois. Existem muitos espaços na música, para que a voz carregue a tal ausência de peso sobre a qual falamos.
4. TREASURES AND TRAGEDIES | Thales Silva
Faixa inspirada no momento de leveza que eu passava. Surgiram muitas canções sobre esse período. Por isso também o nome do disco que acabou abarcando as canções e influenciando todo mundo na construção dos arranjos. Na direção da leveza, da lassidão causada por essa vontade de prazer e de entrega, os arranjos também ganharam um tom muito ligado ao reggae. O ritmo é arrastado, o canto é doce e as timbragens são nostálgicas. 
5. PARAÍBA | Rafael José e Thales Silva
A música é do Rafael, com letra minha. Nela, tratei de um tema que tem sido fruto de muita curiosidade da minha parte que é o feminismo. Como a música do Rafael já me chegou como um baião, pensei imediatamente nos bailões de forró. Fiz uma brincadeira com duas letras desse universo que tem cunho machista. Sem julgar, apenas inverti os sentidos, representando desse modo a realidade bem mais confusa do que nos fizeram acreditar por certo tempo. Na produção, a banda toda abraçou esse clima; do calor e da lascividade desse tipo gostoso de música.
6. BH – SP | Thales Silva
É uma música de amor. Trata-se da ponte Belo Horizonte – São Paulo, necessária pra que se investisse naquele momento bom que eu vivia. Rodoviárias, metrô, Vila Madalena. A banda seguiu ainda o caminho da simplicidade e da austeridade nos arranjos. A ideia foi experimentar, a nosso modo, a partir da tranquilidade tradicional do samba-bossa que a canção trazia. Reconstruímos a rítmica e abusamos de timbragens mais experimentais e arranjos menos convencionais.
7. GUANABARA | Thales Silva
A canção nasceu como um funk carioca. Vinha brincando com essa ideia e cheguei a fazer alguns. Guitarras, baixo e bateria trabalham muito forte no sentido rítmico, enquanto as texturas e uma sonoridade mais roqueira setentista foi explorada nas guitarras do Rafa. Na letra, falo das minhas sensações experimentadas ao vivenciar e pensar o Rio de Janeiro. Às vezes, não compreendo, me indigno e, por outras vezes, me sinto maravilhado. Enfim, trato aqui das contradições que o lugar tem e causa nas pessoas e em mim.
8. ESSA NEGA ME FALTA! | Paula Berbert e Thales Silva
Mais uma parceria minha com a Paula. Trata-se ali das sensações dela, lembrando de sua casa em Uberlândia. Das presenças e ausências. Da saudade e das memórias. Avós, amigos, cheiros. Na montagem dos arranjos, respeitamos a brasilidade da canção, que começa mais explosiva numa espécie de samba rock e termina na repetida leveza de um xote, que é dirigido pelo próprio canto que se torna mais leve e justifica bem a letra.
9. FLORZINHA | Thales Silva
Florzinha é sobre uma nova forma de entender o amor. Com os relacionamentos que começam e os que terminam, em geral ficamos confusos, carentes. Aflige a todos. Só quis dizer que somos amor o tempo todo e que é gostoso curtir cada um deles, com o que podem nos oferecer de troca. Quero dizer em poucas palavras que qualquer amor vale só por ser amor. Musicalmente isso foi explicitado através de um samba arrastado, com experimentação de texturas e ritmos.
10. CHEIRO BOM (HOMENAGEM AO TIBET) | Paula Berbert
Sinto essa canção como uma das que mais explicita a nova fase, muito mais coletiva da banda. Desde a canção, que é uma parceria minha com a Paula Berbert, até o modo como foi tocada, produzida e pensada. Os arranjos surgiram instintivamente e essa toada de liberdade deu à música um ar de psicodelia. As guitarras são roqueiras e experimentais, enquanto que a rítmica é bem livre e fluida.
11. VADIAR | Thales Silva
Essa música eu fiz sobre o fim do relacionamento de um amigo e o modo maduro como ele tratou a questão. Falo da tranquilidade após um pedido de "liberação pra curtição". Como a música tem certo (bom) humor, optamos pela construção de um samba mais rápido. Naturalmente, os ritmos voltam a sofrer alterações e não são rígidos. Novamente experimentamos na forma e nas timbragens dos instrumentos.
12. COISA PRETA | Thales Silva
É uma ironia com a preconceituosa frase "a coisa ficou preta". Usada, em geral, com intenção pejorativa, busquei utilizá-la no sentido oposto. É, na verdade, uma ode à contribuição da cultura, da música e intelectualidade negras na construção de tudo que temos de bom. A música ganhou um clima parecido com o Reggae, mas camuflado pelas desconstruções que fizemos. Por outro lado, o procedimento de experimentação e jam acabaram por também reconstruir o ritmo, resultando em algo diferente. 

 [DOWNLOAD GRATUITO] Direto do site da banda.

A FASE ROSA - HOMENS LENTOS - 2013



 

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

A FASE ROSA EP/2012




A Fase Rosa se formou em 2008, unindo jovens músicos de Belo Horizonte pela amizade e interesse em uma produção musical corajosa e inédita. O primeiro ano foi dedicado a testes e composições de algumas músicas que ainda hoje estão no repertório. A banda era, então, Thales Ferreira e Rodrigo Magalhães. A chegada de Fernando Monteiro no ano seguinte simbolizou o início consciente do projeto, de suas possibilidades e conceitos.
As primeiras apresentações vieram no começo de 2010, com a produção própria do evento multi-arte Quarta Sinestésica. Esse evento foi concebido junto à banda Dibigode, com a intenção de expor e acelerar o processo de consolidação das duas bandas. Durante os mais de 15 shows, A Fase Rosa, experimentou, compartilhou novos integrantes e sonoridades, e expandiu o seu trabalho por toda a cena de Belo Horizonte. Com isso, veio a premiação com o 3º lugar no Festival da Canção de Lagoa Santa e a vitória na seletiva local do festival Grito Rock.
A presença frequente nas mais importantes casas e eventos de música independente em BH veio naturalmente. O ano de 2011 foi marcado pela apresentação no Festival Transborda 2011 e as excelentes apresentações nas casas Nelson Bordello, Studio Bar e Chevrolet Hall. No segundo semestre de 2011 veio o lançamento do primeiro registro, em formato de E.P e do espetáculo “O arquiteto e o Carnaval”, na Casa do Baile, de Oscar Niemeyer. O final de 2011 presenteou a banda com a seleção, dentre outras 150, como finalista do Planeta Independente, promovido pelo Festival Planeta Brasil, e a indicação como concorrente ao Prêmio Mixsórdia por Melhor Álbum de 2011, isso já com o primeiro EP.
Em 2012 o ritmo se intensificou. Logo no início, a gravação de um segundo E.P e, na sequência, um show ao lado da banda carioca Do Amor. O segundo EP repercutiu de forma bastante satisfatória e atingiu a marca de cerca de 400 downloads em 1 mês – além da venda do material físico.
Em momento tão produtivo, A Fase Rosa integra a RAMPA, incubadora de bandas que tem qualificado o planejamento dos músicos envolvidos e aumentado o diálogo com os mais importantes gestores da música no Brasil.
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PENA BRANCA - CANTAR CAIPIRA

Esta é a verdadeira música caipira, setaneja, rural ou como queiram chamar.
Os que consideram ou rotulam  as duplas breganejo, sertanojo, funkanejo, pagonejo"estridentes-dor-de-ouvido" como tal que ouçam e aprendam a beleza e a simplicidade do verdadeiro "cantar caipira".
CD solo, Cantar Caipira, de Pena Branca. O sucessor de Semente Caipira (2000) e Pena Branca Canta Xavantinho (2002) traz no repertório o tema folclórico Cuitelinho (na adaptação de Paulo Vanzolini e de Antonio Xandó) e as regravações de Jardim da Fantasia (de Paulinho Pedra Azul) e Casinha de Palha (de Godofredo Guedes, o pai de Beto Guedes). No entanto, o repertório é essencialmente inédito e autoral, trazendo músicas como Janela da Fazenda, Minha Viola Quebrou, Cortejo, Veleiro da Saudade, Dança do Bugio e Filho do Sertão. Cantar Caipira não precisa de muito comentário. Ouça!!!!!!!!!!!!


1. Minha viola quebrou
2. Filho do sertão
3. Janela da fazenda
4. Quatro colinas
5. Casinha de palha
6. Jardim da fantasia
7. Onze horas
8. Cuitelinho
9. Nuvem de cambria
10. Senzala
11. Veleiro da saudade
12. Dança do bugio
13. Boiadeiro do interior
14. Cortejo
15. Festa dos três santos

DOWNLOAD:
Pena Branca - Cantar Caipira (2008) - canto sagrado da terra.rar

domingo, 10 de maio de 2015

ZECA COLARES - PRIMAVERA MINEIRA



Zeca Collares, violeiro mineiro do Vale do Jequitinhonha, retrata através da música as impressões da sua infância vivida no meio do Cerrado. Com belas melodias e harmonias, o álbum nos remete ao deleite. Este CD foi premiado em 2004 com o Prêmio Nacional de Excelência da Viola de Melhor Cd Instrumental e é um dos discos instrumentais de viola mais tocados em trilhas e reportagens do gênero.


01.Primavera Mineira – Zeca Collares
02.Anjo Bom – Zeca Collares
03.Peixe Boi – Zeca Collares
04.Do Quarto de Amanda – Zeca Collares
05.Ausência – Zeca Collares
06.Sobre as Águas – Zeca Collares
07.Entardecer – Zeca Collares
08.Taboca – Zeca Collares
09.Fragmentos – Zeca Collares
10.Lamento do Cerrado – Zeca Collares
11.Chasquento – Zeca Collares
12.Forró do Fim do Mundo – Zeca Collares
13.Pagode – Zeca Collares
14.Folia – Zeca Collares
15.Vida Cabloca – Zeca Collares

DOWNLOAD:
Zeca Collares - 2002 - Primavera Mineira - CANTO SAGRADO DA TERRA.rar

DELICIAS DE MINAS


Receita de Cozido à Moda Mineira (ou Panelada de Campanha)


Ingredientes:
  • 2 Colheres de Copa de Banha
  • 2 Pimentões picados
  • 1 kg Carne de Porco em pedaços
  • 500 gr de Carne bovina
  • 1 kg de lingüiças (três paios)
  • 500 gr Mandioca
  • 500 gr Cenouras
  • 500 gr Batatinhas sem casca
  • 500 gr Batatas-doces sem casca
  • 6 cebolas
  • 1 Repolho médio
  • 4 Chuchus sem casca
  • 5 Bananas nanicas sem casca
  • Metade de uma abóbora vermelha
Preparo:

  1. Cozinhar, nessa ordem: mandioca e cenouras. 15 minutos depois adicionar batatinhas sem casca, batatas-doces sem casca. Após mais 15 minutos adicionar as cebolas, o repolho médio (picado em pedaços), quatro chuchus sem casca, cinco bananas nanicas sem casca e metade de uma abóbora vermelha. Adicionar ainda uma xícara farinha de mandioca.
  2. Refogar as carnes no panelão com os pimentões, cobrir de água fria e cozinhar. Tirá-los do caldo, guardando quente.
  3. Pôr os legumes no caldo quente, observando seu tempo de cozedura acima. Retirá-los e mantê-los quentes.
  4. Tirar um pouco do caldo, juntar com malagueta picada na molheira. Juntar a farinha ao caldo restante, mexendo até consistência de pirão. Os legumes que sobrarem são aproveitados na Sopa de cozido e as carnes em roupa-velha

PELAS ISTRADINHAS DE MINAS

 Lapinha da Serra é um lugar ímpar e fascinante.Encanta seus visitantes com as mais belas e agradáveis paisagens de Minas Gerais!  Localizado ao pé do Pico da Lapinha, segundo ponto mais alto da Serra do Cipó com 1.687m o pequeno vilarejo possui um visual encantador. A Lapinha está aproximadamente 145km de BH.

CLICK:

Guia da Lapinha