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domingo, 13 de março de 2016

DELICIAS DEMINAS

 LINGUIÇA DE PEIXE E CONSERVA DE BAMBU

Durante a viagem pela Região Central, o Terra de Minas encontrou duas iguarias muito conhecidas. É a conserva de broto de bambu e a linguiça de peixe. No caminho, a beleza de duas araras.
Três Marias encanta com as águas, as flores, os pássaros... E é dessas terras que sai uma conserva de broto de bambu de dar água na boca. É bem rápido e fácil.
Deixe o broto cortado num recipiente com água por três dias. Atenção porque é preciso trocar a água diariamente. Depois é só montar a conserva.
Coloque um copo pequeno de vinagre e complete com mais bambu, milho, cenoura. Por fim, um copo pequeno de água e mais uma colher de sal. Agora é só fechar a conserva. Está pronta.
Outro produto que também faz muito sucesso na região é a linguiça de peixe. O programa conheceu o pescador que inventou essa receita.
Pra fazer a linguiça ele usa tripa de leitoa, mas pode ser a de carneiro ou a de sua preferência. Pegue o filé do peixe e deixe no sol durante duas horas. Ele faz com o filé de tilápia, mas também pode ser de dourado.
Depois corte em pedacinhos. Prepare também o toucinho. É só fritar e tirar da panela antes de dourar. Pode colocar uma colher e meia de alho picado. Misture bem.
Prepare a tripa. Encha a linguiça com uma maquininha. Linguiça pronta, já pode ir pra fritura. Ligue o fogo no baixo, não mexa e deixe fritar. Agora é só escorrer e decorar o prato com alface e tomate.

sábado, 12 de março de 2016

NÁDIA CAMPOS - CANTIGAS DE BEIRA DE RIO (exclus. canto sagrado)


Poucos cantadores chegou tão perto da musicalidade do Mestre Dercio Marques quanto Nádia, ainda que acho a sua maior influencia, e ainda tem a grandiosidade de beber  água da fonte do mestre João Bá,
"Cantigas de beira de rio" é um disco para ouvir e sentir, grande  e mágico, lindíssimo ! (Daniel)

Nádia Campos é cantadeira, música, compositora, pesquisadora, educadora. Canta desde os seis anos de idade. Sua voz não tem fronteiras. Caminha com seu violão aprendendo e soltando trovas de muitas partes. Nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais. O amor pelas coisas simples lhe conduziu pelas raízes brasileiras e latinas. Percorreu diversos rincões pesquisando ritmos, cantos e tradições.
Estudou em algumas escolas de música e fez da própria vida sua principal escola.
Aos nove anos participou do disco infantil “Enrola Bola” do músico mineiro Rubinho do Vale. Participou de diversos trabalhos como: Andejo de Joaci Ornelas; Cantilenas de Jardim de Fernando Guimarães; Umamakaia – espírito do vento de Sotero Sol; Cavaleiro Macunaíma de João Bá; da coletânia O Jardim de Todos, poemas musicados de Carlos Rodrigues Brandão.
Participou e se apresentou em diversos espaços, encontros, seminários. Dividiu palco com muitos músicos como Dércio Marques, Doroty Marques, João Bá, Pena Branca, Katya Teixeira, Pereira da Viola, Fernando Guimarães, João Arruda, Levi Ramiro, Joaci Ornelas, Carlinhos Antunes, dentre outros. Tem a voz como seu principal instrumento junto com as cordas e percussão. Sua arte é a busca da comunhão com a natureza, com o todo!

Como arte educadora realiza oficinas de educação artística e ambiental e atua comunitariamente desde os 18 anos de idade. Os projetos que desenvolveu com educadores, crianças e jovens tratam de trazer a tona o imaginário lúdico, utilizando um repertório do cancioneiro popular brasileiro com ritmos e manifestações típicas de nosso país e continente. Muitos deles geraram apresentações que trazem sempre a temática ambiental e social, e refletem sobre a busca de soluções para melhorar as relações na comunidade e a do ser humano com o Planeta Terra.
Em 2005, realizou oficina de música e educação ambiental no ponto de Cultura Projeto Presente na Serra do Cipó, para crianças da comunidade quilombola do Açude. Neste mesmo ano, coordenou oficinas de música nas Casas do Brincar, projeto da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte e Pastoral da Criança. Ministrou oficina de sensibilização ambiental e música na Comunidade Lapinha da Serra pelo Centro Cultural Ambiente Vivo, no município de Santana do Riacho, MG.
No ano de 2006 ministrou oficinas na Escola Pica Pau dos Inconfidentes no município de Marina. Coordenou o Projeto “Arte dos Elementos da Natureza” para crianças da educação infantil do Município de Caldas.
Já fez apresentações para crianças em diversos espaços e encontros como no dia mundial da água no Centro Cultural Lagoa do Nado, na Feira da Paz de Betim.
Participou de diversos encontros de formação com educadores: promoveu dinâmicas de Pedagogia lúdica para estudantes do Curso de Pedagogia da FUMEC em Belo Horizonte, realizou várias oficinas para educadores em Seminários e Encontros com educadores de creche da Rede municipal de Betim e para educadores no Seminário o Direito de Ler e Brincar, no município de Pompéu.
Ministrou a oficina a Mensagem das Águas durante a Conferência Internacional do Meio Ambiente, em Luziânia, DF.
Ministrou oficinas de música no projeto Ciranda da Arte em Itabirito, MG.
Foi coordenadora pedagógica do projeto Casa Guará no distrito de Casa Branca Brumadinho.
Em 2012 elaborou junto com 40 crianças e adolescentes do Instituto Casa Santa no bairro Citrolândia, em Betim, o “Auto de Natal Incas”, apresentado no Cine Teatro Glória da Colônia Santa Isabel.
Em 2014 coordenou o projeto pedagógico, ministrou oficinas de música e elaborou conjuntamente com crianças, adolescentes e adultos a opereta “Caminho das Águas” na Associação Cultural e Educacional de Igarapé.
Em 2008, gravou seu primeiro disco Por que Cantamos inspirado no poema do uruguaio Mario Benedetti, com canções autorais, populares tradicionais (folia, danças de trabalho, tonada chilena), releituras. Contou com a participação do grande menestrel e amigo Dércio Marques (arranjos, viola, violão, voz), do maestro Chico Moreira (arranjos, viola, voz) e Poli Brandani (violão e voz)

Em 2013 gravou seu segundo albúm Cantigas de Beira Rio com um cancioneiro aonde o tema principal são as águas: rios, mares, ribeirinhos. A maioria das canções são parcerias com o mestre e amigo João Bá. Contem ritmos tradicionais brasileiros e uma cueca chilena. conta com arranjos do Levi Ramiro (viola), Fernando Guimarães, Poli Brandan e participações de João Arruda (voz), Joaci Ornelas (viola), Pereira da Viola (voz), Pollyana Rodrigues (flauta), Vicente Junior (acordeon), Gladson Brafa (percussão), Rita Bertolaccine (piano), Claúdio da Rabeca (Rabeca), Felipe Arellano (violão), Bilora (caixa de folia), Marcelo Politano (quena) e João Bá (voz).

01-  Gerais (Turmalina do Jequitinhonha) – João Bá e Lone Seiva
02-  Pirapora do São Francisco – João Bá, Nádia Campos e Joaci Ornelas
03 – Abrolhos – João Bá
04 – Flores do Vale – João Bá e Dércio Marques
05 – Lavadeiras do Jequitinhonha – João Bá, Nádia Campos e Joaquim Celso Freire
06 – Borda da Mata – João Bá e Nádia Campos
07 – Constelação de Manaus – João Bá, Nádia Campos e Fernando Guimarães
08 – Miren Cómo Corre El Agua – Folclore chileno registrado por Violeta Parra
09– Cantiga de Paraibuna - Eduardo Rennó e Daniel Almeida
10 Caminho das águas – Josino Medina e Frei Chico
11 – Passariquinha – Domínio Público

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RECOMENDADÍSSIMO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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quinta-feira, 10 de março de 2016

CARLOS FELIPE - SERTÃO BRASILEIRO (exclus.canto sagrado)



“Téo Azevedo, um poeta cantador”, escrito pelo jornalista Carlos Felipe Horta e lançamento do CD “Sertão Brasileiro” que traz Carlos Felipe Interpretando músicas de autoria do Téo Azevedo.

 No CD “Sertão Brasileiro”, cujas músicas são de autoria de Téo Azevedo com parceiros do Norte de Minas e escritores consagrados da literatura brasileira como Castro Alves e Carlos Drummond de Andrade, o jornalista Carlos Felipe mostra talento cantando.

Carlos Felipe Horta - É jornalista, professor e pesquisador da cultura popular - já trabalhou em quase todos os veículos de comunicação de Belo Horizonte, tendo sido, por duas vezes, presidente da Comissão Mineira de Folclore. Sua amizade com Téo Azevedo já os uniu em muitos projetos, uma convivência que permitiu a Carlos Felipe conhecer de perto o trabalho e as inúmeras atividades desenvolvidas pelo “poeta cantador de Alto Belo”.

 Como convidados, participam do álbum o violeiro e produtor fonográfico João Araújo, Ana Cláudia de Azevedo (filha do Téo) e o Terno da Folia de Reis de Alto Belo. A respeito do trabalho realizado há mais de 40 anos por Carlos Felipe na imprensa mineira, Téo Azevedo revela: “Através de inúmeras reportagens publicadas por ele no jornal Estado de Minas, foi possível divulgar para o Brasil e o mundo o talento de Zé Coco do Riachão”, um ícone da cultura norte-mineira. “Estou muito feliz de estar realizando o sonho do Carlos Felipe e um sonho meu. Ele e Geraldo Magalhães foram os jornalistas que mais me ajudaram. Feliz por ele lançar o livro contando a minha vida, e feliz por ele ter gravado um disco com a minha produção e cantando músicas de minha autoria”, disse Téo.

GRAMMY LATINO 2014 - Premiado em 2013 com o Grammy Latino por ter produzido o Cd “Salve Gonzagão, 100 Anos”, Téo Azevedo voltou a concorrer na edição 2014, desta feita com o Cd “Meu Deus Que País é Esse!”, em que a dupla Caju & Castanha interpreta canções de autoria de Téo.


Téo Azevedo - é cantador violeiro, cordelista, repentista e divulgador da cultura popular brasileira. É membro da Academia de Letras, Ciências e Artes do São Francisco e sócio do Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros. Já gravou mais de vinte trabalhos, entre discos de acetato, 78 rotações, vinil, CDs e DVDs. É autor de dez livros sobre cultura popular brasileira e já escreveu mais de mil histórias da Literatura de Cordel. É o compositor vivo que tem mais músicas gravadas na história do Brasil (mais de duas mil e quinhentas)

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terça-feira, 8 de março de 2016

TINO GOMES - FORRÓ DE CABO A RABO


Tino Gomes, músico, humorista, ator, compositor
Tino Gomes é mineiro de Montes Claros e traz na sua bagagem 40 anos de trabalho pela cultura do povo de Minas e do Brasil.

Considerado um dos artistas mais completos de Minas, além de compositor e cantor com quatorze discos gravados, Tino é ainda ator, humorista, escritor infantil, apresentador de TV e autor de mais de quinhentos jingles e trilhas para comerciais. Em discos e dividindo palcos, Tino Gomes já teve, como parceiros, Ivan Lins, Flávio Venturini, Nivaldo Ornelas, Elza Soares, Gorete Milagres, Beto Guedes, Milton Nascimento, Marcus Viana, Jackson Antunes e outros. 

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segunda-feira, 7 de março de 2016

JACK LEE E TONINHO HORTA - FROM BELO TO SEOUL (REPOST A PEDIDO)

Este álbum é uma coletânea  de dois mestres da guitarra, o coreano Jack lee e o mineiro do mundo Toninho Horta
De Belo Horizonte para Seul resgata clássicos dos dois artistas.
Esta postagem é para nosso hermano de Mendonza na Argentina, gracias por compartilhar o blog.
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quarta-feira, 2 de março de 2016

WILSON DIAS - DISCOGRAFIA PARTE II (REPOST A PEDIDOS)


WILSON DIAS - OUTRAS ESTORIAS

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WILSON DIAS - LUME

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WILSON DIAS - PEQUENAS HISTORIAS

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terça-feira, 1 de março de 2016

WILSON DIAS - DISCOGRAFIA PARTE I ( REPOST A PEDIDO)




WILSON DIAS - MUCUTÁ
 Muitos elementos contribuem para a formação e o desenvolvimento de um artista, para forjar as características do seu trabalho e definir seu relacionamento sua cultura, bem como traçar o perfil de seu público. É o conjunto destes elementos articulados dialeticamente ao longo de toda uma carreira que garante o nome que carrega e sustenta suas conquistas em termos estéticos e de mercado. É este o caso do cantor, compositor e violeiro Wilson Dias, mineiro de Olhos D’Água, no Vale do Jequitinhonha, lugar especial, porque é ponto de partida de uma trajetória de sucesso.

Foi desse pequeno celeiro cultural que Wilson Dias herdou e trouxe para a arte as benéficas influências da vida em comunidade, da cultura e da arte popular, em suas manifestações tanto religiosas, quanto profanas. Enriquecido pelo berço onde nasceu, o artista cresceu aberto para a vida e livre para experimentar e se enriquecer ainda mais culturalmente, com todas as influências e experiências oriundas do folclore e da seresta mineira.

E mais, pode, sem perigo de contaminação negativa, ouvir de tudo – do samba ao bolero, do rock ao Jazz – e de tudo extraindo o que é a essência de um músico profissional: o amor e o gosto pela música e o conhecimento de seus princípios fundamentais, como ritmo, harmonia, melodia, sem se fechar, sem se limitar a um só estilo ou forma de realizar suas composições.

Graças a sua dedicação, ao seu empenho e ao seu profissionalismo Wilson Dias teve condições de há mais de quinze anos viver exclusivamente de seu trabalho musical. Não é por acaso que dois de seus dois filhos, Wallace Gomes (violão) e Pedro Gomes (baixo), estão seguindo a força de seu carisma e de seu exemplo, dividindo com ele os desafios e as alegrias do palco em quase todas as suas apresentações. Esteticamente, além da diversidade de ritmos da Música Popular Brasileira, o artista vem direcionando sua carreira para o encontro entre a tradição e o urbano com um viés especial para a cultura popular brasileira.

Sensível e atento às coisas da terra e da vida, quando morava na roça na labuta da capina, Wilson Dias conta que “certa vez, quando eu ainda era criança, fiquei observando um pequeno bicho que carregava uma carga imensa em suas costas. Eu quis tocá-lo, mas meu pai me interrompeu dizendo para ter muito cuidado, pois se tratava do “bichinho da fartura”, anunciando tempo bom e colheita abundante para aquele ano. Pois bem, se eu pudesse soprar no ouvido de cada filho dessa pátria, eu diria que a cultura popular é exatamente esse bichinho.
Ela é a locomotiva que conduz o trem da vida. Está presente em tudo. Canto, dança, crença, fala, livros, cores, soluções para os problemas. É passado e presente apontando o futuro. Propõe que nos encontremos e nos reconheçamos uns nos outros, afirmando a nossa história de gesto e rastro. Através dela, cantamos e contamos nossa aldeia na esperança de, ao menos, tangenciar essa misteriosa construção chamada ser humano. Viva o povo brasileiro!”
Este é Wilson Dias, cantor, compositor e violeiro que canta com alegria e compromisso a terra, a arte e, a cultura e alma de sua gente. E seu canto é legítimo e forte porque tem suas raízes fincada no mesmo chão onde vive e canta o seu povo.

Wilson Dias desenvolveu trabalhos em parceria com Pereira da Viola e João Evangelista Rodrigues, resultando já em dois importantes projetos. O projeto “Bate Pilão”, a celebração da cultura popular, dos ritmos e danças próprios da cultura popular e o CD “Pote”, lançado em outubro de 2010 no Teatro Nansen Araújo - Sesiminas.
Participa também do projeto Vivaviola, que reúne seis nomes da autêntica viola caipira de dez cordas em Minas – Pereira da Viola, Chico Lobo, Bilora, Joaci Ornelas e Gustavo Guimarães - lançado com sucesso em outubro de 2008 no Teatro Alterosa - Belo Horizonte, resultando no CD homônimo lançado no Grande Teatro do Palácio das Artes em agosto de 2009, e Turnê pelas cidades de São João Del Rei, Diamantina, Paraty, Ouro Preto e Congonhas, patrocinado pela Natura Musica, com grande aceitação do público e da mídia.

Toda a força deste talento mineiro, toda a riqueza de sua arte musical estão bem representados nos seus discos, gravados ao longo de quinze anos de trabalho e de muita estrada. Neles estão presentes sua visão de mundo, seu respeito à natureza, seus valores éticos e seu compromisso sócio-culturais, dos quais Wilson Dias, sempre coerente com o que pensa e canta, não abre mão.

O Cd “Outras Estórias” foi patrocinado pela Egesa Engenharia, através da Lei Rouanet, assim como o projeto “Outras Estórias na Estrada”, que viabilizou uma turnê de lançamento do disco em onze cidades mineiras: Montes Claros, Carbonita, Bocaiúva, Ipatinga, Ouro Preto, Tiradentes, Diamantina, Governador Valadares, Juiz de Fora, Uberlândia e Belo Horizonte, com ampla repercussão perante o público e a imprensa.

O CD - “Picuá” - patrocinado pela Cemig Cultural, através da Lei Rouanet, Wilson Dias finaliza uma trilogia que trabalha o universo rosiano, o sertão, com a musicalidade matuta do povo do Vale do Jequitinhonha, causos das Minas várias, dentro do universo brasileiro. São batucões, folias, tira-versos, lundus, calangos, vindos da rica cultura popular da região, fonte constante de pesquisas realizadas pelo cantor. Desse modo, o artista encerra vivências em deslumbrante viagem de volta às terras de sua infância, que mostra o que de mais tradicional se toca e se canta às margens do Rio Jequitinhonha.
O cd “Pote – a melodia do chão” – um CD independente e inédito, criado em parceria pelos violeiros e cantadores, Pereira da Viola e Wilson Dias, e o poeta e jornalista João Evangelista Rodrigues. Três mineiros de águas fortes e confluentes, vindos, respectivamente, do Vales do Mucuri, do Jequitinhonha e do São Francisco. Três vertentes com raízes comuns no que diz respeito à cultura popular, ao sentimento de religiosidade e às convicções políticas, fundados na amizade e na defesa da cidadania.

Em seu cd “Mucuta” – instrumental - As delicadezas presentes nesse disco não as são por acaso; são buscadas, testadas e, quando o mestre violeiro as encontra, elas encantam como o cheiro da terra molhada. É urgente que se guarde essas delicadezas. Mucuta é o depositório no qual Wilson Dias está guardando e, ao mesmo tempo, compartilhando conosco suas memórias do cerrado. É claro que a terra em que viveu está presente em sua música, não poderia ser diferente já que a música que faz é fruto de seu contato com essa terra, essas flores, esses pequis.

Talvez a coisa mais impressionante nesse novo trabalho de Dias seja a unidade que ele consegue em suas músicas e a forma como a violinha canta suas lembranças. Músicas que aprendeu com seus velhos mestres e que ecoaram em sua memória durante anos, até serem paridas na forma que aqui se encontram. Esse nascimento não pode ser apenas fruto de uma intuição descompromissada; ele pertence a outro nível de elaboração, deveras sofisticado simplesmente porque genuíno. Essa é a grande contribuição que esses homens rurais podem dar à nossa música: deixar que ela fale por si mesma e que, assim falando, nos ensine qual a melhor forma de cuidá-la, de cultivá-la, e por fim, de guardá-la no único lugar possível, nosso coração.



Um dos 12 violeiros escolhidos como destaques para representar os mais de 400 violeiros e violeiras do Festival Voa Viola e selecionado para se apresentar na cidade de Recife, Teatro de Santa Izabel. Ainda no Festival, premiado na categoria “Canção” entre as cinco modalidades que assinalaram a diversidade das expressões ligadas à viola no Brasil.
Em Janeiro de 2011, recebeu o Prêmio Rozini de Excelência da Viola.



Telefone: 31 3427-9670 - 8515-7122 - 9113-1626
E-mail: picuaproducoes@gmail.com


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WILSON DIAS/PEREIRA DA VIOLA/JOÃO EVANGELISTA  - POTE A MELODIA DO CHÃO
 
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 WILSON DIAS - PICUÁ


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