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quarta-feira, 19 de março de 2014

ANDERSEN VIANA - MORAVIAN PHILARMONIC ORQUESTRA

Andersen Viana (Belo Horizonte, Minas Gerais) é um maestro-compositor e produtor cultural brasileiro.
Recebeu 22 prêmios em concursos de composição no Brasil, Itália, França, EUA, Bélgica e Holanda. Sua produção é muito diversificada (multi-esteticismo), pertencente ao pós-modernismo, indo de composições para solos de instrumentos, vozes até orquestra sinfônica e música eletrônica. Tem composto música para filmes nacionais - longas e curtas metragens - tendo estudado música para cinema na Itália na década de 90. Desenvolve uma linha composicional que se encontra também, entre a música erudita e a popular, em alguns casos abrangendo estas duas principais correntes estéticas. Atua como maestro-compositor, produtor cultural e lecciona diversas matérias musicais na Fundação Clovis Salgado-Palácio das Artes em Belo Horizonte, além de eventualmente ministrar palestras em universidades pelo país e exterior.
Doutor em Música-Composição pela Universidade Federal da Bahia, Andersen especializou-se em Música para Cinema, tendo estudado nas seguintes instituições musicais no Brasil, Itália e Suécia: Reale Accademia di Bologna, Arts Academy of Rome, Accademia Chigiana di Siena, Royal University College of Music de Estocolmo, UFMG e UFBA. Teve como professores: seu pai - Sebastião Vianna, revisor de Villa-Lobos - Violeta Hemsy de Gainza, Ennio Morricone, David Machado, Oiliam Lana, Paulo Bosísio, Arthur Bosmans, Manuel Veiga, Paulo Costa Lima, entre outros.
Por sua obra musical recebeu 22 premiações no Brasil e exterior, incluindo o “Prix de Composition” no I Concurso de Composição – Festin Choral 2013 na França, 1º Lugar no “Concurso Internacional de Composição Susanville Symphony 2012” nos EUA, 1º Lugar no Concurso Internacional de Composição ”Lys Music Orchestra 2001” na Bélgica, 1º Lugar e o “Prêmio do Público” no “Concurso Internacional de Composição Lambersart 2006” na França.
Em seu catálogo atual cerca de 315 obras, compostas para vozes, instrumentos acústicos e eletrônicos.
Em 2002, realizou uma das raras gravações de um maestro-compositor brasileiro na direção da renomada orquestra europeia Moravska Filamonie, da República Tcheca e em 2007 gravou suas obras com a Orquestra Russa Estatal de Cinema em Moscou.
Além da música trafega em outras áreas da cultura. Após ter frequentado oficinas de textos, roteiros de cinema com Ana Miranda, Paulo Halm e Cláudio Mac Dowell, lançou em 2005 seu primeiro livro de ficção: "Contos Cinematográficos Volume I". Membro da Academia Internacional de Trilha Sonora. Sócio administrado da ASSIM/Brasil. Site: www.andersen.mus.br.

1- Peça de Concerto in Blue
2- Suíte de Canções Infantis Brasileiras
MICRO SUÍTE
3- Abertura
4- Mistério
5- Clown6- Pax Mundi
QUATTUOR
7- Adagio Contemplativo
8- Allegro Violento
9- Andante Melancólico]
10- Allegro Enérgico
SINFONIA Nº 3 (TERRA BRASILIS)
11- Andante Místico, quase Religioso
12- Misteriosamente Sobrenatural - Allegro Bárbaro
13- Rapidíssimo e muito Ritmo

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GILBERTO MAURO - PARAPOUKOS - 2006




 
Gilberto Mauro , é um mago da musica instrumental de Minas, faz música como ponte para transformar, ampliar a consciência. Para tal, sua criação, apesar de estar constantemente se alimentando do grande manancial brasileiro, é imbuída de diversas escolas e ritmos do mundo. Música universal, enfim. (...)
texto completo: MySpace
1- Caboclada
2- Barravento
3- Serras do Brasil
4- Moto Parabélico
5- Rezaforte
6- Pindurassaia
7- Simples como a Chuva 
 
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segunda-feira, 17 de março de 2014

CELSO MORETTI - REGGAE FAVELA BRASIL




Nascido em São João Del Rey (MG) em 1954 e criado a partir dos sete anos em diversas favelas da grande Belo Horizonte, Celso Moretti traz consigo uma maneira singular de interpretação. Pioneiro do reggae em Minas Gerais, tornou-se referência estética e musical do estilo. Em seus shows, costuma deixar o público extasiado com evocações energéticas e performáticas, além de utilizar linguajar peculiar, o “moretês”, uma constante para quem conhece seu trabalho.

Tendo como principais influências Luiz Melodia, Itamar Assumpção e Bob Marley, Moretti iniciou a carreira em 1984, criando a primeira banda de reggae de Minas Gerais, a Nego Gato. Durante a década de 1990, retirado na zona rural de Betim (MG), pesquisou intensamente a música reggae, criando mais um estilo derivado do reggae jamaicano, o “Reggae Favela”.

Celso Moretti sempre se apresenta acompanhado da banda Barraco de Aluguel. Formada em sua maioria por músicos da cidade de Betim, a banda tem forte influência de Peter Tosh, Alpha Blondie e Gilberto Gil. Celso Moretti e a banda Barraco de Aluguel já dividiram palco com vários artistas de renome nacional,  como Tribo de Jah.


 
 

Celso Moretti – Reggae Favela Brasil (2007)

Para falar do CD REGGAE FAVELA BRASIL é impossível não dar uma pequena mergulhada no meu raso passado.
Este CD nasceu agora em 2007, mas na verdade ele foi fecundado em 1995, quando pensei que o que eu fazia até então não era genuinamente reggae, e eu teria que dar um nome naquela música que eu fazia. A batizei de Reggae Favela. Para mostrar o Reggae Favela em apenas um CD eu não conseguiria, planejei então fazer uma Trilogia.

Estava eu pensando em passar a idéia do Projeto Trilogia Reggae Favela e não tinha recursos naquela época para por em prática o que estava pensando; recursos técnicos, financeiros e recursos humanos.
Técnicos: Não sabia nem como começar a viabilizar o projeto, pois faltava metodologia e pouco conhecimento na área musical e de planejamento para a execução.
Financeiro: Os custos eram enormes para a minha condição.
Recursos Humanos: Conhecia alguns músicos, mas não o equivalente para por em prática o meu projeto dentro das duas condições anteriores.
Em 1998, na base do “peito e na marra” nasceu o a primeira parte da idéia que era o CD Reggae Favela.
Em 2002, veio o Reggae Favela Periferia com recursos de Lei de Incentivo.
Em 2007, enfim completei a Trilogia Reggae Favela com o CD Reggae Favela Brasil, também com recursos de Lei de Incentivo.

Este CD, dentro da minha intenção é um CD temático que fala do Brasil dentro de uma óptica. Eu quis questionar este meu país, com a intenção de melhorar o nosso bem estar social, mostrando algumas mazelas e desvios de comportamento do nosso povo.
por Celso Moretti

Faixas
01 - Buneco da América ( Celso Moretti )
02 - Vo com ce ( Celso Moretti )
03 - Murro na Ponta de Faca ( Celso Moretti )
04 - Vinheta ( Celso Moretti )
05 - Quanto Vale ( Celso Moretti )
06 - Songamonga ( Celso Moretti )
07 - Ora pro Nóbis ( Celso Moretti )
08 - Vinheta ( Celso Moretti )
09 - Olha lá... ( Celso Moretti )
10 - Zumbi ( Celso Moretti )
11 - Trabalhador Autônomo ( Celso Moretti )
12 - Vinheta ( Celso Moretti )
13 - Vila Nova Brasília ( Celso Moretti )
14 - Cadê? ( Celso Moretti )
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domingo, 16 de março de 2014

LAURA LOPES - ABAPORU

bio

Cantora e compositora mineira, Laura Lopes sempre teve o contato com as artes dentro de casa, fruto da musicalidade da mãe que além de se dedicar ao piano, fez questão de que todos seus 4 filhos fossem musicalizados e introduzidos ao universo da arte ainda quando crianças. A mãe, com razão, queria que seus filhos desenvolvessem a criatividade e a proximidade com a arte. Foi bem sucedida na sua intenção e, em especial, com a sua segunda filha que viraria cantora mais tarde. Laura começou a tocar violão quando adolescente e ali mesmo descobriu que seu maior prazer dentro da música era o canto.
Nascida em Belo Horizonte em 1985, Laura Lopes ainda tem na capital mineira o seu lar. A admiração não só pela cidade, sua história e cultura, mas principalmente pelas relações que estabeleceu com o espaço urbano e com as pessoas que ele ocupam são marcantes em seu caminho. Bons amigos, colegas da graduação em Música da UFMG, familiares e um amplo grupo de parceiros belo horizontinos compõem o retrato mais notável da trajetória da cantora.
Antes de assumir suas próprias canções, transitou por diversas vertentes da música popular, interpretando artistas de origens variadas. Quando atingiu seus 20 anos passou a compor material que de fato apreciava e assumia para sua produção musical.
O tempo vivido no Rio de Janeiro (entre 2009 e 2010)  foi profundamente importante para a sua formação como artista. Lá, Laura estudou na UNIRIO e conheceu diversos músicos e arranjadores, além de ter mergulhado no universo do samba.
Seu álbum de estréia é intitulado Abaporu. Representa o olhar para o estrangeiro com a mistura das particularidades da nossa cultura tradicional marcada pela força das cores, ritmos e apuro das poesias e melodias. É a viagem da cantora no universo artístico e sua relação com o homem. Laura bebeu de várias fontes para criar suas músicas, assim como fez Tarsila com o quadro que foi marco inspirador do movimento antropofágico e do próprio modernismo brasileiro.
A artista construiu um repertório de 11 canções compostas, em sua maioria, por ela mesma. Quando não, selecionou cuidadosamente músicas inéditas de parceiros que tem trabalhos alinhados ao conceito do disco.
Laura fez tour pela Europa em 2012 para a divulgação de abaporu e teve grande repercussão na mídia europeia
Ao lado de artistas talentosos, Laura Lopes faz estréia sólida e criativa. Um deleite para os fãs da boa música brasileira.

ENGLISH
Laura is a mineira singer and composer. She has always had contact with the art universe in her house, influenced by her mother’s musicality. Laura was first educated when still a kid, but at the age of 14 she started studying the guitar and found out that her great passion was to sing.
Born in Belo Horizonte, Laura still lives in this city that she admires a lot. There she made a good relationship with other musicians and also good friends. At the years of 2009 and 2010 Laura lived in Rio de Janeiro, a really important period to her compositions and the musical production itself. She had contact with the musicians from the federal university where she studied and was also the finalist of a really important samba contest that has revealed several new talents of the Brazilian music.
Before assuming her own songs, Laura studied and played a great variety of musical genders and interpreted different artists and composers. When she reached her twenties she started composing what she really appreciated and only by that time she would assume this repertoire to her musical production.
Her first album is called Abaporu. It represents her look to the foreign reality stirred up with the details of Brazilian traditional culture, symbolized by the strength of the colors, rhythms, the sophisticated poetry and melodies. This CD is the singer’s trip to the artistic universe and it’s dialogue with the mankind. Laura drank from different sources to create her songs, as well as Tarsila do Amaral did with the Abaporu (1928) painting, which was a tremendously important mark to the artistic production of the end of the 1920’s.
Laura Lopes made a 11 song repertoire, made in it’s majority by herself. The few song that are not her compositions are the work of her musician partners who have a great dialogue with the singer.
By the side of talented musicians and producers, Laura made a really solid and creative opening. A pleasure to the listeners of good Brazilian music!


do tupi-guarani
aba = homem
pora = gente
ú = comer
O quadro Abaporu (1928), de Tarsila do Amaral é sem dúvida um dos símbolos mais potentes não só da produção artística, quanto da própria sociedade brasileira. Olhar para o estrangeiro, misturá-lo às particularidades da nossa cultura tradicional e transformá-lo em algo marcado pela força das cores, ritmos e apuro das poesias e melodias, é a tônica do primeiro álbum de Laura Lopes, assim como foi do quadro e do movimento artístico do qual ele foi marco fundador.
A gravação do disco Abaporu, da cantora e compositora Laura Lopes, é fruto de uma trajetória artística que vem se desenvolvendo. Primeiro disco com cara de novidade! As parcerias do álbum mostram a nova geração desses vinte e poucos (ou tantos) anos que se manifesta na capital mineira.

                                                 




                                                  VISITE O SITE DE LAURA

                                                  http://www.lauralopes.art.br/

quarta-feira, 5 de março de 2014

SERGIO SANTOS - IÔ SÔ

Título : Iô Sô Sérgio Santos
Artista : Sérgio Santos
Data de Lançamento : 2008
Selo : Biscoito Fino

FAIXAS:
01- Abertura
02- Senhora do Rosario
03- Marimba
04- A Caixa Bateu
05- Iô Sô
06- Guia
07- Carreiro de São Thiago
08- Falange
09- Toada Cabocla
10- Congadeiro
11- Corpo
12- Gunga do Tizumba
13- Saluba
14- Visita
O CD “IÔ SÔ” do compositor Sérgio Santos é uma leitura de uma das mais belas manifestações da cultura de origem africana no Brasil: o congado. Sérgio já visitou as influências da música negra brasileira em “Áfrico – quando o Brasil resolveu cantar”, prêmio Rival-BR como o melhor CD do ano de 2002, e tido pela crítica como um trabalho de referência. Agora o compositor revisita o tema, dessa vez focado em sua terra mineira. Tendo como principal eixo a fé dos escravos e dos negros libertos em Nossa Senhora do Rosário, o congado antes de ser uma manifestação folclórica ou musical, é uma manifestação religiosa existente em todo o Brasil e que tem em Minas Gerais uma força de expressão marcante. A necessidade de conviver com os seus mitos de forma dissimulada para não confrontar a opressão branca, e ao mesmo tempo buscando preservar os seus valores culturais, fez com que o negro mineiro, desde o século XVIII tivesse que formalizar as suas crenças através do modelo cristão. Daí a devoção à Nossa Senhora do Rosário, baseada no mito e no rito da retirada de sua imagem do mar pelo bater de seus 3 tambores sagrados.
É essa realidade que o compositor – há um ano pesquisando para escrever as letras, já que a música, apesar de contar com muitos elementos é simples - busca retratar nesse trabalho, reproduzindo a sonoridade típica dos tambores do congado, com suas caixas, seus patangomes e suas gungas, mas recriando em suas composições a riqueza que o material musical dessa manifestação cultural oferece. Mais que reproduzir o que o congado já tem, trata-se de uma tentativa de utilização de seus códigos enquanto fonte de criação. Isso gera uma música diferente e criativa, que ao mesmo tempo que procura respeitar as suas raízes originais, se compromete com as novidades que esse caminho pode oferecer. Isso justifica a presença do piano de André Mehmari, da percussão moderna de Marcos Suzano, da bateria de Tutty Moreno, do violão de Sílvio Damico, do contrabaixo acústico de Rodolfo Stroeter, das flautas de Andréa Ernest Dias, da sofisticação própria de uma orquestra de cordas, tudo somado à percussão típica do congado de Sérgio Silva. O violão originalíssimo do compositor, sua interpretação vocal, além da criação de todos os arranjos garantem a unidade e a marca registrada do trabalho. As letras, que percorrem o universo mágico do congado, são divididas entre Paulo César Pinheiro e Sérgio Santos, sendo 9 desse e 5 de Paulo César, um dos ícones da poesia musical brasileira. Para coroar, há as participações especialíssimas de Joyce e Dori Caymmi, que emprestam suas belíssimas vozes às composições de Sérgio.
Fonte: Biscoito Fino
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SERGIO SANTOS - ABOIO


Título : Aboio
Artista : Sérgio Santos
Data de Lançamento : 1995
Selo : Saci

FAIXAS:
01- Toada Mineira
02- Fonte
03- Folia de Reis
04- Aboio
05- Parlenda
06- Sabiá Laranjeira
07- Jongo de Mãe Preta
08- Estrela da Madrugada
09- Três Formas de Choro Para Uma
10- Quermesse
11- Ciranda
12- Decisão
13- Coração do Rei Nagô






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SERGIO SANTOS - ÁFRICO

Sérgio Santos

Sérgio Santos
Foto: Divulgação
Em 1982 o mineiro Sérgio Santos, nascido em Varginha, sul de Minas Gerais, começa sua carreira musical participando como cantor do espetáculo “Missa dos Quilombos” de Milton Nascimento. No ano seguinte participa do LP de Milton que registrou o mesmo espetáculo.

A partir daí aperfeiçoa seus conhecimentos musicais como violonista, intérprete, arranjador e compositor. Foi vencedor dos mais importantes festivais de música do Brasil, como os de Avaré (SP), Juiz de Fora (MG), O Som das Águas, da Rede Manchete de Televisão e o Festival Carrefour de MPB. Em Belo Horizonte trabalha como diretor musical, produtor e arranjador dos CDs “Alma Animal” de Tadeu Franco, “Caboclo D’Água” de Tavinho Moura, “Uma Ciranda, Uma Roda, Um Samba”, de Beto Reis, “Primeiras Histórias” de Flávio Henrique, e “Flávio Henrique e Marina Machado”.

Em 1991 conhece o poeta Paulo César Pinheiro que vem a se tornar o seu grande parceiro. Com ele compõe uma obra de cerca de 160 músicas. Essa obra é cantada por artistas como Leila Pinheiro, Ana de Hollanda, Fátima Guedes, Simone Guimarães, Cláudio Nucci e Olívia Hime (com Milton Nascimento). Com outros parceiros como Joyce, Murilo Antunes e Tadeu Franco, foi gravado por artistas como Sá e Guarabira, Pena Branca e Xavantinho e Joyce.

Em 1995 lança seu primeiro CD "ABOIO", com participações de Sivuca e do violonista Raphael Rabello. O repertório, em parceria com Paulo César Pinheiro é todo inspirado em ritmos e temas de Minas Gerais. É indicado ao 9º Prêmio Sharp de Música, em maio de 1996. No mesmo ano "Aboio" é lançado pela gravadora francesa Buda Musique, e distribuído em toda a Europa, EUA e Japão.

Em 1997 participa do Kaiser Bock Winter Festival, em São Paulo, dividindo a noite com Gal Costa, Guinga e Banda Mantiqueira. Esse espetáculo foi apresentado como um especial pela TV Cultura.

Em 1998 o artista plástico espanhol David Lainez se inspira em "ABOIO" e realiza uma exposição de pinturas e esculturas em Pamplona e Tolosa, na Espanha, toda ela baseada nas músicas desse trabalho. O compositor faz, além dos shows de abertura dessas exposições, uma turnê percorrendo várias capitais espanholas.

Ainda em 1988, lança no Brasil, pela gravadora Pau-Brasil, (nos EUA, pela gravadora Blue Jackel, na Espanha pela Musimedi e na Alemanha pela Exil Musik), o CD "MULATO" com seus sambas em parceria com Paulo César Pinheiro.

Em junho de 1999 se apresenta em Los Angeles, EUA, no Hollywood Bowl, um dos templos sagrados da música americana e um dos mais conceituados palcos do mundo, espetáculo elogiadíssimo pela crítica americana. Em julho se apresenta em San Francisco, no Herbst Theater, dividindo a noite com a cantora e compositora Joyce, também com enorme sucesso.

Em 2000, juntamente com Leila Pinheiro, Olívia Hime, Lenine, Zé Renato e com a Orquestra Sinfônica Brasileira, participa no Teatro Municipal, como cantor convidado, da Sinfonia do Rio de Janeiro, de Francis Hime.

Em julho de 2001 se apresenta no VIII Festival Internacional de Jazz de Lérida, Espanha, integrando a programação juntamente com grandes nomes internacionais do jazz.

Em janeiro de 2002 lança pela gravadora Biscoito Fino o seu terceiro CD, “ÁFRICO – quando o Brasil resolveu cantar”, com participações especiais do Grupo Uakti, de Olívia Hime, Joyce e Lenine, numa celebração da influência da cultura negra na MPB. Esse trabalho foi aclamado pela crítica, tendo sido vencedor do Prêmio Rival-BR em agosto de 2002, no Rio de Janeiro, premiado como o melhor CD produzido entre 2000 e 2002.


Em 2003 recebe o Troféu Pró-Música, em Belo Horizonte, na categoria melhor compositor do ano. É também o segundo colocado no Prêmio Visa, Edição Compositores, em São Paulo. Em setembro, representa o Brasil no 1º Festival Íbero-Americano Latinautor, em Punta Del Este, Uruguay. 


africo.jpgEm seu terceiro CD, Áfrico, o violonista, compositor e cantor mineiro Sérgio Santos selecionou 14 faixas, quase todas com trabalhos feitos com Paulo César Pinheiro, uma parceria iniciada há quase dez anos, e que já rendeu 180 composições. Sérgio assina sozinho letra e música de Nossa Cor, além da vinheta musical Vem Ver, que aparece quatro vezes no repertório, como uma espécie de fio condutor, sempre com diferentes letras e intérpretes.
O disco é centrado no tema e nos ritmos africanos, destacando a influência negra na cultura e na música brasileira. Com um tratamento instrumental percussivo e ao mesmo tempo sofisticado, Áfrico tem uma sonoridade quase jazzística, devido à utilização de naipes de sopros (Nailor Proveta e Teco Cardoso), piano (André Mehmani) e baixo acústico (Rodolfo Stroeter). O percussionista Robertinho Silva, o baterista Tutty Moreno e o violonista Silvio D’Amico completam este time de feras. A direção musical é de Rodolfo Stroeter e o CD conta ainda com a participação especial dos cantores Lenine, Joyce, Olivia Hime, do grupo instrumental Uakti e do percussionista Marcos Suzano.
“Todas as músicas têm influência nos ritmos de origem afro-brasileira, como jongo, samba, maracatu e afoxé. Alguns outros ritmos do CD foram criados da mistura destes, sempre tendo como referência o violão. As letras falam da trajetória do negro no Brasil, suas religiões e santos, sua cultura e costumes, a comida, a luta e a alegria – o que fez o Brasil se tornar o que é hoje, um país multicolorido, mas essencialmente crioulo” – diz o artista.
Faixas:
01. Vem Ver (Abertura)
02. Galanga Chico-Rei
03. Oluô
04. Ganga-Zumbi
05. Kêkêrêkê
06. Sincretismo
07. Vem Ver (Vinheta 1)
08. Olorum
09. Nagô
10. Sarguê
11. Congá
12. Vem Ver (Vinheta 2)
13. Quilombola
14. Áfrico
15. Quitanda das Iaôs
16. Jongo de João Congo
17. Nossa Cor
18. Vem Ver (Vinheta Final)

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