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quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

LUIZ GUEDES E TOMAS ROTH - EXTRA

Antes de fazer esta postagem tive duvida em qual blog postaria, a dupla formado por um mineiro e um carioca, Canto Sagrado ou Terra Brasilis.
Mas depois de quebrar a cabeça resolvi postar no Canto sagrado uma vez que as musicas feita pela dupla tinha muito haver com a musica feita em Minas nos anos 70/80 como 14 bis, Beto Guedes e outros do clube da esquina fonte em que Luiz Guedes saciou sua sede, os arranjos a harmonia as letras e sem contar que esse disco é uma belíssima homenagem ao saudoso mineiro de Montes Claros Luiz Guedes, uma escolha justa.


Luiz Guedes nasceu em Montes Claros, em 21 de Janeiro de 1949. Era o caçula do casal Coroliano Fernandes Guedes e Eurídice Costa Guedes e sobrinho de Godofredo Guedes, sendo, naturalmente, primo de Beto Guedes. Lulu cresceu num ambiente musical. Foi ele quem ensinou a Beto os primeiros acordes de violão.
Já adolescente, em Belo Horizonte, convivia com a turma do futuro Clube da Esquina: Milton Nascimento, Lô Borges, Márcio Borges, Flávio Venturini e Novelli, uma geração de músicos brilhantes. Lulu resolveu não embarcar nesse "trem azul": veio para São Paulo em 1973, para seguir seu próprio caminho.
Em São Paulo, começou parceria com um outro primo, o letrista Paulo Flexa, então estreante. A dupla não fez muito sucesso, mas assinou grandes composições como Estradas, Clube do Coração e Amoramar.

A dupla com Thomas Roth

Em 1978 conheceu o carioca Thomas Roth, dando início a uma vigorosa parceria. Em 1981, lançam o primeiro LP, Extra, pela EMI-Odeon, um pop eficiente e bem elaborado, melodias e harmonias refinadas e vocais bem apurados. Fazem sucesso nas FMs com Milagre do Amor e Estradas.
Jornal do Planeta, lançado pela mesma EMI em 1983, último disco da dupla é produzido com requinte, apresentando arranjos sofisticados e inventivos, e apresenta como grandes sucessos a faixa-título e Ela Sabe Demais. Em 1985, diante do sucesso do rock nacional e da falta de apoio das gravadoras, a dupla resolve se separar. Mas Thomas Roth resolve homenagear o amigo relançando os dois CDs da dupla pela Lua Music.

Doença e Morte

Em 1994, Lulu descobre um câncer e resolve voltar para Montes Claros, para viver com a esposa Lenita e as filhas Bárbara e Débora e, acima de tudo, cuidar dos seus negócios e terminar a vida compondo.
Esquecido pela mídia e fulminado pela doença, Luiz Guedes faleceu em 25 de Novembro de 1997.

(contribuição valiosa de Barulho dágua musica )


1006 – “Extra”, homenagem de Thomas Roth (RJ) ao parceiro Luiz Guedes (MG), abre nova série do Barulho d’água Música


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CANTO SAGRADO 

domingo, 7 de janeiro de 2018

ERICK CASTANHO - ELEMENTAL (EXCLUS. CSDT)

Quem conhece a obra de Dércio Marques deve estar relativamente familiarizado com o termo “elemental”, largamente presente em seu disco “Segredos Vejetais”, provavelmente seu trabalho mais elaborado. Não sei se é seu melhor disco – difícil escolher dentre tantas obras primorosas e pontuais, que ora focam um Brasil profundo, ora América Latina ou andanças pela Peninsula Ibérica, onde travou um contato fundamental com José Afonso, o grande artista português e um surpreendente Paco Bandeira, diferente do “Paco” conhecido pelos próprios portugueses;  melhor é deixar que cada um faça sua escolha pessoal, pois Dércio era muitos, como mostra sua discografia.
Literalmente um andarilho a serviço da música, que de vez em quando parava e erigia uma torre, sob forma de disco. Embora houvesse uma unidade intrínseca entre eles, eram independentes entre si, mantendo, entretanto, uma invariabilidade rara na procura incansável da brasilidade contida na música. Embora o Brasil seja um país essencialmente musical, tais aspectos identitários facilmente se perdem nos desvãos dos caminhos, a ponto de tornar os próprios “invisíveis”. Durante toda a sua vida Dércio arregimentou um número grande de seguidores e simpatizantes de sua “causa”. O “Projeto Dandô – Círculo de Música Dércio Marques”, do qual faz parte Érick Castanho, é uma justa homenagem ao menestrel, buscando na prática restabelecer a rede de vínculos entre artistas e público de diferentes lugares do Brasil e América Latina, exatamente como ele fazia, embora, no seu caso, fosse algo mais intuitivo do que regiamente projetado..
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 Dentre o “projeto” de vida de Dércio, em sua existência intensa e aparentemente caótica, verdadeira máquina criativa, compondo com parceiros das mais diversas procedências e estilos, “Segredos Vejetais” é simbolicamente seu legado: tudo está ali, os ritmos brasileiros e latinos, as lendas e sobretudo seu imenso amor pela natureza, que talvez tenha sido a face de sua militância mais intensa e clara,  apontando sem meios termos para as denuncias da devastação que à época da produção do disco já se encontrava em processo acelerado. Obra profundamente poética, onde a fantasia não encontra limites e os “espíritos da natureza”, seres geralmente arredios, ganham cor, forma e voz.  Outros trabalhos deram continuidade, mas tudo já estava de algum modo presente em “Segredos Vejetais”. Na musica que poderia ser subtítulo do disco, “Natureza Oculta”, de Milton Edilberto, estão presentes várias citações dos elementais, que permeiam todo o trabalho. 
(”Elementais” são os espíritos da natureza. Silfos, Salamandras, Ondinas e Gnomos, que  comandam respectivamente o Ar, Fogo, Água e Terra.)
“Elemental” é o nome do disco de estréia do mineiro de Ituiutaba, residente em Uberlândia, Érick Castanho, um fruto da grande árvore derciana. (Não por acaso, Dércio é da mesma região. Diz a lenda que Uberaba e Uberlandia disputam a primazia de ser a cidade natal do musico).
Elemental, o disco, é daqueles felizes empreendimentos que melhoram a cada audição que realizamos. Uma celebração da cultura brasileira e latina, de forma alegre, leve e descontraída, como num sarau entre amigos reunidos para homenagear temas sagrados do folclore, das folias, referências à matriz luso brasileira, nos belos temas instrumentais “Ventos do Minho e Histórias Além-Mar”. Vale mencionar o desafio de executar "Riacho de Areia". Deve ser a musica folclórica mais gravada do Brasil: Dercio Marques, Doroty Marques, Tavinho Moura, Almir Sater, Milton Nascimentos, Consuelo de Paula, apenas para citar alguns artistas. Cada versão melhor que a outra, definitiva! E por outro lado, como fazer um Cd que fale do folclore, sem cantar "Riacho de Areia"? A cantiga, de domínio público, é passagem obrigatória na "travessia" pelo universo mágico das Geraes – tão simbólica quanto a própria palavra – Travessia - que encerra o romance icônico, Grande Sertão: Veredas. Para cantar Riacho de Areia, Erick Castanho optou por simplicidade e  sentimento aos versos sumamente sonhecidos, o "sentimento" profundo que evoca as coisas da terra, sem muitos floreados instrumentais. Mas houve espaço para criação: compôs um interessante "retalho" com "Rio", do cantador Luiz Salgado, participação indispensável no disco e tudo isso entremeado com versos declamados pelo poeta coração do Brasil, o impagável e impressionante João Bá! Como diria o próprio Bacurau Cantante: “Ficou bunito que só vendo!”
O transculturalismo, as inúmeras referências evocadas por Érick, a exemplo de Dércio, reuniu mais de 30 músicos, num todo harmônico. Linda homenagem ao andarilho agregador que espalhava sementes e chamava todos à roda. E nessa roda, arreunida especificamente, não podemos deixar de mencionar Kátya Teixeira e João Arruda (os demais músicos nos desculpem).

 O disco de Érick Castanho – nome de batismo Érick Guimarães França – culmina, enfim, uma existência musical fruto da convivência cotidiana não só com as coisas do folclore – folias, congadas, toadas -  mas também do blues e do rock, enriquecendo sua experiência como músico, moldando-lhe um estilo, provando que a boa musica ultrapassa fronteiras e preconceitos, enriquece a vida: a Arte, notadamente a musical, talvez venha a ser o “Alvorecer” inevitável, tal como escreve no texto do encarte seu parceiro musical e pai, Aldo França.O alvorecer, a música e o texto, é um chamado, um aviso: é nossa inevitável oportunidade. O que pode o artista, num mundo passando por profundas, rápidas e aparentemente indolores mudanças, no rastro da globalização, seu brilho reluzente e suas falsas promessas de democracia definitiva? (o grifo em itálico é por minha conta e risco).
Talvez seja característico da própria democracia sua permanente instabilidade e deve ser melhor que a encaremos sempre assim. Num mundo assim, fortemente contrastado por dualidades, é tentador para o artista ceder à falsa consciência e assim deixar-se cair na vala comum, deixando de lado sua verdadeira missão, para a qual recebeu dons além dos reservados aos comuns mortais: a capacidade de dialogar diretamente com a sensibilidade de quem o ouve e vê. Ouçamos os poetas, os músicos, deixemo-nos embriagar pela arte, uma das linguagens de Deus, que todos que habitam abaixo dos céus compreendem! (texto credito sertaopaulistano.com.br)
*Joel Emídio


“O alvorecer é a luz que vem sobre a escuridão...
Não há como impedir o amanhecer de um novo dia.
Quando chega a ‘hora’, os pássaros começão a cantar
e os primeiros raios de luz dão as cores no horizonte
antecipando o sol que vai nascer.
E do despertar para a luz de um novo tempo
é inexorável!
O nosso mundo, nunca mais será  o mesmo.
A continuidade da vida humana na terra exige
uma mudança radical dos costumes e na sua postuta
no seu habitat planetário para o prosseguimento da vida.
Cada ser é responsável pelo seu próprio Amanhecer...
É inevitável!...
Vejam  os sinais...
A luz do conhecimento já ilumina todo o caminho.
Não há como retroceder!”
            (Aldo França)

Links:
https://www.erickcastanho.com.br/
YouTube.com/erickcastanho

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RECOMENDADÍSSIMO !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
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CANTO SAGRADO 

domingo, 31 de dezembro de 2017

SOL BUENO - POEIRA DANÇANTE (EXCLUS. CANTO SAGRADO)

Sol Bueno é cantora e compositora mineira, natural de Pitangui/MG, artista que retrata de forma apurada em seu trabalho musical as sutilezas do universo da cultura popular. Cantora de voz suave e marcante, traz em seu som as raízes musicais e as vivências populares dos povos moradores do cerrado e bacia do São Francisco, onde tem sua origem e onde também busca grande parte de suas influências musicais. A voz é seu principal instrumento, mas também se apresenta tocando viola caipira, violão, caixa de folia e kalimba.
Em seu trabalho musical, acompanhada pela viola caipira, violão, percussão e rabeca, Sol Bueno apresenta composições próprias e o cancioneiro popular, que se revelam na sutileza de sua interpretação e riqueza de detalhes poéticos. Em 2017 a cantora lança o CD Poeira Dançante, trabaho autoral que retrata paisagens sonoras do cerrado e da cultura popular. Sol Bueno foi selecionada em 2017 pelo Projeto Mulheres Criando, projeto que reconhece o trabalho de mulheres cantautoras/compositoras. Em 2016 foi indicada e participou do Projeto Elas, projeto que tem foco em apresentar o trabalho autoral de compositoras mineiras.
Integrante do premiado Dandô – Circuito de Música Dércio Marques, a cantora também coordena junto a outros músicos o circuito em Minas Gerais, onde também recebe e se apresenta junto a artistas de todo país. Já se apresentou em programas de TV, Festivais, videoclipes, apresentações coletivas, vídeo arte e filmes (voz). De 2010 a 2011 viajou o Rio São Francisco produzindo o documentário "Mestres da Viola”, estando imersa em muitos cenários do Sertão Roseano, retratados em sua composição musical.

Onde já tocou

2017 – Show de encerramento – I Encontro Latino Americano do Circuito de Música Dércio Marques – Uberaba – MG;
2017 – Show de Pampas e Cerrados, com Giancarlo Borba – Maquiné – RS; Moeda - MG;
2017 – Benvenutti a Napoli – Apresentação com Sérgio de Napolli – Belo Horizonte – MG;
2017 – Abertura de show da Cantora Argentina Analía Garcetti em sua circulação no Dandô – Moeda – MG;
2016 – Show no Encontro de Culturas de Povos Tradicionais da Chapada dos Veadeiros – São Jorge/Alto Paraíso de Goiás – GO
2016 – Expocatadores 2016 – Show de abertura do evento – solenidade de abertura – Belo Horizonte - MG;
2016 – Show de encerramento semana do professor – SINPROMINAS, com Coletivo MundicÁ – Belo Horizonte - MG;
2016 – Apresentação Projeto Elas – Cine Teatro Brasil Vallourec – Belo Horizonte - MG;
2016 – Show Festa dos Trabalhadores – Itaguara – MG;
2016 – Circulação Dandô pelo Rio Grande do Sul (08 cidades – Caxias do Sul, Soledade,Rio Pardo, Vera Cruz, Terra de Areia, Osório, Maqueiné e Torres);
2016 – Show de Pampas e Cerrados – Vera Cruz – RS e Maquiné – RS;
2016 - Apresentação musical no II Encontro Nacional Dandô – Circuito de Música Dércio Marques – Uberaba - MG;
2016 – Gravação Programa Globo Horizonte – Especial Mês da Mulher – Mulheres Cantoras/Compositoras – Projeto Elas;
2016 – Apresentação Mostra Dandô – Brasília/DF;
2016 – Apresentação Mostra Dandô – Belo Horizonte e Casa Branca (Brumadinho);
2016 – Apresentação Show de Lançamento do CD “No dizer do Sertão” de Joaci Ornelas – Sala Juvenal Dias – Belo Horizonte;
2016 – Bloco Bruta Flor – Compositoras Belo-horizontinas – Carnaval de Rua – Belo Horizonte;
2016 – Apresentação na COP 21 – Parceria com Consulado da França – Belo Horizonte;
2015 – Espetáculo Clarerê – Homenagem a Clara Nunes - Selecionado pelo Festival Clara Nunes – 08 apresentações;
2015 – Espetáculo Delikatessens – Memórias da Natureza – Votorantim/SP;
2015 – Apresentação solo e recebendo artistas do circuito – 08 apresentações - Dandô Belo Horizonte – Espaço Cultural Oratório;
2015 – Apresentação Circuito Dandô – Pará de Minas, Florestal, Betim e Contagem/MG;
2015 – Apresentação com Rosa Helena – Projeto Cine Olaria/UFMG;
2015 – Show com Nádia Campos – Galpão Paraíso – Belo Horizonte;
2014 – Apresentação Show “Nos Caminhos da Rabeca”, com Rodrigo Salvador – Savassi Festival – Belo Horizonte;
2013 – Apresentação musical no Seminário Preparatório para o VI Encontro Nacional de Violeiros e Violeiras do Brasil – São Paulo/SP;
2013 – Apresentação show “Cantigas de Brincar” – Cena Música – BH;
2013 – Apresentação do Espetáculo Minas Dança Gerais – Edital Cena Música/PBH 2013 – Grupo Congá – Centros Culturais de Belo Horizonte
2013 – Espetáculo Ressonâncias Quick Cia de Dança / Casa do Baile – Performance de dança e trilha sonora ao vivohttps://www.facebook.com/media/set/?set=a.681649755180101.1073741831.550630934948651&type=3
2013 – Participação Especial do CD “No dizer do Sertão” de Joaci Ornelas
2013 - Apresentação Musical Evento Amjikin - Parceria Unipaz / Aldeia Krahô Ken Poj Kre - Tocantins
2013 - Gravação Programa Viação Cipó - Especial Serra do Cipó http://www.youtube.com/watch?v=rhSb_JNAfQ0
2013 – Apresentação no Festival de Música de Arcos – indicada como finalista e participante do CD com as canções indicadas para a seleção final -
2013 – Realização de oficinas de Música e Cultura Popular no projeto “Jovens Rabequeiros” em São Francisco/MG – Funarte
2012 - Gravação Clipe Documentário Clube da esquina 2 http://www.youtube.com/watch?v=I5S7OqxN10A
2012 – Produção e lançamento do Documentário “Mestres da Viola – Uma viagem musical pelo Rio São Francisco” http://anvbrasil.wordpress.com/
2010/2011 - Coordenação de pesquisa de campo do Projeto "Mestres da Viola" - Fundo Estadual de Cultura – MG
2007/2013 – Realização de Oficinas de danças populares brasileiras – Grupo Congá de Danças Folclóricas – ACM/Centro Cultural da UFMG
2010 – Co-organização da carta musical da Conferência Internacional Infanto-juvenil “Vamos Cuidar do Planeta”, com crianças de 53 países – Luziânia – DF
2009 - Festivelhas Santa Luzia e Belo Horizonte – Show com Joaci Ornelas
2009 - V Encontro Nacional De Violeiros e Violeiras do Brasil: Apresentação musical
2007/2009 – Negras Imagens em Movimento - Oficinas sobre musicalidade, identidade e corporeidade em Escolas públicas – Belo Horizonte e região metropolitana – Fundação Cultural Palmares/ Extensão Universitária FAE/UFMG
2006/2007/2008/2010 - Catira e danças folclóricas – Apresentação de Dança – Grupo Congá – Museu do tropeiro/Itabira/MG
2006 - Oi Abre a roda gente (Apresentação de cantos e danças populares brasileiras) – Seminário Conexões de Saberes – UERJ – Rio de Janeiro/RJ.

O disco mais lindo que ouvi neste ano, uma obra prima do cerrado mineiro.
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CANTO SAGRADO

DELICIAS DE MINAS

PAELHA CAIPIRA MINEIRA

ARAXÁ
Adaptação das gerais

Quando o empresário Agenor Lemos Júnior decide ir para a cozinha, inicia-se um verdadeiro ritual. “Ponho um jazz para tocar e abro uma garrafa de vinho para ganhar inspiração”, conta. Nesse clima, surgiu a paelha caipira, uma adaptação da tradicional paella valenciana. Em Minas, os frutos do mar foram trocados por lingüiça, frango, carne-de-sol e costelinha, em algumas receitas. Apesar de a culinária não ser sua atividade principal, Juninho, como é conhecido, garante não ser cozinheiro de fim de semana. “Desde criança tinha curiosidade pela cozinha e hoje sou realmente apaixonado”, diz ele. Reinventar receitas é o forte do empresário, que admite discordância daqueles que gostam de pratos tradicionais. “Sempre que faço o bacalhau da canastra, prato que criei com ora-pro-nóbis e mandioca, meu sogro reclama, porque, para ele, bacalhau tem que ser com batatas.” Vice- presidente do Clube da Cozinha de Araxá, Juninho se prepara para escrever um livro sobre as iguarias das festas de Folia de Reis. Além disso, alimenta o sonho de ter o próprio restaurante. “Tenho ele prontinho na cabeça”, confidencia. Criatividade não vai faltar à mesa.




• 400 g de carne-de-sol dessalgada
• 350 g de costelinha de porco picada
• 350 g de frango a passarinho
• 350 g de lingüiça de lombo, em pedaços e desmanchada
• 350 g de lingüiça fina, em pedaços
• 1 kg e 200 g de arroz de pilão sem lavar
• 1 cebola branca picada
• 8 dentes de alho picados
• 1 cebola roxa picada em rodelas
• 10 tomates picados
• 12 tomates cereja para decorar
• 3 pimentões picados em cubos (1 verde, 1 vermelho e 1 amarelo)
• 1 lata de ervilha
• 12 ovos de codorna
• 500 g de torresmo pronto
• Óleo para refogar
• Açafrão
• Colorau
• 1 litro de caldo de galinha e de carne
• 1 folha de louro
Salsa, cebolinha, pimenta e tempero a gosto
• Pimenta dedo-de-moça para decorar


Como fazer paelha caipira
Cortar a carne-de-sol em filetes pequenos e refogá-la, em frigideira grande, no óleo, com metade da cebola branca e do alho. Deixar fritar até dourar. Pôr a carne ao redor da panela e, no centro, colocar o restante da cebola branca, o colorau e o açafrão. Acrescentar o frango a passarinho e deixar fritar. Colocar o frango nas extremidades e, ao centro, acrescentar a costelinha e as lingüiças. Depois de fritar bem, pôr os tomates, um pouco mais da metade dos pimentões, pimenta, louro e temperos. Mexer bem e acrescentar uma parte do caldo de galinha (o suficiente para cobrir as carnes). Quando o refogado estiver bem ensopado e quase pronto (as carnes todas cozidas), pôr o arroz de pilão sem lavar, de modo que forme uma cruz na panela (duas carreiras de arroz se cruzando), e acrescentar o restante do caldo, até cobrir o arroz. Quando a água começar a secar, coloque, sobre o arroz, o tomate-cereja, os ovos de codorna cozidos e cortados ao meio, a ervilha, o restante dos pimentões, o torresmo, a cebola roxa e o cheiro verde. Está pronto para servir. 
Receita fornecida por Agenor Lemos Júnior,
de Araxá: (34) 9108-7686

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

TONINHO HORTA - TERRA DOS PASSAROS (REPOST A PEDIDO)



Ídolo de uma legião de violonistas, guitarristas e compositores em todo mundo e considerado entre um dos melhores guitarrista do mundo o mineiro Toninho Horta, em 1976, estava gravando com Milton Nascimento em um estúdio em Los Angeles, quando Milton ofereceu o que havia sobrado de fitas e horas de estúdio para o amigo. Oportunidade única para dar início, ao que viria ser o seu primeiro trabalho solo. Oportunidade, que Toninho Horta não desperdiçou, logo convidando Ronaldo Bastos para ajudá-lo na produção. Nascia então o álbum "Terra dos Pássaros", assim batizado, homenagem de Toninho Horta, para sua guitarra Gibson. Algumas seções de gravação foram realizadas ainda em L.A., e ao longo dos anos seguintes, em diferentes estúdios entre SP e RJ, e concluído apenas em 1979. O álbum "Terra dos Pássaros" é referência para muitas gerações, reunindo clássicos do repertório do compositor. 

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CANTO SAGRADO

ADRIANO CAMPAGNANI - GALAPAGOS


"O melhor baixista que já vi tocar ao vivo em um show do Beto Guedes, um monstro do baixo o melhor baixista do Brasil sem duvida nenhuma."
Daniel Lamounier

por
Adriano Campagnani, músico contrabaixista, compositor e arranjador, completa 35 anos, 20 deles dedicados fortemente a música, em especial ao contrabaixo elétrico (instrumento que teve a certeza que iria tocar a vida toda desde a primeira vez que teve contato com um).
Nascido na capital mineira Belo Horizonte em 30/03/1976, cresceu em um ambiente musical, com pais e tios músicos amadores e profissionais, onde pôde começar a desenvolver sua musicalidade desde cedo, se interessando por instrumentos de cordas.
Sua grande vontade de tocar bem, aliada a sua disciplina permitiram anos de muito estudo e prática diária, elevando o alto teor técnico de sua execução limpa e clara do instrumento.
Crescendo no berço da música mineira, e seu nome já circulando no mercado musical, Adriano é convidado a tocar com nomes do movimento “Clube da Esquina”. Artistas que ele acompanha em turnés pelo país até hoje,como Beto Guedes e Flavio Venturini e Sagrado coração da terra e Marcus Viana.
A forte influência da Harmonia mineira, somada á inevitável presença do Jazz no traçado de todo musico interessado leva Adriano alem da trilha de instrumentista contratado,começando um trabalho de composição em parceria com o Guitarrista do “Sagrado Coração da terra” Augusto Rennó, fundando o “Lizards Trio” em 1995, tendo na bateria o irmão André Campagnani, lançando um CD em 2005.
A versatilidade do contrabaixista fez com o que ele sempre estivesse na estrada ou em estúdio com artistas de vários gêneros: Pop, Rock, Jazz, Soul, Cubana, Africana, e principalmente brasileira. Podendo citar bandas como “Kid Abelha”, “Jota Quest”, cantores , compositores e intérpretes como Wilson Sideral, Titane, George Israel, Marku Ribas, Marina Machado, Celso Adolfo, músicos como Chico Amaral, Juarez Moreira, Esdras “Nenem” Ferreira, Beto Lopes (que juntamente com André Queiroz “Limao” e Adriano, fundaram o projeto “Weather Report Tributo” onde homenageiam o supergrupo do jazz fusion).
Adriano lança em 2005 seu primeiro CD solo, autoral, com participações de grandes músicos mineiros como Paulinho Santos (UAKTI), Esdras “Nenem” Ferreira, Amauri “Aranha”, Claudio Faria, Aliéksey Viana, Írio junior, demonstrando alem do vigor de intrumentista, seu lado produtor e compositor.
Em 2011 lança seu segundo CD solo “Galápagos”, onde além de surpreender os ouvintes com composições recheadas de dinâmicas e timbres moldados durante todos esses anos de pesquisa, conta com participações especiais de Markú Ribas, Gerson”Play” Pires, Uriah Duffy (Baixista da lendária e uma das maiores bandas de rock do mundo “Whitesnake”) além de outros grandes músicos.
Recentemente, participou de um concurso para tocar com a guitarrista ORIANTHI , ex-guitarrista do MICHAEL JACKSON onde se classificou em PRIMEIRO LUGAR na categoria “Baixistas” e QUARTO LUGAR no geral.
Com a colaboração  dos fãs, o resultado foi de 1.203 VOTOS e 6.772 VISUALIZAÇÕES . Foi uma expressiva colocação por ser um CONCURSO MUNDIAL.  Adriano só não pôde viajar para Los Angeles e fazer o show com a Orianthi, devido ao visto ter sido negado, pois o mesmo encontrava-se vencido. Em contra partida, Adriano foi contemplado com um prêmio adicional em reconhecimento pela qualidade do vídeo e originalidade do arranjo. Ganhou uma guitarra PRS signature Orianthi  autografada pela artista, além da menção e divulgação de seu trabalho nas redes sociais da ORIANTHI.
Atualmente, Adriano divide seu tempo entre trilhas, direção musical, arranjos, Workshops e  no palco com Turnés por todo mundo.

O contrabaixista Adriano Campagnani lançou seu 2º CD solo “Galápagos”, depois de um intervalo de seis anos após seu primeiro trabalho solo. Neste seu trabalho mais recente, totalmente autoral e inédito, Adriano além de surpreender o público com composições recheadas de dinâmicas e timbres moldados durante 20 anos de carreira, conta com participações especiais de Marku Ribas, Gerson “Play” Pires, Uriah Duffy (uma inusitada participação do baixista da lendária banda de rock “Whitesnake”) além de outros grandes músicos como Esdra Expedito “Neném” Ferreira, André Campagnani, Augusto Rennó, Amauri Ângelo e David Maciel. Adriano também traz outra surpresa, com sua interpretação como guitarrista em algumas faixas, além de uma boa amostra do melhor da música instrumental brasileira.

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CANTO SAGRADO