Neste ano grandes cantadores e amigos dos vales resolveram juntar para montar um projeto cheio de cantorias e poesias, do vale do Mucuri Pereira da viola e Tau Brasil do vale do jequi Rubinho do vale e Paulinho pedra azul, com shows lotados em varias cidades do Brasil .
Com a ideia desse show resolvi fazer uma coletânea de canções de cada um, Rubinho do vale foi selecionada canções de seu DVD lançado recentemente com destaque para a canção "Festivale" hino do vale do Jequitinhonha do saudoso poeta maior Verono.
Paulinho Pedra azul selecionei canções tambem ao vivo com arranjos diferente de estudio.
Até meu DVD do show original chegar vamos deliciando com essas cantorias dos vales.
Em breve postarei o show sesc Pompeia SP.
Se vc gostou adquiri os discos originais, valorize a obra do artista.
Download CANTO SAGRADO
Luiz Gabriel Lopes (ou LG Lopes, como aparece na capa de
seu segundo disco solo, “O fazedor de rios”) carrega na fala mineira, na forma
de levar a vida e nas canções uma modernidade única, que se conjuga com certo (e
bendito) anacronismo setentista hippie. Chico César, admirador confesso e
convidado de seu disco, definiu-o bem em entrevista: “Sempre atrás de uma
cachoeira, parece que vive num eterno acampamento”. Porém, seja como artista que
se lança em temporadas tão aventureiras quanto produtivas pela Europa, seja em
seu trabalho com as bandas Graveola e TiãoDuá, seja como um dos idealizadores e
produtores do festival Cantautores (em Belo Horizonte), não há nele nada do
hippie folclórico, personagem do passado.
— Essa identidade da hippeza nunca veio da
minha parte, mas entendo — avalia Lopes. — Não é esse bicho-grilismo pejorativo,
de uma preguiça nefasta, de algo estacionado. Uma imagem que eu gosto é a do
capiau elétrico. Na verdade sou um matuto, fui criado numa cidade rural, de 10
mil habitantes (Entre Rios de Minas). Vejo que a minha identidade,
minha linguagem, talvez esteja firmada sobre isso, eu ter esse substrato, um
lance mais matuto, mais capiau, de observação, ao mesmo tempo que tem uma
experiência da cidade muito forte em mim. Ainda mais nos últimos anos, quando
comecei a viajar, desembolar muito.
A estrada é fundamental para a compreensão da música de
Lopes. Foi em Lisboa, para onde foi numa turnê do Graveola, que, ele mesmo diz,
“virei compositor”. Ele esteve lá novamente no fim de novembro, apresentando seu
novo disco, como que fechando um ciclo — depois de ter atravessado a Europa
fazendo música e amigos, tocando em casamentos e festivais, guiado pelo
inesperado.
— Aquela primeira vez em Lisboa, com o Graveola, foi
muito cabulosa. Fiquei apaixonado, a coisa da ancestralidade, a língua me pega
pelo estômago, me arregaça, fico em estado de poesia. Aí falei com a galera:
“vou ficar”. Fiquei três meses, e surgiu assim meu primeiro disco (“Passando
portas”, 2010), que foi composto, gravado, produzido e lançado nesse
tempo.
A história de “O fazedor de rios” tem um tempo muito
mais dilatado que o de “Passando portas”. São canções anteriores a 2012 (apenas
uma é de 2013, a simbólica “Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem”), que foram
reunidas e vagarosamente transformada em disco ao longo dos últimos anos, “nas
brechas do cotidiano”, como explica Lopes no texto do encarte.
Juntas, as canções — atravessadas por um lado “pela
questão do amor, do feminino” e, por outro, “pela ideia da cidade, da narrativa
urbana” — soam coesas, apesar de suas origens dispersas. Foi fundamental nisso,
ele conta, a participação dos músicos que o acompanham. Cruzando arranjos de
sopro de leveza densa com percussões de acento baiano (em algum lugar, há uma
conversa com “Livro”, de Caetano Veloso), a sonoridade do disco tem o violão
como centro tranquilo — e a participação de colegas da nova cena mineira, como
Gustavito, Laura Catarina, Rafael Martini e Felipe José. O MERCADO E A MISSÃO
Lopes já tem as canções para o próximo disco prontas.
Sua ideia é buscar uma sonoridade mais enxuta, explica com um olhar determinado
tanto por seu hippismo quanto pelo pragmatismo, ambos reais e fortes.
— Sou ligado em mercado, carreira, sucesso, download, capa de jornal e gosto
de me colocar nisso de forma a garantir meu arroz com feijão. Mas o que me move,
e talvez aí esteja minha maior hippeza, é a sensação de que tenho algo
a fazer, uma missão, para falar algo clichê, e posso fazer através da musica.
Sou religioso, pratico reza, contato com a transcendência. Mas ao mesmo tempo
sou um cara pragmático demais, sei como é a sociologia toda. É um equilibrio que
é uma corda bamba. Leonardo Lichote
ABRE CAMPO Abre Campo é um municípiobrasileiro do estado de Minas Gerais. Foi fundado em 24 de maio de 1892. Localizado numa altitude de 548 metros e a 216 quilômetros da capital. De acordo com o censo realizado pelo IBGE em 2010, sua população é de 13 311 habitantes.
O primeiro conquistador e povoador dos Sertões de Abre-Campo foi José do Vale Vieira que ali recebeu sesmaria em 1755. Outros exploradores aí se fixaram e, por provisão de 15 de outubro de 1741, o bispo, Dom Frei João da Cruz criou a freguesia com o título de Santa Ana e Senhora do Rosário da Casa da Casca.
Para a adoção do topônimo Abre-Campo existem duas versões. Uma delas
conta que, na época da penetração dos bandeirantes, esteve naquela
região um português de nome Marco, que com seus companheiros brandiam
contra os troncos das árvores
exclamando em altas vozes. “Abre-Campo! Abre-Campo!”. Noutra versão, a
origem do nome é devida a tribo indígena denominada Cataxós ou Catoxés,
que em língua indígena significa Abre-Campo.
Desde 1734, a mando do conde das Galveias, Matias Barbosa da Silva, um dos abridores da picada de Goiás, passou ali numa bandeira com 70 homens e mais 50 escravos para atacar os botocudos. Passou pelas Escadinhas da Natividade e fundou o Presídio efêmero de Abre-Campo.
Em 1770 houve um litígio com o vigário de São José da Barra Longa, mas o arraial se reconstituiu.
Generosa mesa de Itabirito Tradição com criatividade
Cachaça, rapadura, carne de porco,
queijo e farinha de milho: itens típicos dos mercados e da gastronomia
de Minas se combinam com perfeição na cozinha da jovem Silvia
Cavalcanti. Como prova de que a culinária é uma alquimia, o resultado
dessa junção de paladares é de fazer salivar. Natural de Itabirito, a
fonoaudióloga Silvia despertou para a cozinha na infância, graças à
tradição da família. “Em nossa fazenda, sempre houve fartura. A casa era
daquelas em que havia comida na mesa o dia inteiro.” Aos poucos, ela
foi descobrindo a vocação para a culinária e, sem muito esforço, se
tornou a cozinheira oficial dos encontros da turma. Hoje, Silvia faz um
curso de gastronomia na capital e se diverte com a criação de receitas,
que sempre passam pela aprovação da família.
Sem medo de ousar, ela mostra que a criatividade, assim como o talento, é seu forte.
PARA COSTELINHA
• 1 kg de costelinha partida
• Tempero caseiro (alho e sal) e pimenta-do-reino a gosto
• 1 limão
• 50 ml de cachaça
• 100 ml de óleo
PARA O MOLHO DE RAPADURA
• 200 g de rapadura
• 200 ml de água
• 100 ml de vinagre balsâmico
• Sal a gosto
• Azeite
• 1 pimenta-dedo-de-moça
picada
PARA POLENTA FRITA
• 200 g de fubá
• 800 ml a 1 litro de água
• 50 g de farinha de milho
• 200 g de queijo-de-minas
curado, ralado
• Sal a gosto
•
óleo
Como fazer Costelinha ao molho de rapadura
Temperar as costelinhas com tempero
caseiro, limão e pimenta-do-reino. Deixar descansar por uma hora. Em uma
frigideira, aquecer o óleo e fritar os pedaços, pingando água até
ficarem cozidos. Pôr a cachaça em uma concha e aproximar da chama do
fogão. Quando o fogo acender, despejar na frigideira, para flambar.
Reservar. Para o molho, levar a rapadura ao fogo e, quando estiver
derretida, pôr a água. Quando der o ponto de caramelo, pôr o vinagre
balsâmico e deixar reduzir. Pôr o sal, a pimenta, um fio de azeite e
misturar. Para a polenta, levar ao fogo médio a água com um fio de óleo.
Dissolver o fubá na água antes de despejar na panela. Pôr o sal e
deixar cozinhar, por cerca de 30 minutos, mexendo algumas vezes. Quando
engrossar, pôr a farinha de milho e deixar cozinhar por mais alguns
minutos. Desligar o fogo, pôr o queijo e misturar. Despejar em uma
travessa untada com óleo e deixar na geladeira por 12 horas. Cortar em
cubos, passar na farinha de trigo e fritar em óleo quente, suficiente
para cobrir. Servir com a costelinha banhada com o molho de rapadura.
Receita fornecida por
Sílvia Cavalcanti,
de Itabirito:
(31) 8609-0080
Coletânea exclusiva Canto sagrado de um dos fundadores do clube da esquina Lô Borges.
A escolha além de pessoal foi elaborada através de seus maiores sucessos, a capa foi extraída de bancos de imagem da internet.
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Download CANTO SAGRADO
A todos que pediram para postar novamente os discos com links off podem baixar.
Pedro Antonio e viola viva 60 cordas eu inclui encarte dos discos.
Se gostar de algum dos discos abaixo adquiri o original, valorize a obra do artista.
Banho de cachoeira,
caminhada em trilhas de mata exuberante, passeios a cavalo, conversas
noite adentro e muita calma para pensar. Carrancas, a 290 quilômetros de
Belo Horizonte, é o paraíso das águas claras, de esportes, como rapel, e
de muita gente jovem e bonita em busca de vida saudável. Para ganhar
muita energia e escalar os paredões de pedra, só mesmo comendo muitos
quibes de peixe e bolinhos de mandioca recheados. Na Pousada da Toca, a
dois quilômetros do Centro de Carrancas, o viajante encontra os dois
salgados, feitos na hora, que “seguram a fome” por algumas horas. Os
proprietários, Marcelo e Mara Moreira, fazem tudo com o maior carinho e
conhecimento de causa. O peixe usado é a piramutaba, que dá mais liga na
massa. Durante o preparo, todo cuidado é pouco, pois as espinhas devem
ser retiradas completamente. Depois de saborear a “dupla dinâmica”, o
visitante estará cheio de gás para curtir as aventuras ecológicas, tanto
nas terras da pousada, quanto em outros locais da região.
• 1 kg de peixe
(piramutaba) • 1 kg de farinha de quibe • 1 colher (de sopa) de sal • 1 molho de hortelã • 1 cebola ralada • 1 molho de cebolinha verde • 2 dentes de alho • 1 molho de salsinha • 1 gota de pimenta malagueta
Como fazer Quibe de peixe
Deixar a farinha de quibe de
molho durante cerca de três horas. Desfiar o peixe, tirando as
espinhas. Amassar a carne com a mão, para verificar se não ficou
qualquer pedaço de osso. Escorrer a água da farinha do quibe, misturar o
peixe e os temperos e moldar os salgados. Fritar em gordura bem quente.
Um segredo para melhorar a consistência é congelar o quibe logo depois
de moldá-lo. Servir bem quentinho, acompanhado de uma fatia de limão.
Receitas fornecidas por Marcelo e Mara Moreira, de Carrancas