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sexta-feira, 20 de maio de 2022

CHICO LOBO - O TEMPO É SEU IRMÃO

 


27º álbum do violeiro mais atuante da cena brasileira recebe as participações especiais de Luiz Caldas, da dupla Kleiton & Kledir, da cantora Tetê Espíndola e do cantor Sérgio Andrade. Artista já se apresentou em Linhares, no Norte do Espírito Santo, junto com o cantador Cirinho do Rio Doce. Chico é considerado o maior violeiro brasileiro. (Compartilhe essa notícia para que mais pessoas saibam).

 Segundo alguns especialistas em inovação a necessidade de se reinventar existe há muito tempo e faz parte da história da humanidade. Tanto quanto mudar é questão de sobrevivência. Assim o violeiro mineiro, compositor e cantador Chico Lobo, consagrado em 2021 com seu 4º prêmio no Profissionais da Música na categoria Melhor Artista Raiz Regional e homenageado com a Medalha de Honra 2021 da Universidade Federal de Minas Gerais pela sua relevante atuação na cultura e sociedade, colocou em prática, justamente isso, em plena pandemia. Após lançar em 2020 o CD Alma e Coração, já nesse processo de ousar, criar, se tornar outro, Chico Lobo não parou e em 2021 produziu em parceria com a Kuarup mais um álbum nesses tempos difíceis. 

 

O Tempo é Seu Irmão, 27º disco da sua carreira, teve o  lançamento em formato físico e digital no dia 13 de maio de 2022 pela gravadora e produtora Kuarup. O novo álbum que tem texto de apresentação no formato físico, assinado pelo prestigiado jornalista Chico Pinheiro, traz músicas inéditas e autorais, compostas em 2021. Além de assinar a maioria das composições, Chico Lobo, também apresenta parcerias com Edmundo Bandinelle, Eudes Fraga, Jorge Nelson, Carlos Di Jaguarão e Thales Martinez. O trabalho apresenta participações muito especiais, todas referências para Chico Lobo e que fazem parte da história da música brasileira: Luiz Caldas, Kleiton & Kledir, Tetê Espíndola e Sérgio Andrade, da Banda de Pau e Corda. Produzido por Ricardo Gomes, grande parceiro musical de Chico Lobo, fundamental para o resultado sonoro do álbum, que também assina baixos, violões, teclados, o trabalho tem as presenças marcantes do baterista Léo Pires, do violinista Marcello Sylvah, do violoncelista Sérgio Rabelo e os vocais de Gih Saldanha além dos músicos Delano no steall, Cristiano Caldas no piano, Clevin Moreira no acordeom, Marcelo Fonseca no violino e o músico convidado, o percussionista Carlinhos Ferreira. 

A temática parte de reconhecer que o tempo é essencialmente um “parceiro” fundamental e dentro dessa perspectiva, até mesmo e sobretudo esta situação difícil enfrentada mundialmente pela Covid-19, até isso, o tempo cuidará de trazer de volta a tão almejada e merecida serenidade. Pai de três filhos: Mateus (25

anos) graduado em Cinema, Luísa (21 anos) universitária em Propaganda e Publicidade e o colegial Tomás (18 anos), Chico Lobo percebeu o difícil momento que seus filhos enfrentavam e enfrentam (o mesmo de tantos jovens): sem perspectivas de trabalho, afastados do convívio dos amigos e relacionamentos sociais.  Assim, em diálogo junto a outros pais amigos ficou perceptível, como um acontecimento, quase geral, esse sofrimento entre os jovens. O fato gerou inspiração para a música O Tempo é Seu Irmão, ponto de partida do álbum. Então vieram na sequência as canções: Lua e Sol, Sementeira e Pagode do Tempo

 O Tempo É Seu Irmão vem hoje como uma grande celebração desses novos tempos que chegam com esperança, positividade, resiliência, emoções que marcam esse novo trabalho. A música é a fiel companheira do violeiro mineiro que ao compor compulsivamente se renova e brinda o retorno da cultura, dos shows presenciais com um álbum recheado de belas participações. E Chico Lobo vai além, ele tem uma compreensão que a pandemia não é dissociada das mudanças climáticas, catástrofes ambientais e tudo tem conexão com o relacionamento insano do homem com a natureza e o meio ambiente. Neste raciocínio surgem cantigas como: Madeira, Rio e Mar e Ave Maria das Matas. Bem relacionado e respeitado por inúmeros artistas da música popular brasileira, como a cantora Maria Bethânia que gravou duas músicas de seu repertório, Chico Lobo retoma sua musicalidade da raiz caipira com toadas, pagodes, cateretês e revisita o Nordeste em Se A Noite Apaga a Luz e Indagorinha, uma homenagem ao sogro Mestre André e a todos os retirantes, que vieram para o sul em busca dos sonhos. Mas também não deixa de dialogar com ritmos universais como o folk e o country. Sem dúvida uma riqueza sonora. O Tempo é Seu Irmão é uma viagem lírica ao nosso coração e é carregada de cheiro, som, sabor e cor da nossa brasilidade. O álbum retrata o amadurecimento diário de Chico Lobo como compositor e violeiro desde 1981 quando decidiu abandonar tudo para mergulhar na vida artística e já se vão mais de 40 anos de uma carreira grata e promissora.

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 CANTO SAGRADO

sexta-feira, 8 de abril de 2022

EDU SANTA FÉ - RAIZES DO BRASIL

 

 

 Nascido em Goiânia, mas morando com seu pai no sul de Minas Gerais em um sitio na serra da Mantiqueira, Edu Santa Fé descobriu cedo a vocação musical. Aos seis anos, ganhou um violão do pai e começou a fazer músicas. Já fez parte de uma dupla sertaneja, porém, segue em carreira solo atualmente. Gravou alguns discos e dedicou um álbum todo para a mãe, que morreu há alguns anos. Edu Santa Fé toca viola, guitarra, gaita e violão. Na carreira, o músico deseja mostrar mais a música caipira porque o Brasil tem coisas lindas que precisam ser vistas. Nas horas vagas, ele dispensa o futebol e andar a cavalo.

O músico nunca se viu fazendo outra coisa que não fosse música. Cresceu no meio de serestas e acordava com acordes musicais na porta de casa. Ainda criança, ganhou um instrumento musical e não largou mais. “Meu pai me deu um violão quando eu tinha seis anos. Comecei a fazer minhas musiquinhas e os temas eram sempre natureza e animais. Peguei gosto e me dedico à música até hoje. Nunca fiz outra coisa, sempre investi nisso”, conta o artista.

Um dos momentos marcantes na vida de Edu Santa Fé é o álbum que dedicou para a mãe, quando ela morreu. “São músicas que falam de Nossa Senhora, Jesus Cristo e Deus”, diz. Aliás, o cantor, que se chama Edu Sparttacus Martins, adotou o sobrenome por causa da ligação com a religião. “Ouvi esse nome e fiquei tocado. Falei: ‘é esse nome que eu quero’. Acho que tem a ver com o tipo de música que eu gosto. Gosto de Deus e Ele me norteia”, explica.

Muito bom, recomendo !

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CANTO SAGRADO

quarta-feira, 23 de março de 2022

FELIPE BEDETTI - AFLUENTES

 


O compositor, violonista e cantor Felipe Bedetti artista mineiro de 21 anos vem se destacando pelo apuro e maturidade musical, com reconhecimento de nomes como Toninho Horta e Tadeu Franco, ambos presentes no disco.

A sonoridade mineira é notada em todo o repertório do disco, que apresenta composições em parcerias com nomes consagrados como Paulinho Pedra Azul, além de participações especiais das cantoras Bárbara Barcellos e Dani Lasalvia. Com base nas ideias do cantautor, todos os músicos da banda tiveram a liberdade de propor seus próprios arranjos e estilos. Tem-se assim uma colcha de retalhos mineira muito bem arrematada no talento de Beto Lopes (guitarra e trompete), Fernando Sodré (viola caipira), Alexandre Andrés (flauta) e Pedro Volta (piano), dentre outros.

Junto às canções inéditas, Afluentes traz um tema instrumental e uma releitura de “Serra Branca”, de Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro. O projeto foi construído em uma grande rede colaborativa. Várias cidades do interior, como Borda da Mata, Matipó e Ponte Nova foram lar das gravações e da mixagem deste trabalho. Gravações, revisão e masterização foram realizadas em Fortaleza-CE, Brasília-DF, São Paulo-SP e Rio de Janeiro-RJ.

Sobre Felipe Bedetti

Minas Gerais é mundialmente conhecida como berço de música de qualidade. Além de seus nomes consagrados, o estado parece sempre apresentar uma renovação de sua arte, lapidando harmonias e melodias. É nesse meio que a voz grave, aconchegante e precisa de Felipe Bedetti começou a chamar atenção nos últimos anos. Nascido em Abre Campo, o mineiro canta, toca violão e compõe desde os 6 anos de idade. Aos 17 mudou-se para Belo Horizonte, onde lançou seu disco de estreia, Solo Mineiro. Com 21 anos de idade e 7 de carreira, o artista faz shows por todo o Brasil. Recentemente, teve seu talento reconhecido no Festival Itinerante da Música Brasileira, no Rio Grande do Sul. A canção “Luzeiro”, presente no atual trabalho, recebeu o prêmio de melhor melodia. Dentre suas maiores influências estão Milton Nascimento, Nelson Ângelo, Tavinho Moura, Toninho Horta, Tadeu Franco, Dori Caymmi e Edu Lobo.

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CANTO SAGRADO

 

domingo, 20 de março de 2022

MENINOS DE MINAS - ÊH MINAS ...

 


Sobre o álbum “ê Minas…”

Gravado em Itabira, Berlin, na Alemanha, e Serpa, Portugal, “êh Minas…” é o terceiro álbum do Meninos de Minas e mostra algumas marcas registradas do grupo: honra aos mestres, canto às tradições de Minas Gerais, valorização dos compositores mineiros e das músicas e ritmos oriundos do Congado. Além de expressar a força dos tambores, patangomes, gungas, cordas e vozes.

O álbum apresenta arranjos sob a ótica do coletivo, trazendo composições de domínio público (“Canto de Moçambique 2” e “No Tempo do Cativeiro”) e, também, de mestres como Vander Lee (“A voz”), Newton Baiandeira (“O Trem que Leva Minas”), Maurício Tizumba (“Devagar com o Andor”, “Pedra que Brilha” e “A Criação”), Sérgio Pererê (“Velhos de Coroa”) e de representantes da nova cena mineira: as jovens Maíra Baldaia (“Negra Rima”, parceria com Elisa de Sena, e  “Palavra Muda”, parceria com Verônica Zanella) e Brenda Alaís (“Saudade de Minas”).

A direção musical é de Bruno Messias, que começou ainda criança como aluno no projeto, se formou em música e, hoje, é educador musical. E quem assina a coordenação geral do projeto é Cléber Camargo Rodrigues

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CANTO SAGRADO

quarta-feira, 2 de março de 2022

MARCUS VIANA - COLETANEA CANTO SAGRADO

 

1- Pantanal - ao vivo

2 - Viajantes do tempo

3- Ultimo canto de inverno

4- Canção do perdão

5- Antes que seja tarde

6- As sem razões do amor

7- Canção da árvore

8- Om shanthi (com Lulia Dib)

9- Pátria Minas

10- Sob sol (com Raya Hilal)

11- Om shanti peace and joy (com Raya Hilal)

Download (320 kbps) Versões Inéditas (2016/2022)

CANTO SAGRADO

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

JOÃO DE ANA - DIGNIDADE

 

Há algum tempo João de Ana se sentiu ferido quando um amigo lhe disse friamente para guardar a viola no saco porque ele jamais teria sucesso no mercado da música com a obra que construía a partir da mistura de influências de sons do sertão, da seresta, do Clube da Esquina, do rock rural e da música de câmara. 

 A dor impulsionou o cantor, compositor e músico mineiro – nascido em 31 de janeiro de 1973 em Pedra Azul (MG), cidade situada no Vale do Jequitinhonha – a fazer uma música, Dignidade.

É essa música que acabou dando nome ao primeiro álbum do artista, Dignidade, lançado em edição virtual e em CD  selo nascido da parceria do violeiro Chico Lobo com a gravadora Kuarup. 

Na certidão de nascimento, João de Ana é João Alves dos Santos. Na vida e na arte, João virou de Ana por ser filho de Ana das Neves Santos, a mãe que homenageia postumamente no álbum Dignidade através da canção Donana, uma das 12 músicas do repertório essencialmente autoral do disco produzido por Ricardo Gomes.

A única música de lavra alheia no cancioneiro do álbum Dignidade é Banco de feira (Roberto Andrade e Waltinho, 1973), música apresentada pela Banda de Pau & Corda no álbum Vivência (1973) – no ano em que João nasceu – e revivida pelo artista mineiro em gravação feita com as adesões da cantora Bárbara Barcellos e do violeiro Chico Lobo.

A composição Banco de feira tem significado especial para João porque o pai do artista, Valvídio Alves dos Santos, tem até hoje uma banca na feira de Pedra Azul, a já mencionada cidade mineira em que João veio ao mundo há quase 49 anos. 

  vivência de João de Ana no Vale do Jequitinhonha pautou a criação e a gravação de músicas como Canção do Vale (João de Ana e Gilberto Guimarães), Sinfonia (João de Ana, Zé Henrique e Gilberto Guimarães) e Cantador de lua cheia (João de Ana a partir de letra do poeta Voltaire Lemos).

Dignidade é álbum entranhado nas matas e nas esquinas de Minas Gerais, como reiteram composições como Minas canções (João de Ana e Zé Henrique), mas há também ecos das passagens de João pela Bahia, cenário que inspirou a criação de Cantador do tempo (João de Ana e Gilberto Guimarães), faixa que também conta com a presença de Chico Lobo, a exemplo da já citada faixa Banco de feira.

O mercado da música é de fato difícil com quem se recusa a seguir as tendências da indústria, mas o álbum Dignidade mostra que João de Ana fez bem em ignorar o conselho do amigo. 

Saiba mais:  https://barulhodeagua.com/2021/11/25/1476-joao-de-ana-mg-lanca-album-de-estreia-pela-kuarup-com-participacao-de-chico-lobo-e-barbara-barcelos/

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CANTO SAGRADO

WILSON DIAS - SER(TÃO)INFINITO

 

Magnifico !!!

Saiba mais:

https://barulhodeagua.com/tag/wilson-dias/

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CANTO SAGRADO