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terça-feira, 14 de outubro de 2014

CEUMAR - DISCOGRAFIA


Ceumar Coelho (Itanhandu, 19 de abril de 1969) .
Nascida na região da Serra da Mantiqueira, no sul de Minas Gerais, de uma família ligada à música, aos 18 anos Ceumar foi para Belo Horizonte estudar violão clássico e canto na Fundação de Educação Artística. Em 1995, transferiu-se para São Paulo, onde permaneceu por 14 anos.
Seu primeiro CD, Dindinha, saiu em 2000, produzido por Zeca Baleiro, que também assinou a canção que deu nome disco. No segundo, Sempre Viva, Ceumar estreou como produtora, arranjadora e compositora, ao lado da poeta Alice Ruiz, em "Avesso", e de Chico César e Tata Fernandes, em "Boca da Noite".
A cantora tem se apresentado em turnês e projetos internacionais na Holanda onde reside atualmente, ao lado do pianista jazzista Mike del Ferro. Como compositora, escreveu para a peça teatral do ator Gero Camilo, Canções de Invento, que traz referências a violeiros do nordeste como Xangai e Vital Farias e mistura poesia, teatro e música popular. Tem canções gravadas pelos cantores Rubi e Gonzaga Leal.
Minha música vem da minha natureza. Cresci com ela em casa, meus pais cantam, minhas irmãs tocam ... nas festas de família sempre tinha cantoria... No colégio já levava o violão, cantava nas festinhas, na praça, nas madrugadas ...
Aos pés da Serra da Mantiqueira experimentei os sabores da vida interiorana e simples! “...sob o céu azul me deito, me deleito, me desnudo, coração dentro do peito não foi feito pra ter tudo...”
Com passos certeiros, sem pressa, cheguei a Sampa em meados de 95. Na cidade imensa fui absorvendo um bocado de tudo, nasceu o primeiro disco: DINDINHA.“ ´divinha o quê primeiro vem amor ou vem din-din, dindinha dê dinheiro, carinho e calor pra mim” Do amigo e produtor Zeca Baleiro ganhei esses versos. Esteve comigo nos trabalhos do disco, uma parceria muito especial, que também tinha Tata Fernandes:éramos um trio e tanto!
Em 2000 , estreei na fonografia com muitos sonhos e certezas. Viajei bastante ( São Luís, Salvador, Curitiba, Rio, BH...) e cheguei a Portugal e Hong Kong, levando as cores do Brasil na minha música: “... sabiá de laranjeira tu bicaste o meu melão, a fruta mais brasileira, mais uva, mais fruta-pão...”; a batida sincopada do côco, a marchinha, o samba de roda... tive muitas alegrias ao encontrar gente de ouvidos abertos, ávida pelo frescor da novidade e do que não está , digamos assim, aparecendo nas telas da TV no domingo.
“...Quando ela aparece, há três anos, com Dindinha, produzido por Zeca Baleiro, um susto enorme: de onde vem tanta luz? Nada de pop no seu sotaque. Nem um pingo sequer de qualquer modismo, local ou importado. E todas essas delicadas qualidades reaparecem agora, em sempreviva!" (Maurício Kubrusly)
A empresa Biodinâmica (Engenharia de Meio Ambiente) do Rio, teve a brilhante idéia de presentear com música seus clientes no Natal.E à ela se juntaram ainda a empresa Hicon e a Tech Way, se São Paulo. Daí em 2003 lancei o sempreviva!
significado das flores : sempre-viva = permanência
“A sempre –viva, como o nome já diz, é a mais desperta. Ou melhor, é uma flor com iluminação própria, apesar de sua aparência frágil, pétalas com consistência de asa de abelha... o cultivo é fácil: basta espalhar as sementes no solo certo, com uma leve aragem. Não são necessários adubação ou cuidados especiais durante a fase de crescimento. Os únicos riscos são a seca e, raramente, ataque de gafanhotos.”
Inspirada nessa flor da região de Diamantina,produzi o cd. Acreditando na leveza ,na liberdade, na música brasileira e na celebração da VIDA!
“... lá onde o sol descansa amarra sua luz no vento que balança,
no veio do horizonte o meio que arredonda, um caminho de paz...”
Desde sempre buscando um jeito próprio de pensar a vida. E faço isso através da música,cantando e tocando, que é minha maneira de ser cidadã e contribuir um pouco com a permanência nesse mundo.
“... se o caminho é meu, deixa eu caminhar, deixa eu...”
Fonte: mpbnet
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[2000] Dindinha
[2003] Sempre Viva
[2006] Achou
[2009] Meu Nome
[2010] Ceumar e Trio - Live em Amsterdam
[2014] Silencia

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Marina Machado e Regina Spósito — Hebraico – DesOriente Um País (1998)





Filha de Oswaldo Machado dos Santos, advogado, e de Rosélia Maria de Almeida Machado, empresária, Marina estudou canto lírico e popular e passou a cantar informalmente desde o fim da adolescência.
A sua primeira participação como cantora profissional aconteceu em dois musicais, "Hollywood Bananas" e "Na Onda do Rádio". Paralelamente, entre 1992 e 1995, Marina mantinha com os músicos Podé e Maurinho Nastácia o trio "Zoombeedoo", que interpretava clássicos do rock nacional e internacional.
Fundou a Companhia Burlantins, onde concebeu e atuou em "O Homem da Gravata Florida". Em 1998, lançou, ao lado de Regina Spósito, o CD "Desoriente um País", resultado do show "Hebraico", no qual as cantoras interpretavam músicas em hebraico e iídiche.
Em 1999, foi convidada para participar do show de Hermeto Pascoal, no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e também por Milton Nascimento para se apresentar em algumas datas da turnê do disco "Crooner". Com o CD "Baile das Pulgas", ganhou o Troféu Pró-Música de melhor CD gravado em 1999 em Minas Gerais. Em 2000, chegou ao quarto lugar do Visa.
Produziu o CD-demo "Candombe da Serra do Cipó", música de raízes afro-brasileiras que exerceu grande influência no trabalho da cantora. Os registros de Marina Machado rederam ao Candombe a sua inclusão na Cartografia Musical Brasileira do Itaú Cultural.
Já gravou faixas em CDs de Tavinho Moura, ao lado do Skank, no "Liliputz" do grupo Armatrux, em "O Poder Mágico" de Telo Borges, no "Livramento", de Flávio Henrique e Chico Amaral, e uma versão reggae para a canção "Amor de Índio", de Ronaldo Bastos e Beto Guedes. Cantou no especial de Lô Borges para a DirecTV. Em 2002, Marina foi eleita a melhor cantora de Minas Gerais e foi convidada a cantar quatro músicas no CD "Pietá", de Milton Nascimento.
O CD "Tempo Quente", lançado em 2008, pode ser considerado um divisor de águas em sua carreira, uma vez que se trata de seu primeiro CD solo sob um selo de gravadora: "Nascimento", de seu padrinho Milton Nascimento, que inclusive participou de uma canção do CD, "Discovery". Outros artistas que contribuíram com faixas nesse disco foram Samuel Rosa, em "Grilos", e Seu Jorge, em "Otimismo". A música "Grilos", do Roberto Carlos e Erasmo Carlos, teve uma grande repercussão, chegando a ser incluída na novela da Rede Globo "Três Irmãs".
No dia 25 de Julho de 2010 Cantou no PedRock, um festival de musica que acontece em Pedralva - Minas Gerais.



01.: Eretz Zavat Chalav
02.: Shein vi di l'vone
03.: Mocher há prachim
04.: Shnei orot Balail
05.: Shibolet Basade
06.: Ma ata roe
07.: Shlosha Iamim
08.: Abi Gezunt
09.: Hora hora
10.: Vioch tioch tioch
11.: Im Ni'nalu
12.: Mizmor laila
13.: Romenie, romenie

Vander Lee — Loa (2014)

Mensagem 
Loa é o oitavo disco de Vander Lee. A turnê “Loa” pretende percorrer o Brasil ao mesmo tempo em que propõe um novo olhar sobre a contribuição de Vander Lee para a música brasileira. Seu olhar poético e original, sempre voltado para o cotidiano e temas relacionados como o amor, futebol e recortes urbanos coloca Vander Lee como um dos compositores mais inspirados da atual cena musical brasileira. Com 15 anos completos de carreira, suas composições já foram gravadas por artistas como Elza Soares, Fabio Junior, Gal Costa, Leila Pinheiro, Alcione, Maria Bethânia, Elza Soares, Emilinha Borba, Elba Ramalho, Regina Souza, Rita Ribeiro, Luiza Possi e Lokua Kanza.




Vander Lee — Loa (2014)


01.: Saudade do Infinito
02.: Procissão de Um Homem Só
03.: Sempre Cedo
04.: Tu
05.: Abc
06.: Vinho
07.: Retrato da Vida
08.: Prece Preciosa
09.: Menino
10.: Seu Rei
11.: Siga em Paz
12.: A Vida É Bela
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VANDER LEE - LOA - cantosagradodaterra2 . rar

domingo, 12 de outubro de 2014

REGINA SOUZA (SPÓSITO) - OUTONOS

Lançado em 2008, só que com circulação restrita ao circuito mineiro, o segundo disco de Regina Souza, Outonos, está sendo reeditado - em âmbito nacional - pela Biscoito Fino. Nascida em Belo Horizonte, Souza iniciou sua carreira na (vasta) cena das Geraes com o nome de Regina Spósito. Ela é mulher de Vander Lee, que lhe cedeu a música Desfeito, além de ser parceiro em O Atendente, Quem Sou Eu e na faixa-título (esta com adesão de Lokua Kanza). A cantora se revela letrista em seis das 12 faixas de Outonos. Com Zeca Baleiro, Souza assina Aflora a Flor. Produzido por Rodrigo Campello, o CD inclui regravações dos repertórios de Jorge Ben Jor (a desconhecida Se Você Quiser mas sem Bronquear) e do grupo Cidade Negra (A Estrada). Chico Amaral é o autor de Fado. Já Affonsinho é parceiro na faixa À Toa.

Regina Souza – Outonos (2010)

Quando pensei em fazer esse disco, mergulhei fundo em várias questões pessoais e artísticas. Até porque, alguns anos se passaram desde que lancei meu primeiro CD, “Regina Spósito”. Como dizia minha avó, “na hora a hora chega”, senti que tinha chegado a hora de apresentar um novo trabalho.

Pensei no Rodrigo Campello como produtor, mas não o conhecia. O Tim Rescala fez a ponte pra mim, a Raquel Hallak resolveu as questões de produção e no final de 2005 fui ao Rio pra gente se conhecer.
Tudo certo, marcamos de começar em março de 2006.

No meu segundo encontro com o Rodrigo levei algumas músicas, mas também composições que tinha feito com o Vander Lee. Minha proposta tinha mudado um pouco e o Rodrigo brincou “se o caminho é esse, vamos relaxar com o prazo. Tem disco que é assim, tem disco que é assado”.
E o nosso ficou assim assado. Eu levando as parcerias que fazia e músicas que pedi para alguns amigos e o Rodrigo fazendo lindos arranjos para as canções.

“A estrada” eu cantava há muito tempo nos meus shows. “Se você quiser mais sem bronquear” eu conheci quando fazia uma pesquisa de repertório para o meu primeiro disco. Mas acho que as primeiras canções que levei foram “Desfeito”, “Fado” e “O atendente”.
E foi assim durante toda a produção. Música por música. Uma história com cada “parceiro”: meu marido Vander Lee e meus amigos Flávio Henrique, Affonsinho, Zeca Baleiro e Lokua Kanza. Sérgio Pererê e o seu jeito simples e profundo de falar da vida, e Paulinho Moska, que gentilmente adaptou pra mim a sua versão para “Depois que te perdí”, do Kevin Johansen.

Dois anos depois concluimos as gravações, com a participação de músicos extraordinários. Rodrigo já havia feito toda a pré-produção, tocado vários instrumentos, feito os arranjos e as programações. Depois veio o Marcos Suzano. Sempre o admirei e foi uma alegria conhecê-lo. O Carlos Malta já havia participado do meu primeiro CD e, sendo sua fã, não imaginava o disco sem a sua participação. O Lui Coimbra fez todo o sentido em “Quem sou eu”. Aquela rabeca é o som que me lembra Bocaiúva, norte de Minas, de onde veio minha família Souza. Tiveram meus amigos Juarez, Lincoln e Fiúza. Estava em casa.

O Marcos Nimrichter, que levou a musete para o estúdio. Mesmo antes de ter um repertório eu sonhava com aquele som no disco. O Jr.Tostoi, que eu encontrava no MiniStereo, temperou “Eu e você” com suas guitarras, e ainda o Krassic, Everson, Jovi, Bodão, Ronaldo Diamante e Artur Dutra que conheci no estúdio e foram muito bacanas.

Gravei as vozes na Bemol. Babaya fez as vezes de cupido na participação do Vander Lee. Um dia, gravando “Mais samba e menos lágrimas”, ela deu a idéia de o Vander Lee cantar um pouco comigo, pra me soltar um pouco mais na música, e aí ... é claro, ficou pra sempre. Também a nossa filha Clara foi ao estúdio e ficamos cantando “Quem sou eu”, de brincadeirinha, mas bem que eu queria ter sua voz no disco... Na mixagem o Rodrigo me fez a surpresa: sua vozinha estava lá! Também chamei minha irmã Tereza e minhas amigas Marina, Celinha, Lú e Babaya para fazer o coro de “Mais samba...”, um coro afetivo!

De volta ao Rio, quando já estávamos quase terminando a mixagem do disco, chega a voz do Lokua Kanza, que gravou de longe, um sonho de participação para a nossa “Outonos”!
Ainda tinha muito chão pela frente. Mas dei muita sorte. Desde o início, até o CD ficar pronto, trabalhei com gente muito bacana. Minha gratidão a cada pessoa que participou dessa produção!
E foi mais ou menos assim que esse disco nasceu. Agora chegou a hora dele ir pro mundo. Então, apresento à vocês, “Outonos”.

01 - Eu e Você – Flávio Henrique e Regina souza
02 - Se você quiser mas sem Bronquear – Jorge Benjor
03 - A Estrada – Toni Garrido, Lazão, Da Gama
04 - Desde que te Perdi – Kevin Johansen / versão Moska
05 - Outonos – Lokua Kanza, Vander Lee e Regina Souza
06 - Fado – Chico Amaral
07 - O Atendente – Vander Lee e Regina Souza
08 - Afora a Flor – zeca Baleiro e Regina souza
09 - Desfeito – Vander Lee
10 - À toa – Affonsinho e Regina Souza
11 - Quem sou Eu – Vander Lee e Regina Souza
12 - Mais Samba e menos Lágrimas – Sérgio Pererê

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CANTO SAGRADO DA TERRA - REGINA SOUZA - OUTONOS.rar

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Milton Nascimento, Mercedes Sosa e Leon Gieco - Corazón Americano (REPOST A PEDIDO)


O ano é 1984. O continente vivia a euforia da volta à democracia. No início do ano, Mercedes Sosa lançava um álbum e uma indagação: ¿Será Posible el Sur?. O disco foi uma mistura de cantos de esperança, ritmos folclóricos e canto latino-americano. Só este álbum já seria suficiente. Mas o ano termina com um concerto, gravado ao vivo, no Estádio Obras, Corazón Americano. O evento, que levou uma multidão de pessoas ao estádio, marcou o encontro de três grandes nomes da música latino-americana: Mercedes Sosa, Milton Nascimento e León Gieco.



CORAZÓN AMERICANO
MERCEDES SOSA/MILTON NASCIMENTO/LEÓN GIECO
GRABADO EN VIVO
ESTÁDIO VÉLEZ SARSFIELD
BUENOS AIRES
ARGENTINA
1984

Lado A
01 – Rio de Lãs Penas – Leon Gieco, Mercedes Sosa, Gustavo Santaolalla
02 – Canción Para Carito – Leon Gieco
03 – Volver A Los 17 – Mercedes Sosa, Leon Gieco e Milton Nascimento
04 – Circo Marimbondo – Milton Nascimento
05 – Casamento de Negros – Leon Gieco e Milton Nascimento
06 – Cio da Terra – Mercedes Sosa e Milton Nascimento

Lado B
01 – Cio da Terra – Mercedes Sosa
02 – Sueño Com Serpientes – Mercedes Sosa e Milton Nascimento
03 – San Vicente – Mercedes Sosa e Milton Nascimento
04 – Cuando Tenga La Tierra – Mercedes Sosa
05 – Solo Lépido a Dios – Mercedes Sosa e Leon Gieco
06 – Corazon de Estudiante – Leon Gieco, Mercedes Sosa e Milton Nascimento

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DIAPASÃO - AO VIVO







Em 2011 lançou seu segundo disco, “Ao vivo”, gravado em outubro de 2010 na Sala Juvenal Dias – Palácio das Artes, em Belo Horizonte, e depois mixado e masterizado no Estúdio Engenho. André Tavares garantiu um ótimo nível de qualidade técnica do áudio oferecendo ao ouvinte um trabalho realizado com muita dedicação e carinho. Realizado de forma independente, o trabalho foi lançado em julho de 2011 no Savassi Festival 2011. O disco apresenta uma reunião de músicas inéditas de Rodrigo Lana, Leandro César, Alexandre Andrés e Gustavo Amaral, revelando trabalhos de composição individual e processos de criação coletiva. Conta com a participação especial de Ayran Nicodemo. O violinista imprime sua sonoridade nas faixas Ganesha e Balãozinho. Os arranjos privilegiam o grupo, e a pluralidade de cada instrumentista, Bateria, Marimba de Vidro, Piano, Violão, Bandolim, Percussão, Baixo e Flautas criam uma paleta de cores que pintam no tempo uma música de infinitas possibilidades.

Diapasão é um grupo de música instrumental de sonoridade singular. A musicalidade brasileira está fortemente presente e a liberdade criativa de cada um dos músicos componentes gera uma mescla de texturas e cores harmônicas, melódicas e rítmicas, produzindo sensações que vão da euforia à introspecção, da paz serena à caótica agitação, do jazz ao progressivo. Composto por Alexandre Andrés (Flautas), Rodrigo Lana (Piano), Gustavo Amaral (Baixo e bandolim), Adriano Goyatá (Bateria e Marimba de vidro) e Leandro César (Violão, bandolim e outros) o grupo e se uniu para criar coletivamente uma música instrumental sem rótulos. Com idéias, sentimentos e técnica, seus integrantes produzem uma música contemporânea e autêntica, com arranjos sofisticados e liberdade de improvisação.

O grupo apesar de contar com 5 integrantes na sua formação prepara uma apresentação exclusiva de 4 integrantes para concorrer às possbilidades dos editais de circulação internacional do Música Minas e atuar nas feiras Pontevedra e Buenos Aires, uma vez que entende que sua música tem grande potencial para o mercado internacional.

Suas produções possuem influências que vão desde a música de Villa Lobos a elementos da música de culturas populares, como o Maracatu e Congado, escolas como o minimalismo, a música universal de Hermeto Pascoal, Egberto Gismonti, além da música mineira de ícones como Milton Nascimento e Toninho Horta. A utilização de instrumentos alternativos, construídos pelo integrante Leandro César, aliada aos instrumentos convencionais, traz um novo prisma de possibilidades para a criação da sonoridade do grupo, proporcionando ao ouvinte uma confluência de sensações e surpresas.

De Belo Horizonte - MG, em 2004, gravou seu primeiro álbum em 2005 intitulado Opus I, lançado em 2006 pelo selo carioca Masque Records. Em 2009, Alexandre Andrés foi vencedor do IX Prêmio BDMG Instrumental nas categorias Composição e Melhor Arranjo, acompanhado pelo grupo. Em 2010 gravou o EP Fogo no Balão, lançado e disponibilizado no site ww.grupodiapasao.com.br. O grupo já se apresentou em importantes palcos da música instrumental, como Jazz a La Calle – Uruguay, Mostra de Música Instrumental com Benjamim Taubkin, Savassi Jazz Festival - MG, Festa da Música - MG, Sesc Instrumental - SP, dentre outros.
Integrantes:
Rodrigo Lana - Piano
Leandro César - VIolão, Bandolim e plásticas sonoras
Alexandre Andrés - Flautas
Gustavo Amaral - Baixo e bandolim
Adriano Goyatá - Bateria e Marimba de Vidro 


Grupo Diapasão por Artur Andrés - Grupo UAKTI

 

Este é um daqueles raros momentos em que se podem sentir novos ventos musicais que sopram pelas montanhas de Minas. Isso não é algo corriqueiro, só acontece de tempos em tempos e de forma cíclica, com largos períodos de pausa e gestação. Desta vez, no epicentro dessa vertente musical, uma
nova geração de talentosos e bem preparados músicos e compositores desponta, expressando sua música tanto pela voz quanto pelos instrumentos. Nesse contexto, o grupo Diapasão surge como um dos mais promissores representantes da nova música instrumental mineira.

Quando conheci o trabalho do Diapasão, há alguns anos, ainda em sua formação de trio, não poderia supor que, pouco tempo depois, sua nova formação, com outros músicos, pudesse de tal forma ampliar o leque de sonoridades e colorido musical do grupo. Essa formação ampliada trouxe também uma maior diversidade de repertório para o grupo, já que todos os seus membros se dedicam, com muito talento e competência, à composição e ao arranjo. Aliando-se a isso, a improvisação é também um elemento importante na linguagem musical do Diapasão, que busca contrapor aos seus complexos e bem elaborados arranjos, momentos de liberdade e leveza, oriundos dessa forma livre de expressão musical.

Gravado ao vivo, na Sala Juvenal Dias - Palácio das Artes, o disco prima pela qualidade técnica de gravação e pela maturidade e competência musical desses cinco jovens e talentosos músicos que compõem o grupo Diapasão. Como ouvintes, beneficiados pelo registro desse magnífico encontro
musical, só podemos desejar a eles sucesso e energia para continuarem caminhando. E que muitos novos trabalhos possam vir como frutos dessa feliz parceria.

 01 – E Se o Mundo Fosse Assim – Rodrigo Lana
02 – À Flor de Maracujá – Leandro César
03 – Menino – Alexandre Andrés
04 – Floresta – Alexandre Andrés
05 – Talvez Um Filho – Gustavo Amaral
06 – Lunar – Rodrigo Lana
07 – Ganesha – Alexandre Andrés
08 – Arrebol – Leandro César
09 – Balãozinho – Gustavo Amaral

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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Alexandre Andrés - Macaxeira Fields (2012)


Depois de chamar a atenção com o disco de estreia, Agualuz (2009), o cantor e compositor belo-horizontino Alexandre Andrés volta à cena com Macaxeira fields, disco no qual mantém a aposta nas canções que escreve com o poeta Bernardo Maranhão, dirigido pelo pianista fluminense André Mehmari, um dos nomes de ponta da cena instrumental brasileira atual. Triangulação adequada para um álbum que chega envolto em expectativa.

“Bernardo escreve com profundidade e tem técnica muito boa. Percebe-se inteligência no que ele escreve, mas sem que o lado racional oculte o sentimento, que é o mais bonito. Ele consegue dosar essas coisas. O André, é muito bom em tudo o que faz. Toca piano como ninguém e é compositor e arranjador incrível. Trabalhar com ele é um privilégio”, afirma Alexandre, de 22 anos.

Gravado em janeiro e fevereiro, na capital mineira, o disco envolveu cerca de 30 músicos, entre talentos da nova geração local e nomes já consagrados em âmbito nacional, como Antonio Loureiro, Rafael Martini, Tatiana Parra, Monica Salmaso e o pai, Artur Andrés, do grupo Uakti. São 12 canções assinadas por Alexandre, sendo 11 em parceria com Bernardo: na maioria das vezes, o primeiro faz música e o segundo, a letra.

“Há muita influência de música mineira nesse disco, como Uakti, Clube da Esquina e os músicos com quem trabalho, já que bebo direto na fonte deles. Além do André Mehmari, claro. De Agualuz para este novo disco, houve amadurecimento muito grande meu e de Bernardo. Hoje, percebemos, por exemplo, coisas que poderiam ter saído melhores no outro disco. Ficamos mais velhacos e, musicalmente, estamos sempre estudando”, conta Alexandre.

REFERÊNCIAS
O nome do trabalho é referência a Paul McCartney e Humberto Teixeira, tanto que duas canções contêm referências aos universos desses dois compositores tão diferentes, Ala pétalo e a faixa-título. “Eu e Bernardo começamos a construir esse repertório desde 2009 com a música Menino, que chegamos a testar nos shows de lançamento de Agualuz. Algumas faixas são bem recentes e outras tivemos oportunidade de experimentar em shows desde então”, lembra ele.

Os repertórios dos dois shows são iguais e contemplam integralmente o de Macaxeira fields. No palco, Alexandre, que canta e toca violão, terá a companhia de André Mehmari (piano), Artur Andrés (flautas), Paulo Santos e Décio Ramos (percussão), Rafael Martini (piano), Pedro Santana (baixo acústico), Adriano Goyatá (bateria e marimba de vidro), Joana Queiroz (clarineta e clarone), Jonas Vitor (saxofone), Gustavo Amaral (baixo elétrico, voz e violão), Regina Amaral (piano) e pelas cantoras Leonora Weissmann e Ilessi Silva. Durante o show, será exibido o clipe da música Ala pétalo.
*por Eduardo Tristão Girão - EM Cultura

01 – Um Som Azul
02 – Aguaceiro
03 – Macaxeira Fields
04 – Menino
05 – Ala Pétalo
06 – A Meu Velho
07 – O Canto da Formiga
08 – Entre Águas
09 – Nina
10 – Em Brancas Nuvens
11 – A Voz de Todos Nós
12 – Sem Fim

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 Alexandre Andrés - Macaxeira Fields - CANTO SAGRADO DA TERRA 2.rar