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sábado, 14 de fevereiro de 2015

PEDRO BOI - PASSARIM (repost a pedido)

Violonista, compositor, cantor e pesquisador de fatos verídicos de sua região, no norte das Minas Gerais, relacionado à luta pela terra, a guerra entre grileiros e posseiros, Pedro Boi transforma tudo isso em música, além das letras românticas, caipiras, o jeito simples de ser e dizer o que pensa. Aos 56 anos, esse mineiro é um dos artistas brasileiros que luta pela música da terra.

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Pedro Boi começou sua carreira em 1977, juntamente com seis companheiros que fizeram parte do lendário Grupo Agreste, quando alguns 'perdedores' de festivais da região resolveram se reunir para gravar suas músicas.

— Existia uma 'panelinha' de festival aqui, que sempre nos prejudicava. Vimos que o único jeito era formarmos um grupo e ganhar de outra forma um lugarzinho ao sol. Depois de passarmos um ano de ensaio nos arriscamos a fazer o primeiro show, a convite do presidente dos diretórios, na Faculdade de Medicina de Montes Claros. Com um auditório cheio fizemos a primeira apresentação, e quando fomos para a segunda, estava completamente lotado, porque os alunos que assistiram, espalharam para todo mundo — conta.

— Na época cantávamos canções de Luiz Gonzaga, da Banda de Pau e Corda, e outros, além das próprias. O nosso descobridor foi Téo Azevedo. Ele nos levou para São Paulo e ajudou a gravar o primeiro LP, ao lado do mestre Zé Coco do Riachão. E nessa estada por lá nos apresentamos no 'Som Brasil' e outros programas famosos, o que ajudou a dar uma decolada na nossa carreira não só para Minas, mas todo o Brasil — acrescenta.

Depois de quase sete anos o grupo gravou seu segundo LP, e depois disso encerrou atividades, porque somente Boi queria dedicar-se à música profissionalmente.

— Esse universo é instável e o pessoal queria ganhar dinheiro de forma segura, com um bom emprego. E cada um foi para um lado diferente. Atualmente faço um trabalho mesclado, um pouco do que fiz independente e para o Agreste, que não posso esquecer, por ter tido uma atuação muito forte, verdadeira — declara.

— Fizemos muitas pesquisas aqui por perto, descobrindo fatos lamentáveis, massacres que os camponeses sofreram na região, e resolvemos retratar isso em forma de música. Jaíba, é uma dessas, e fala de um episódio que aconteceu na cidade de Jaíba, aqui perto, que é um grande pólo de irrigação. A questão é que para se chegar a isso, existiu uma briga 'desgramada' entre grileiros e posseiros. Descobrimos que um dos autores dessas pendengas era um coronel da polícia daqui de Montes Claros. Ele tomava as terras dos mais pobres na força bruta, na base da bala e da faca — relata.

— Depois compusemos Cachoeirinha, falando de um episódio que aconteceu na cidade de Cachoeirinha, que hoje se chama Verdelândia. São casos parecidos sempre de luta do camponês para salvar suas terras, fonte do seu sustento. Aqui e em qualquer outra parte sempre tem o mais rico querendo levar vantagem, mudar a sua cerca, expandindo suas terras e apertando mais o pobre, e por aí vai — continua.

Entre essas músicas, algumas não foram gravadas devido ao fato de serem fortes demais.

— Tem uma que fala do seu Talurzinho, um camponês que resistiu bravamente à polícia, até que o prenderam e destruíram sua vida: deram-lhe choque elétrico, o castraram, até que morreu como mendigo aqui em Montes Claros, depois de ter perdido parte da memória e toda sua família. Ele tinha terras na região, que eram herança legítima, com documentação, mas os opressores não quiseram saber, as tomaram, e ainda fizeram toda essa maldade com ele. Pretendo gravar essa música, mas não sei quando — fala.

Coração estradeiro

Pedro Boi, com toda dificuldade do cantor de música regional, tem conseguido seguir estrada e gravou dois discos.

— Coração Estradeiro, foi meu primeiro solo, e tem o mesmo nome de uma música que fiz com Braúna, e que é uma homenagem a mim (risos), fala da minha vida. O disco tem também mais uma porção de músicas boas. Depois gravei Passarinho, e agora estou próximo a fazer outro. Na verdade, Passarinho já tem sete anos, mas isso é normal para nós que gravamos independentes, até porque queremos fazer um trabalho de boa qualidade, uma letra bonita, poética, uma melodia rica, e bons músicos, e isso às vezes leva tempo quando não se tem capital — explica.

— Qualquer pessoa pode fazer um CD em um dia, usando só um computador e um teclado, só que descaracteriza a nossa música. Meu trabalho tem uma viola caipira, uma flauta transversal, uma flauta doce, um baixo acústico, um acordeon, porque queremos as coisas naturais, que não tire aquele empenho da roça — acrescenta.

— Entre as músicas que faço tem sempre um xote, porque gosto de colocar algo mais alegre no meu trabalho, tem também um lado romântico, e o ecológico que estamos sempre defendendo aqui. Toco uma viola caipira, um violão, de vez em quanto uma sanfona. Não costumo gravar música de domínio público por ter muito trabalho meu dentro das gavetas, e preciso desovar isso primeiro — diz.

As letras polêmicas, denunciando opressões sofridas pelo povo, continuam no repertorio de Boi, que não cessou de fazer suas pesquisas. Ele gosta de falar daquilo que faz parte da sua terra.

— Minhas músicas são músicas populares regionais, mas que ganham um corpo também fora daqui. Porém não tenho expectativas de 'sucesso', de milhões de discos vendidos, porque sei que a música cultural brasileira, não faz esse tal 'sucesso' na mídia — constata, acrescentando que os músicos da região, em sua maioria, mantêm trabalhos paralelos para conseguir sustentar a família, por ser praticamente impossível viver de cachês.

— Tenho ganhado meu pão diário, sustentado minha família, formado meus filhos, através da música, honestamente, mas também com a ajuda da minha esposa que trabalha muito como educadora, para me ajudar nas contas, e com o que rende o nosso barzinho, o 'Curralzin do Boi', aqui em Montes Claros, que além de me ajudar a sobreviver, é um espaço para os artistas regionais aparecerem, e também para mim é claro (risos) — declara sempre bem humorado.

— Lá não tocamos música 'sertaneja', aquela 'sertaneja' (risos), que agora virou até 'sertanejo universitário', nos causando vômitos. Imagina que piada macabra difícil de engolir. Primeiro vieram com um tal 'forró universitário', acharam bonito e agora é isso que querem fazer descer 'goela abaixo', mas não dá, porque não somos idiotas e nem bonecos. Gosto de chamar a atenção das pessoas para que elas não vivam como se estivéssemos em um paraíso musical, quando na verdade estamos mais ou menos perto é do inferno — continua.

— A coisa anda meio complicada, mas vamos alegrando as pessoas e sobrevivendo, tocando música de altíssima qualidade, no bar, em cidades históricas de Minas, e aqui pelas barrancas do rio São Francisco, onde sempre tem um lugarzinho querendo nos ouvir tocar — finaliza Boi.

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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A 4 VOZES - INTERIOR - 2008


Interior




INTERIOR apresenta a maturidade não somente do trabalho desenvolvido pelo grupo vocal A QUATRO VOZES, através de seu trabalho de pesquisa e resgate, como dos seus membros e dos compositores por nós gravados. Além de lançar um trabalho de qualidade vocal, instrumental, e de resgate da nossa música popular brasileira.
A base do  trabalho do quarteto feminino A QUATRO VOZES  é  a harmonia vocal  e instrumental  brasileira e nesta obra procura  reconhecer a potencialidade cultural das cidades do interior do país que transcende o seu próprio significado revelando o interior do povo brasileiro,  resgatando hábitos e valores culturais tão banalizados pela produção de massa da atualidade  e pela grande mídia .
Outra face do grupo é a apresentação de compositores desconhecidos. Neste álbum, contendo 15 faixas, mesclamos compositores já conhecidos do público, com músicas já gravadas e composições inéditas.  O projeto se estende desde músicas medievais, trazidas pelos portugueses, como é o caso de “Tirana da Rosa”, domínio público, passando por “Bola de Meia” de Milton Nascimento, “Engenho de Flores” de Josias Sobrinho, com interpretação de Diana Pequeno até as inéditas,  “Tião Quixote” de Ítalo Coragem,  “Paragens” de Ozias Stafuzza. Completando o trabalho com músicas compostas pelo grupo, como “Samba da Tia Joana” de Doralice e Jussara Otaviano e “O Inesperado” de Jurema Otaviano.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

MARIO GIL - COMUNHÃO - 2007


 Compositor e violonista Mario Gil lança seu 3º CD ‘Comunhão’
O CD conta com as participações de Mônica Salmaso, Renato Braz e Luciana Alves
e parcerias com Paulo César Pinheiro, Rodolfo Stroeter e Zeca Ferreira “O título
do disco nasceu a partir do nome de uma das músicas, que fala do casamento entre
duas pessoas de universos completamente diferentes. Uma analogia interessante com
o que penso do ato de fazer música. Ou seja, a comunhão de idéias, influências e
pessoas.” É assim que o compositor, violonista e cantor Mario Gil define seu terceiro
CD Comunhão (www.tratore.com.br), patrocinado pela Petrobras, após ser selecionado no
Programa Petrobras Cultural edição 2004/2005, na categoria ‘produção musical contemporânea’.
O disco tem 12 faixas que se dividem em ritmos como toada, baião, canção e frevo e,
na maioria delas, pontua o violão de Gil, suave ou suingado, apoiando melodias que
nos remetem a um Brasil interior e profundo. Essa profundidade é acentuada, por exemplo,
em Caruana e Mestre Capiba, ambas com letras do carioca Paulo Cesar Pinheiro, autor de
grandes sucessos da nossa música e parceiro constante, que é descrito assim por Mario Gil:
“Paulo está entre os criadores que mais admiro. A cada nova canção continuo me orgulhando
de trabalhar com ele e isso tem a ver com a generosidade com que ele pensa e realiza a música, diz Mario Gil”.
Simplesmente maravilhoso, recomendadíssimo!
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MARIO GIL - COMUNHÃO- 2007 - CANTO SAGRADO DA TERRA.rar

domingo, 8 de fevereiro de 2015

MARIO GIL - CONTOS DO MAR - 1997


Mais um maravilhoso álbum de Mario Gil !
Se vc gostou adquiri o original, valorize a obra do artista.
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MARIO GIL - LUZ DO CAIS - 1993

Mineiro de Juiz de Fora, nascido em 28 de março de 1962, Mario Gil foi aluno de Henrique Pinto (Violão, 1983 –1987), Marilena Oliveira (Harmonia, 1984 – 1985) e Mario Ficareli (contraponto, 1985). Nesse período venceu, como violonista, o 2º Concurso de Seleção de Jovens Instrumentistas da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.
Em 1993, lançou seu primeiro disco "Luz do Cais". Com produção independente, esse disco foi relançado em CD (1996) com tiragem limitada.
Em 1996, realizou uma tournée pela Suíça (18 espetáculos), apresentando um trabalho sobre música folclórica do Brasil.
Em 1998, lançou pela gravadora Dabliú, o CD “Contos do Mar”, apresentando um trabalho temático em parceria com o letrista Paulo César Pinheiro. Este CD lhe rendeu o Prêmio Ary Barroso, na categoria Compositor.
A partir deste trabalho, Mario começa a ser reconhecido entre os novos autores da música brasileira, tendo diversas de suas músicas gravadas por cantores da nova geração, como, Mônica Salmaso, Renato Braz, Consuelo de Paula e Carmina Juarez.
Em 2000 obteve a terceira colocação no 3º Prêmio Visa MPB – Edição Compositores.
Recentemente, foi contemplado pelo Programa de Patrocínio Petrobrás Cultural, para o realização do seu 3º CD “Comunhão”, a ser lançado em meados de 2007.
Nos últimos anos, suas atividades têm se concentrado na produção e direção musical de diversos trabalhos, além de apresentações, como compositor, em teatros e casas de espetáculos.
2004:
Co-produção, mixagem e masterização do CD e DVD Caruana, da cantora Carmina Juarez.
Gravação, mixagem e masterização do CD da cantora Sandra Brasil.
Arranjos e direção musical do CD “Dança das Rosas” da cantora Consuelo de Paula.
Apresentações do show “Mario Gil e Renato Braz”.
2005:
Produção, arranjos e direção musical do 1º CD do cantor Mateus Sartori.
Gravação, mixagem e masterização do cd do violonista gaúcho Cláudio Karan.
Participação, como violonista, no CD “Renato Braz e Paul Winter” (Gravado em New York – Junho/2005).
2006:
Gravação e mixagem do CD “Por toda a vida” do cantor Renato Braz, no qual participa também como violonista.
2007:
Mixagem e Masterização do CD 2 de Fevereiro do cantor Mateus Sartori.
Gravação, mixagem e masterização do CD “Xiló” do compositor Zé Modesto.
Mixagem e masterização do CD “Cristina Buarque e Terreiro Grande”.
Lançamento do CD Comunhão, seu terceiro trabalho autoral.
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MARIO GIL - LUZ DO CAIS - 1993 - CANTO SAGRADO DA TERRA.rar

PAISAGENS MINEIRA


Venha conhecer a antiga Vila Rica dos seus casarões ruas e vielas, com seus mistérios e enigmas.
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DELICIAS DAS GERAIS

Frango com quiabo no fogão à lenha

Frango com quiabo no fogão pitanguiense à lenha. 
Foto: Léo Morato.
Compartilhamos hoje uma receita de dar água na boca: o frango com quiabo que cai muito bem no domingo, no sábado e em qualquer dia de feira, principalmente de estiver chovendo. Aliás, dar receita de frango com quiabo para mineiro é redundância, quase um pleonasmo. Mas fica a dica para as(os) cozinheiras (os) de plantão, em qualquer parte do Globo.


    Ingredientes  

  • 1 quilo de quiabo
  • 1 frango caipira inteiro, cortado em pedaços 
  • (existe no mercado em bandeja e já picado a marca "vovó Jujú, é ótimo)
  • 5 dentes de alho amassados
  • 1 cebola grande bem pidadinha
  • 1 xícara (chá) de óleo ou gordura de porco
  • 1 colher (sobremesa) de açafrão
  • Pimenta a gosto
  • Sal a gosto
  • Cheiro verde a gosto

   Modo de Preparo

  • Tempere o frango com o alho amassados, sal, pimenta e açafrão
  • Se desejar, acrescente uma colher (sopa) de vinagre
  • Deixe marinar na geladeira por aproximadamente, 30 minutos
  • Preparando o quiabo:
    1. lave o quiabo e seque com um pano, deixando-o bem sequinho
    2. Pique em rodelinhas finas
    3. Em uma panela, aqueça uma xícara de óleo
    4. Acrescente o quiabo picado e deixe refogar até que não tenha mais nenhuma baba
    5. tenha paciência, porque a baba sai
    6. este processo leva cerca de 20 minutos
    7. Mexa de vez em quando, com cuidado para o quiabo não desmanchar
    8. Quando estiver sem baba, desligue o fogo, espere amornar e coe, para retirar o óleo
    9. Reserve somente o quiabo
    Preparando o frango:
    1. Em uma panela, aqueça duas colheres (sopa) de óleo e doure muito bem a cebola, como se estivesse queimando ( isso fará com que solte um corante natural no frango)
    2. Junte o frango e deixe -o fritar muito bem
    3. Quando estiver bastante dourado, junte três xícaras de água fervente, ou um tanto que quase cubra o frango
    4. Corrija o sal, se necessário, e deixe cozinhar em fogo médio, com a panela semi-tampada por mais ou menos 20 minutos, ou até que o frango esteja bem macio
    5. Junte o quiabo reservado e deixe apurar até que fique encorpado
    6. Se estiver com muito caldo, aumente o fogo e deixe secar um pouco mais
    7. Verifique se está bom de sal
    8. Por último, junte o cheiro verde
    9. Sirva com arroz e feijão fresquinhos e angú (ou polenta sem molho)