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domingo, 9 de agosto de 2015

PELAS ISTRADINHAS DE MINAS




 

 A Serra da Piedade é uma formação rochosa situada na Microrregião de Belo Horizonte, município de Caeté, no Brasil. Possui uma altitude de 1.751 metros.

 

A Serra da Piedade já era conhecida desde o princípio do século XVII. Lourenço Caetano Taques é considerado o desbravador da região de Caeté, como consta em Carta Régia de 23 de março de 1664, pela descoberta dos "Sertões de Caeté". Na verdade, a Serra da Piedade é a mesma Serra do Sabarabuçu e, portanto, está ligada às lendas das minas de prata, que desde final do século XVI excitaram os espiritos aventureiros que queriam crer que naquela latitude havia abundância de prata, a exemplo do que acontecia na Serra do Potosi, no Peru.
A única construção histórica preservada hoje é a Capela Nossa Senhora da Piedade, localizada no topo da serra, tendo sua construção sido iniciada por volta de 1704 e concluída por volta de 1770.
Em 1817 o sábio francês Auguste de Saint-Hilaire visitou a Serra da Piedade1 e lá passou vários dias. Observou que a igreja era cercada de edifícios onde moravam eremitas e romeiros. Um dos moradores era a irmã Germana. Uma mulher de cerca de trinta e cinco anos, penitente que quase não comia e dada a crises de histeria. O povo acreditava tratar-se de uma santa. O sábio francês improvisou alguns experimentos para tentar se convencer de que os transes da irmã eram uma farsa, mas na verdade não conseguiu provar isto. Ele de fato, se interessou muito pelo caso e andou até consultando um estudo que o médico mineiro Dr. Antônio Gonçalves Gomide escreveu sobre o assunto em 1814 e concordando com a tese de que o caso da irmã não tinha nada de sobrenatural. Xavier da Veiga, andou coletando alguns documentos antigos contendo advertências que o médico levou do governador por seu envolvimento com “libertinagem e livros perniciosos”. Em 1819 vamos encontrá-lo envolvido com uma devassa por ser chefe de clubes ligados a fatos escandalosos (?). Mas em 1823 e 1826 vamos encontrá-lo na nobre condição de deputado constituinte e senador do Império. Saint-Hilaire, notório conservador, provavelmente não soube de nada disso e ficou feliz de ter a obra do dr. Gomide no meio da sua biblioteca.
O bispo de Mariana D. Frei José da Santíssima Trindade também relata as crises de Germana e comedidamente, informa que não estava devidamente comprovado que elas não fossem de origem sobrenatural. Spix e Martius igualmente estiveram na serra e da mesma forma, registraram a existência de uma tal personagem singular comentando, contudo, que ela já não mais lá se encontrava por ter sido proibida de exercer suas faculdades catalépticas pelas autoridades da igreja.
Pelos relatos dos nossos viajantes feitos entre 1820 e 1840, o que se pode observar é que, naquele período, a instituição da serra esteve na mais completa decadência, entregue a fanáticos e charlatões. A capelinha contudo, se manteve e hoje, no meio de várias modernidades é a única construção que preserva a história mística do lugar.

Serra da Piedade

DELICIAS DE MINAS


Mingau de Milho verde

Ingredientes

  • 4 espigas de milho verde (ou duas latas de milho verde)
  • 1 lata de leite condensado
  • 1 xícara de chá de leite de coco
  • 1 xícara de chá de água
  • 2 xícaras de chá de leite
  • 1 colher de sobremesa de manteiga
  • Canela em pó para polvilhar
Modo de preparo
Retire o milho das espigas e bata no liquidificador junto com a água.
Bata bem até ficar homogêneo.
Passe por uma peneira e despeje em uma panela.
Acrescente o leite de coco, o leite e a manteiga e leve ao fogo, mexendo até obter um creme grosso (caso não ocorra você poderá acrescentar uma colher de amido de milho diluído em meio copo de agua, misture muito bem para que não se formem bolinhas.)
Junte o leite condensado e mexa por mais 5 minutos.
Transfira para um refratário, polvilhe com a canela.
deixe esfriar, coloque um filme plástico e leve à geladeira até a hora de servir.

TAVINHO MOURA - RUA DO CACHORRO SENTADO



Um dos principais compositores brasileiros e um dos melhores cantores e instrumentistas, Tavinho Moura pode se orgulhar de uma carreira artística notável por sua harmoniosa rigidez, coerência e lealdade a ele mesmo e à trajetória escolhida por ele. Sua contribuição para nossa vida sobrepõe até o prazer de ouvir suas belas canções: ele tem sido um incansável pesquisador, descobridor e divulgador da cultura brasileira, especialmente de Minas Gerais. "Rua do Cachorro Sentado", o CD produzido para acompanhar o livro, tem 12 faixas, todas escritas por Tavinho Moura, algumas em parceria com os grandes mestres compositores Fernando Brant e Ronaldo Bastos, porém em todas é dado para o universo das margens do rio um tratamento musical. Não são literalmente ilustrações do texto, mas representações paralelas do mesmo universo poético. Além disso, o Rio São Franciso tem sempre sido um tema recorrente no trabalho de Tavinho Moura, e o álbum mantêm o padrão de qualidade esperado por conhecedores da música de Tavinho; esplêndido.


Benjamim
Lagoa Branca
Chico Caminhador (feat. Mariana Brant)
Barqueiro
O Sono do Rio (feat. Mariana Brant)
Engenho Trapizonga
Procissão dos Barcos
Noites de Junho (feat. Mariana Brant)
Maria do Matué / Lua Crescente (feat. Poliana Cruz)
Igreja da Barra (feat. Mariana Brant)
Porto das Flores (feat. Mariana Brant)
Maracanã (feat. Mariana Brant)

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quarta-feira, 5 de agosto de 2015

ZE PAULO MEDEIROS - A CARA DO SERTÃO



Faço parte de um perfil de artistas que buscam a preservação da nossa cultura regional sempre focando tanto no estilo musical como nas letras, formando assim um equilíbrio entre o campo e a cidade. Minha obra é totalmente voltada ao homem do campo, que substituiu sua pouca cultura pela sabedoria aprimorada, sem perder sua característica principal que é a simplicidade.

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terça-feira, 4 de agosto de 2015

ZÉ PAULO MEDEIROS - CAMINHANTE - 2000 (exclusividade canto sagrado)




 Eu nasci em  São José dos Lopes, que fica no pé da Serra de Ibitipoca – Lima Duarte - MG.
 Eu fui criado na roça e a gente tinha nas festas que acontecia todos os anos, um contato com a música regional. E muita moda de Viola e essas coisas me influenciaram. Foi que pela primeira vez eu peguei um instrumento, a Viola caipira para começar desenvolver uma melodia e para criar um som no meu estilo. Depois peguei o violão e estudei música alguns anos. Fui desenvolvendo e deu no que deu e hoje a gente tem um projeto mais maduro, fazendo hoje a influência que tivemos tempos atrás.
Nunca estudei formalmente música. Eu sou formado em Engenharia Topográfica, Mas não exerço a profissão.
 Escolhi o gênero regional devido às influências que eu tive, pelo fato de mora na roça. Em que a música geralmente é mais voltada para Viola e para as tradições culturais do próprio Caboclo. Essa influencia é que me deu uma visão do tipo de trabalho que deveria desenvolver e outra parte também ouvindo Geraldo Vandré e Chico Buarque foi que eu consegui fazer minha música mais eclética. Inclusive vendemos o nosso Show dizendo que vai da Moda de Viola ao Blues. DesdeTião Carreiro a Bob Dylan. 

O CD – Caminhante é uma continuação do primeiro CD, que eu fiz em 1985 e lançado pela Fermata. O Caminhante caracteriza bem a minha influência por esse povo de sutil sabedoria, que é o povo Caboclo e Caipira. Resgato em muitas letras do CD o valor desse povo mais humilde que eu tenho muito respeito.
O Titulo “Caminhante” é uma metáfora, tal vês de procurar lugares ou de passar em lugares para aprender novas coisas. Por isso o nome “Caminhante” do CD. Como uma forma de está aqui ou está lá. É uma representação da música, nesse CD tem dezesseis músicas bem diferentes uma da outra, bem ecléticas com temas diferentes. Talvez por isso o nome “Caminhante”. Seria uma pessoa que esteve em vários lugares e que tem influências de várias pessoas e de várias coisas ao mesmo tempo.
Meu trabalho é independente da mesma forma que eu sou uma pessoa Independente. E a vantagem de ser Independente é que você direcionar seu trabalho para onde quer sem correr o risco de assinar contrato e ter que seguir direção do seu Patrão, o que ocorre quando você não é Independente.
Quando você está em uma gravadora você tem um Patrão e tem que seguir as regras e as metas que eles impõem. E infelizmente as metas que as Gravadoras têm são inteiramente visando só o lucro e o trabalho artístico que faço eu não tenho a menor visão de lucro. A nossa intenção é mostrar nosso trabalho e tentar mostrar a capacidade do povo brasileiro que tem essa responsabilidade e essa facilidade de fazer um trabalho musical.
As dificuldades. É um pouco na falta de divulgação, porque a gente chega a uma Rádio e por não fazer parte dos esquemas Jabalísticos das Gravadoras que pagam para tocar os seus artistas com exclusividade, temos certa dificuldade, porque nós não estamos no esquema e nem fazemos parte desse esquema de gravadoras. Mas independente disso, sempre encontramos algumas Rádios que tocam nossa música e mostram nosso trabalho. Então o importante não é quantidade de público a ser atingido nem quantidade de meios de comunicações, mas sim a qualidade deles.


* Canções e queijos. À primeira vista são duas coisas completamente diferentes. Mas, Zé Paulo Medeiros mostra que elas têm muito mais semelhanças do que diz o senso comum.
Criar músicas e queijos são atividades que requerem sensibilidade para selecionar e misturar os ingredientes na medida certa e paciência para esperar o tempo de maturação. O resultado são obras de arte que encantam a audição e o paladar.
Na vida de Zé Paulo Medeiros, as facetas de músico e empresário correm juntas. Tanto que é difícil separar uma da outra. Na música, ele toca com galhardia sua carreira de violeiro, cantor e compositor, marcada por uma obra singular e autoral. Já como empresário, comanda, junto com a família, a empresa de laticínios Cruzília, fundada em 1948 por seu pai, José Moreira de Almeida.
(ritmo melodia)

   

01 - Jogo de cartas
02 - O cantador
03 - Morena
04 - Sertão blues
05 - Sol poente
06 - Nó na goela
07 - Eta saudade
08 - Trocados
09 - Navio e cais
10 - Pé de vento
11 - Resposta de caipira
12 - Maria Rosa
13 - Violão e viola
14 - Matuto
15 - Meu amor
16 - Yanomami

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sábado, 1 de agosto de 2015

TERRA BRASILIS 2

OLA PESSOAL!
EM 2013 EU TINHA DOIS BLOGS CANTO SAGRADO DA TERRA E TERRA BRASILIS, ME TIRARAM OS DOIS BLOGS O CANTO SAGRADO COM MAIS DE 250.000 ACESSOS.
PERSISTI E COLOQUEI NOVAMENTE O CANTO SAGRADO 2, HOJE TENHO ARQUIVOS DE MAIS DE 85.000 MUSICAS DE QUALIDADE DO BRASIL E DE VARIAS PARTES DO MUNDO DE DIVERSOS GÊNEROS E ETNIAS.
O TERRA BRASILIS JÁ ESTAVA DECOLANDO QUANDO TIRARAM DO BLOGGER.
MAS DEPOIS DO COMENTÁRIO DO DOUGLAS PENSEI QUE PODERIA REATIVAR O PROJETO NOVAMENTE, E OLHA QUE TEM MUITO ARQUIVO MEU RODANDO EM VÁRIOS BLOG POR ESSE "BRASIL AFORA", AS VEZES COPIADO/EMPRESTADO E AS VEZES GANHADO.
E DEIXAR AS VEZES UM COMENTÁRIO FAZ BEM!
MAS ISSO NÃO IMPORTA, TENHO MUITA COISA BOA PARA SER COMPARTILHADA E ESTOU NOVAMENTE NESTA EMPREITADA.
SEJAM TODOS BEM VINDOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

http://terrabrasilis2.blogspot.com.br/

PATRICIA AHMARAL - SUPERPODER

Natural de Belo Horizonte Patricia Ahmaral começou bem cedo e na década de 70 iniciou profissionalmente no coro infantil.
Trabalhou como backing vocal de bandas de rock e da banda de soul Os Blaizers.
No ano de 1993 integrou a banda mineira Ouro de Tolo. Logo depois partiu para a carreira solo com o show "Assim Preto", com a cantora miniera Rossanna Decelso. No ano seguinte formou uma banda Pó Com Pacto, com a qual percorreu vários espaços apresentando seus shows e participando de festivais: "Show Guardando pérolas pro fim do mundo"; "Festival Canta Minas", da Rede Globo e show "Bateia" que reuniu vários artistas mineiros no Palácio das Artes.
Em 1997 gravou "Xica Rainha", tema de abertura da novela Xica da Silva e ainda a faixa "Quenda" (Rede Manchete), com disco produzido por Marcus Vianna Fez o show de abertura da banda irlandesa Star from the Commitments, em Belo Horizonte. Por essa época, cantou na banda de soul Os Blazers ao lado de Guilherme Bizotto. Ainda neste ano, gravou um especial para a Rede Minas de Televisão, participou do projeto "Sexta no Coreto" e apresentou-se junto à Orquestra da Polícia Militar, na Praça da Liberdade. No ano seguinte, apresentou o espetáculo "Cultura e Civilização", com direção e roteiro de Pedrinho Alves Madeira, e na "Primeira Bienal de Poesia de Belo Horizonte", apresentou o show "Torquato Total", só com composições do poeta piauiense em parceria com Gilberto Gil, Edu Lobo, Jards Macalé e Caetano Veloso, entre outros.Torquato Neto.
Em 1999, com produção musical de Zeca Baleiro, lançou o primeiro disco "Ah!", com apoio das Leis Municipal (BH) e Estadual (MG) de Incentivo à Cultura e com o patrocínio das empresas Telemig Celular, Sesiminas e Viação Boavista. No disco contou com a participação especial de Zeca Baleiro e Maurício Pereira. Do  CD destacou-se a faixa "Máquina de escrever" (Luís Capucho e Mathilda Kóvak), música muito executada em emissoras FMs de Belo Horizonte, Recife, Salvador, Maceió, Florianópolis, São Paulo, Brasília e na Rádio MPB FM, do Rio de Janeiro, entre as dez mais pedidas. Os shows de lançamento do disco foram no Teatro Sesiminas em Belo Horizonte e no Mistura Fina, no Rio de Janeiro.
No ano 2001, apresentou o show "Ah!" no projeto "Café MPB", do Teatro Café Pequeno, no Rio de Janeiro.
Em 2002 ao lado Jards Macalé e Roberto Lara, participou do "Projeto Novo Canto", no Sesc de Copacabana, no Rio de Janeiro. Neste mesmo ano, participou do "Projeto Conexão Telemig Celular de Música", no qual teve como convidado Pedro Luís (do grupo Pedro Luís e A Parede).
No ano de 2004 lançou o CD "Vitrola alquimista", no qual contou com a participação especial de Jards Macalé na faixa "A outra beleza" (c/ Renato Villaça) e ainda interpretou "S. O S" (Raul Seixas), "Mixturação" (Walter Franco), "Cabelos longos" (Alceu Valença), "Carmem Carolina" (Christian Maia e Renato Negrão), "Mercedez Benz" (Ricardo Aleixo e Gil Amâncio) e "Amargo", de Zeca Baleiro.
Em 2011 lançou o CD "Superpoder", no qual interpretou as faixas "O tempo vai apagar" (Getúlio Cortes & PC Barros), "Sexto andar" (Carlos Tê e Helder Gonçalves), "Desejo de flor" (Vander Lee), "Mamãe coragem" (Caetano Veloso e Torquato Neto), "De romance" (Zeca Baleiro), "Espelho cristalino" (Alceu Valença), "Alucinação" (Belchior),  a faixa-título de autoria de Lula Queiroga, além de sua composições "Do querer", "Sorry, baby" e "Revoada", esta última em parceria com Vander Lee, e ainda composições de Totonho, Lucinha Turnbull, entre outros. O disco, contou com participações especiais de Chico César e Lucinha Turnbull,  foi lançado em show no Espaço FNAC Pinheiros, em São Paulo, no qual foi acompanhada pelo baixista Fernando Nunes (produtor do CD) e Egler Bruno (violão e efeitos).

01. Sexto Andar
02. Superpoder
03. Desejo de Flor
04. Espelho Cristalino
05. Trilha de Luz
06. Eu Mandei Meu Amor Pro Espaço
07. Mamãe Coragem
08. O Tempo Vai Apagar
09. De Romance
10. Do Querer
11. Sorry, Baby
12. Alucinação
13. Revoada

*Se vc gostou compre o  original, vamos valorizar a obra do artista.
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