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domingo, 16 de abril de 2017

FELIZ PASCOA A TODOS


LIMA JR - COLETANEA - (exclus. CSDT)

Lima Júnior é natural de Estrela, no município de Jordânia, Vale do Jequitinhonha, mas foi em Almenara, onde morou muito tempo, que deu início a sua carreira de cantor e compositor. Atualmente mora em Vitória da Conquista – BA. Sempre foi considerado pelos admiradores e críticos musicais como um dos mais criativos cantores/compositores de Minas.

Entre 1984 e 1985 morou em Belo Horizonte, onde estudou harmonia e canto na Escola de Música de Minas, de Milton Nascimento. Em BH, Lima Jr. não teve a mesma experiência de se apresentar na noite, como a maioria de seus companheiros da música. Por outro lado, dedicou-se muito ao “santo oficio” da composição, sem dúvida a sua paixão maior.

Participou de gravações de amigos como Paulinho Pedra Azul, Gonzaga Medeiros e Lucinho Cruz. Músicas de sua autoria foram gravadas por Saulo Laranjeira, Rubinho do Vale, Jackson Antunes, Carlos Farias, Banda Falamansa, Eskazero, Flor Serena e Trio Jerimum, entre outros. Como festivaleiro, teve destacada participação com prêmios em alguns dos mais importantes festivais de música do Brasil, como Avaré/SP, Maceió/AL, Salvador/BA e cidades de Minas Gerais e Tocantins.
*É com muito carinho que apresento a vocês Graco Lima Jr. cantador e poeta do vale, nesta belíssima postagem recolhi 25 cantigas de três discos incluindo faixas bônus "curvas medievais" gravada ao vivo em homenagem ao menestrel Elomar e "prosa mineira" (ambas não originais dos discos abaixo)
- Um beija flor me avisou
- Xamã
- Bordado de amor 
Coletanea exclusiva Canto Sagrado da Terra.
Se vc gostou adquiri os discos originais, valorize a obra do artista.

Download em 320kbps
CANTO SAGRADO

PELAS TRIA E ISTRADINHAS DE MINAS


Em Capivari, localizado no Alto Jequitinhonha, nos surpreendemos com as belezas naturais que enchem os olhos. Lá, está localizado o Pico do Itambé, que oferece uma panorâmica de todo o Alto Jequitinhonha, e por ser um ponto culminante da região e de suma importância, foi um dos principais fatores da criação do Parque Estadual do Pico do Itambé, em 21 de janeiro de 1998.

O parque abriga riquezas naturais como cachoeiras, cursos d’água e diversificada vegetação. Abrange em seus domínios, várias nascentes e cabeceiras de rios das bacias do Jequitinhonha e Doce, além do Pico do Itambé com seus 2.002 metros. Possui também uma fauna bastante rica, que alia-se a diversidade florística e aos recursos hídricos, garantindo grande potencial turístico para a região.

Além do parque, há também em Capivari cachoeiras, como a do Amaral e a dos Coqueiros. Como atrativos culturais encontramos o Vilarejo, um “city-tour” que passa pelos principais pontos turísticos da localidade, incluindo as igrejas, o casario e os produtores de artesanato. Visitar Capivari é se encantar pelas belezas turísticas da região e contribuir solidariamente com os moradores e a comunidade.


População: 490 habitantes

Sede: Serro

Distância de Capivari a Serro: 27 km

Acesso a Serro: estrada de terra.

Infra Estrutura: telefonia fixa, água (nascente) e energia elétrica.

Atrativos Turísticos

Naturais: Parque Estadual do Pico do Itambé, Pico do Itambé, Cachoeira do Amaral, Cachoeira dos Coqueiros, Cachoeira do Tempo Perdido, Serra e Pico do Raio e Serra da Bicha.

Culturais: Vilarejo e Sempre-vivas.

Religiosos: Festa de Santo Antônio, Festa de São João, Festa de Nossa Senhora Aparecida e Festa de São Geraldo.






DELICIAS DE MINAS



FRANGO CAIPIRA COM MACARRÃO E TUTU
DA TRADIÇÃO À CRIATIVIDADE
Alimento da fé
Sob as bênçãos de Nossa Senhora de Abadia, a receita chega de   Romaria, a 483 quilômetros da capital. Na pequena cidade de aproximadamente 3,5 mil habitantes, a religiosidade não fica apenas no nome. É o cartão de visitas do lugar, que chega a receber milhares de visitantes ao longo do mês de agosto. Além de festejar a padroeira, no dia 15, a comunidade faz reverências a Padre Eustáquio, missionário holandês que, antes de chegar à capital, passou uma década na cidadezinha. E, se a fé alimenta a alma, durante as festividades não podem faltar divinas iguarias para cuidar do corpo. Entre os encarregados dessa missão estão Simone da Silva Ribeiro e Marina Alves da Silva, ambas moradoras da comunidade rural de Santa Fé. Entre os pratos típicos servidos nas barraquinhas, elas concordam que o frango caipira com macarrão e tutu é o campeão de audiência. “Também preparamos a receita na Festa de Reis. Não pode faltar, pois o povo adora”, fala Marina. E motivos para tamanho sucesso não faltam. Afinal de contas, não há como discutir que frango caipira tem lugar de honra na vasta culinária mineira. Ao serem acomodadas na mesa, as panelas exalam aroma sem igual. E, já na primeira garfada, o tempero se encarrega do resto: encantar plenamente.
Como fazer Frango caipira com macarrão e tutu
Em uma panela grande, aquecer o óleo e refogar a cebola, o alho, o açafrão, o frango e o sal. Quando dourar, cobrir com água e deixar cozinhar, com a panela tapada, por cerca de 40 minutos. Pôr o macarrão e cobrir novamente com água. Pôr o cheiro-verde e deixar cozinhar. Para o tutu, bater o feijão, com o caldo do cozimento, no liquidificador. Se necessário, pôr um pouco de água para bater. Em uma panela, aquecer o óleo e fritar o bacon, a linguiça, a cebola, o alho e o sal. Sem escorrer a gordura, pôr o feijão batido, misturar e pôr um pouco de água. Quando começar a ferver, pôr a farinha aos poucos e mexer. Decorar com as rodelas de ovo cozido e cheiro-verde. Servir acompanhado do frango com macarrão.
Receita fornecida por
Simone da Silva Ribeiro e
Marina Alves da Silva,
de Romaria: (34) 9985-1470/(34) 9942-6125

sexta-feira, 14 de abril de 2017

SAULO ALVES - DESABOIO - (exclus. CSDT)

Um Aboio Torto | Paulo Nunes |
Este trabalho poético-musical descreve a ocupação do Cerrado mineiro pelo avanço da pecuária e da agricultura, processo que forjou grande parte do atual território nacional. Chegaram naqueles sertões gado e homem, através do aboio, cantiga monótona entoada pelo vaqueiro para o controle e orientação da boiada e quiçá para a sua própria orientação. E homem e gado formaram quase que uma só civilização, uma só cultura, amarrada a palha de milho, couro de boi e corda de viola. Mas estes tempos heroicos e míticos são passados, pouco restando deles, e vive-se, de umas décadas para cá, o processo de acelerada urbanização deste vasto território e de violenta industrialização das cidades e do campo, feita de forma irracional e destrutiva. No entanto, não se trata, aqui, de dar ao Demo o nome Progresso, mas apontar o fato de que o Sertão/Cerrado mineiro foi quase que destruído na sua totalidade — e esta onda de destruição continua avançando para o oeste e o norte do país, e para dentro das pessoas; e o fato de que grande parte da população deste território foi alijada das novas riquezas e, o que é pior, espoliada de sua antiga e rica cultura. Desaboio, um neologismo, é justamente a tentativa de descrever criticamente o momento em que esta cultura se perde do gado, do contato da natureza, do seu tempo e de si própria e assim, num aboio torto, segue numa falsa direção.

O CD Desaboio, de Saulo Alves, é a concretização de um projeto que teve início em 2006 em parceria com o poeta e letrista Paulo Nunes. O longo e cuidadoso trajeto de confecção do disco — e do livro-encarte que o acompanha — reuniu um mutirão de colaboradores, como os músicos Victor Mendes, Dami Baz, Pedro Ribeiro, Chris Arundhati, Uxía, Jean Garfunkel, Ricardo Vignini, Gustavo Sarzi, Helton Pop, Marcelo Berzotti (Jesus), Rafael Ramalhoso, Maurício Teixeira, Ser Tão Trio. Também participaram artistas visuais como Laycer Tomaz, Mário de Almeida e Silvio Diogo; e pesquisadores/professores: Ricardo Ferreira Ribeiro, Luiz Humberto Arantes e Regma Maria Santos.
No disco Desaboio, matrizes musicais como a toada sertaneja, o ritmo da congada, a folia de reis marcam os enlaces da viola com diferentes manifestações da música popular brasileira, além de diálogos com o rock’n-roll, o fado, a canção latino-americana.
O trabalho musical, poético, conceitual relaciona-se ao contexto da destruição do Cerrado, em suas nuances políticas, sociais e culturais. As letras compostas por Paulo Nunes tematizam tanto acontecimentos que podem ser localizados no tempo e no espaço — como o represamento das águas para a construção da barragem de São Simão, em Goiás, no ano de 1975 (A queda); ou o assassinato de Chico Mendes, no Acre, em 1988 (Violeiro do Norte); contextos ecológicos e políticos gerais (migração, ressecamento dos rios, solidão urbana); bem como veredas afetivas e existenciais, próprias da arte do que não tem nome.
Desaboio, CD e livro-encarte, busca aguçar escutas e olhares na direção do artesanato da convivência e do trabalho conjunto, da poesia do repique da viola, da roda do mundo da comunidade, segredos contados que insistem em girar em abraços de encontro.
O disco, dedicado à avó de Saulo Alves, Alice Alves de Oliveira (1922-2014), também faz um tributo ao trabalho do poeta Juca da Angélica (José Joaquim de Souza), nascido em 1918 em Lagoa Formosa, Alto Paranaíba (MG), nas proximidades de Patos de Minas (cidade natal de Paulo Nunes) e Ituiutaba (cidade de Saulo Alves).

Recomendo.
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CANTO SAGRADO

quarta-feira, 12 de abril de 2017

RENATO CAETANO - QUE VIOLA É ESSA ? (exclus. CSDT)



Renato Caetano, violeiro, compositor, professor, mestre em música pela Escola de Música da UFMG vem, desde 2007, trabalhando sua carreira solo pautada na mistura entre a tradição com influências do mundo contemporâneo, no qual as fronteiras e as separações estão, cada vez, mais tênues. Essa mistura cultural é realizada através da viola de dez cordas, conhecida, também, como viola caipira.
Apesar de já trabalhar com a música desde muito antes, sua carreira de violeiro se iniciou em 1999, com uma participação no show de Pena Branca e Xavantinho, com o Trio Verso e Viola. Foi regente e diretor musical da Orquestra Mineira de Violas de 2002 a 2005 com várias apresentações, dentre elas, uma como convidado de Sérgio Reis quando do seu show de aniversário, no Grande Teatro do Palácio das Artes. Em 2005 foi diretor musical e arranjador do CD Concerto Caipira,da Orquestra. Foi membro do grupo Novos Violeiros, apadrinhado por Chico Lobo, de 2003 até 2006 com apresentações em várias casas de shows de Belo Horizonte.
Em 2007, foi o violeiro do Grupo Viola Urbana que mescla o som da viola com as influências da MPB.
No seu trabalho e na sua carreira, Renato procura trabalhar com arranjos que buscam a fusão de estilos que vão desde a tradição violeira, que se mescla com o blues, o rock e o jazz, e, também, com outras influências contemporâneas que, por acaso, se fizerem presentes no caminho. Essa miscigenação vem tendo grande aceitação e vem rendendo convites para se apresentar em vários locais pelo país - como, por exemplo, em festivais de cultura popular, como o de São Jorge/GO (2006) - e até fora dele, podendo, aqui, citar as 3 apresentações, no ano de 2009, em Lisboa, uma delas, com a presença do embaixador do Brasil em Portugal.
Essa mistura entre os vários estilos que compõem a viola de Renato Caetano se materializou na produção, em 2009, do seu primeiro CD “QUE VIOLA É ESSA?”, cujo lançamento ocorreu no referido ano no Teatro do Colégio Imaculada com lotação esgotada.
Renato Caetano levou essa nova forma de tocar viola à Expocachaça nos anos de 2006, 2008 e 2014. Nesse último ano fez a abertura do show do 14 Bis.
Desde 2007, Renato Caetano faz parte do projeto Causos e Violas das Gerais (SESC MINAS) com o qual já visitou várias cidades do Estado de Minas Gerais. Também pelo SESC MINAS,participou do projeto Canto & Viola (2011), que culminou na produção do CD que leva o mesmo nome, no qual participa com duas faixas.
No ano de 2008 foi convidado a abrir os shows de Renato Teixeira e de Geraldo Azevedo, ambos no Music Hall em Belo Horizonte. Além disso, no mesmo ano, participou, dessa vez como convidado, da gravação do DVD Viola Urbana ao Vivo, no Grande Teatro do Palácio das Artes.
No ano de 2010 participou do festival de rock e blues intitulado VITROLA FESTIVAL DE MÚSICA na cidade de Viçosa. No ano seguinte foi convidado para tocar no CULTURA NA CALÇADA, evento em Belo Horizonte realizado em uma banca de revista com presença de grandes bandas de rock da cidade.
Em 2011 e 2014 levou sua viola ao blues mineiro, participando do HORIZONTE BLUES FESTIVAL, sendo a segunda apresentação realizada no Cine Theatro Brasil Vallourec. Nesse último participou do documentário BLUES HORIZONTE, no qual falou sobre as várias facetas da viola.
Em 2013, foi agraciado com o prêmio Revelação Solo no Prêmio Rozini de Excelência da Viola Caipira.
Em 2015, lançou seu novo projeto "As Dez Cordas de Liverpool" - Um Tributo violeiro aos Beatles com 2 apresentações de casa lotada no Teatro Júlio Mackenzie - SESC Palladium em março desse mesmo ano. Em 2016, fez o lançamento do CD desse projeto que possui o mesmo nome, no teatro Bradesco com grande presença de público.
Em 2016, além do CD AS DEZ CORDAS DE LIVERPOOL, lançou, também o projeto VIOL-A-ÇÃO, dentro do Canto e Viola, no Teatro de Câmara do CIne Theatro Brasil Vallourec. Esse projeto, realizado com banda, é composto por canções autorais do violeiro que, pretende-se, se tornará o novo CD.
Em 2013 concluiu seu mestrado na Escola de Música da UFMG, cujo tema é: “A Tradição e a contemporaneidade na Viola de dez cordas”. Renato Caetano ministrou, por 18 meses, disciplina de Viola de dez cordas na escola de música da UFMG.
Gravou os seguintes CDs;
- Concerto Caipira – Orquestra Mineira de Violas – 2005
- Violando Fronteiras – Vários - 2007
- Que Viola é Essa ? – Renato Caetano – 2009
- Canto e Viola – Vários (SESC-MG) – 2011
- As Dez Cordas de Liverpool - Renato Caetano - 2016
Gravou o seguinte DVD:
- Renato Caetano “Ensaios” – 2013
Foi diretor musical dos CDs citados abaixo:
- Concerto Caipira – Orquestra Mineira de Violas – 2005
- Que Viola é Essa ? – Renato Caetano – 2009
- Nas Águas do Bem Querer - Pinho – 2010
Participação, como convidado, nos CDs
- Nas Águas do Bem Querer - Pinho – 2010
- Moda de Rock – Ricardo Vignini e Zé Helder – 2011
- O Mundo Não é Só Eu – Djambê – 2012
Participação, como convidado, nos DVDs
- Viola Urbana Ao Vivo – 2008

*A faixa 5 (Menininha) do original foi trocada por Eleanor rigby dos Beatles tocada na viola pelo Renato Caetano, devido problemas de audio (pulando) na hora da ripagem do cd, com varias tentativas sem sucesso, espero a compreensão de todos que venha interessar pelo disco.

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domingo, 9 de abril de 2017

DELICIAS DE MINAS



Montes Claros é um verdadeiro maná para quem gosta da boa mesa. Como diz um velho morador da zona rural, só mesmo colocando “rédea na boca” para não cair em tentação o tempo todo. Em alguns casos, o melhor mesmo é deixar o apetite falar mais alto e provar de tudo. 

Arroz com Pequi e Carne de sol
Receita de Montes Claros / Leônidas Lafetá


Ingredientes:
1 kg Carne de sol
1 Pimentão vermelho e amarelo
2 cebolas
4 dentes de alho
Salsinha e cebolinha
Arroz parbolizado
Azeite
Sal e pimentão do reino a gosto
Bacon
Modo de preparo:
Cortar a carne de sol em tiras ou lascas.
Refogar a carne no óleo vegetal ou se preferir use azeite.
Reservar.
Refogar o bacon picado em cubos pequenos.
Cozinhar o pequi numa panela com sal (a gosto) até ficar macio.
Reservar a água do cozimento.
Picar o alho em cubos bem pequenos
Refogar na gordura em que a carne foi frita.
Picar o tomate em cubos pequenos
Picar a cebola, pimentão vermelho e amarelo em tiras finas
Refogar os legumes (na gordura da carne) 1o o alho, depois cebola e em seguida os pimentões.
Pegar uma panela grande.
Misturar todos os ingredientes.
Acrescentar o arroz e regar com a agua do cozimento do pequi aos poucos.
Fazer mais molhadinho porque o autentico arroz com pequi de Montes Claros deve ser comido com farinha de mandioca em cima.
Salpicar com salsinha e cebolinha e/ou coentro.