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domingo, 10 de dezembro de 2017

FELIPE CORDEIRO E PARCEIROS - OUTRA ESQUINA

Este disco é de um artista cearense mas de coração mineiro, uma homenagem ao clube da esquina maior patrimônio musical de Minas.
Felipe Cordeiro é um compositor cearense que em 2000, conseguiu  reunir 
em estúdio alguns dos nomes mais representativos da cena musical 
cearense , da mineira,  e passando também pela carioca,  fazendo assim 
um CD antológico.    "Outra Esquina" reune nada menos que Boca Livre, Lô
 Borges, Beto Guedes, Zé Renato, Toninho Horta, Joyce, Jorge Vercilo, 
Flávio Venturini e os talentosos cearenses  David Duarte, Érico Baymma, 
Nonato Luiz, Edmar Gonçalves, Kátia Freitas, Paulo Façanha,  Carol 
Costa, Karine Alexandrino e Ana Fonteles.  Das 18 canções do disco, 17 
são de Felipe Cordeiro com diferentes parceiros.  Milton Nascimento não 
participou do CD, mas fez uma bela apresentação:

"Disse Milton Nascimento no encarte:
 amigo meu, quase isso: "outras esquinas virão, outras manhãs, plenas de
 sol e de luz".  Eu levei um susto, no bom sentido, quando me chegou 
esta idéia, misturando as águas de Fortaleza com as lagoas e rios das 
Gerais.  Uma profunda e generosa idéia de uma pessoa que ainda não 
conhecia.  Novas canções, novas reuniões, como há muito tempo não se vê,
 meus amigos de sempre, junto com novos e futuros.  É assim que se faz 
história.  Para isso serve a arte verdadeira, sem preconceitos, com a 
meta de se espalhar pelo mundo, aquela que é a linguagem universal: a 
música.  Felipe, parabéns e obrigado, sempre."

O time de músicos 
convocado para participar de "Outra esquina" está totalmente de acordo 
com os convidados: Tim Fonteles, Jorge Helder, Adelson Viana, Robertinho
 Silva, Pantico Rocha, Cristiano Pinho, Ed Júnior, Lena Horta, Marcos 
Suzano, Telo Borges, Beto Lopes, Paulinho Carvalho, Esdras Ferreira, 
Julinho Barbosa, Luizinho Duarte, Nivaldo Ornelas, Marcelo 
Bernardes,Denilson Lopes, Luiz Brasil, Jerônimo e  Manassés.
( texto musica do ceara . blogspot)
FELIPE CORDEIRO - OUTRA ESQUINA
1-Juba San (Tim Fonteles/Felipe Cordeiro) - voz: Boca livre
2-Estrela mágica (Gilberto"Jabuti" Fonteles/Stelio Vale/Felipe Cordeiro) -voz: Lô Borges
3-Flor de Maio (Gilberto "Jabuti" Fonteles/Felipe Cordeiro) - voz: Betos Guedes e Kátia Freitas
4-Olhar de caramelo (Felipe Cordeiro/Gilberto "Jabuti"Fonteles/Récio Araújo)
voz: Karine Alexandrino
5-Janela do Quintal (Gilberto "Jabuti"Fonteles/Felipe Cordeiro)
voz: Zé Renato e Toninho Horta
6-Mel e sal (Felipe Cordeiro/Torquato Neto) - voz: Toninho Horta
7-Rio (Felipe Cordeiro/Gilberto "Jabuti" Fonteles/Zezé Fonteles) - voz: David Duarte
8-Banda de Lua (Felipe Cordeiro) - voz: Joyce
9-Qualquer dia (Érico Baymma/Felipe Cordeiro) - voz: Érico Baymma
10-Letra de música (Felipe Cordeiro/Gilberto "Jabuti"Fonteles/Alano Freitas) - voz: David Duarte
11-Natureza dos oceanos (David Duarte/Felipe Cordeiro) - voz: Kátias Freitas
12-Romance da noite (David Duarte/Felipe Cordeiro) - voz: Jorge Vercilo
13-Favela (Felipe Cordeiro/Gustavo Krause) - voz: Edmar Gonçalves
14-Anseio (Felipe Cordeiro/Oscar Magalhães) - voz: Carol Costa
15-Elemental (Felipe Cordeiro/Francis Vale)
voz: David Duarte/Edmar Gonçalves/Ana Fonteles/Karine Alexandrino
16-Cecy II (Tim Fonteles/Felipe Cordeiro) - voz: Paulo Façanha
17-Outra esquina (Tim Fonteles/Felipe Cordeiro) - voz: Boca Livre
18-Prelúdio (Janaína Cordeiro/Nonato Luiz) - violão: Nonato Luiz
Se vc gostou adquiri o original valorize a obra do artista.
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CANTO SAGRADO 
 

 

domingo, 3 de dezembro de 2017

DELICIAS DE MINAS

Meus caros .
Por força maior tive que me ausentar do blog por um tempinho, mas estamos de volta para mais odisseia musical.


CURVELO
Ousadia atraente
Se criatividade é um dos pontos fortes de Curvelo, a ousadia é outro. Na parada para o almoço, no restaurante Bistrô Cida Cabral, no Centro da cidade, um prato coberto por queijo derretido e decorado com pimenta-dedo-de-moça aguça o paladar e enche os olhos. “É inspirado em prato nordestino. Na receita, tem mandioca, lá conhecida como macaxeira. É o achadinho de carne-de-sol”, conta a dona do estabelecimento, Aparecida Cabral. Foi com o toque a mais da curvelana que a iguaria ficou com a cara de Minas. “Dei uma ‘amineirada’ na receita. Acrescentei leite de coco, carne-de-sol desfiada e, claro, dois tipos de queijo”, revela. A ousadia deu certo. Tanto que o prato, carro-chefe do restaurante, é, segundo Aparecida, uma excelente pedida para o final de festa junina. “Depois da quadrilha, os dançantes têm que comer algo que os sustente, senão não agüentam o ritmo”, aconselha. Não foi só na comida que ela inovou. O ambiente rústico do estabelecimento faz o visitante ficar à vontade. Objetos de cozinha, luminárias e estandartes decoram as paredes e, depois do almoço, não há como não parar para observar. “A colher de pau, minha mãe usava para fazer goiabada. As panelas de pedra e as luminárias eu trouxe da fazenda de meus pais”, conta. Criatividade e ousadia, de fato, são o tempero essencial dessa gente hospitaleira.

  200 ml de leite de coco
 2 kg de mandioca cozida
 1 quilo e meio de carne-de-sol cozida e desfiada
 100 g de mussarela ralada
 1 xícara (chá) de requeijão cremoso
 1 cebola descascada e cortada em cruz
 Queijo parmesão ralado, a gosto
 Tempero, salsa e cebolinha a gosto


Como fazer Achadinho de carne-de-sol
Bater no liquidificador a cebola, a mandioca, o leite de coco e tempero, até obter um creme homogêneo. Pôr o creme em um refratário e acrescentar, por cima, metade do requeijão e a carne-de-sol (primeira camada); pôr o restante do requeijão, polvilhar a salsa, a cebolinha, a mussarela e o parmesão. Levar ao forno até dourar.
Receita fornecida por Aparecida Cabral,
de Curvelo: (38) 3721- 6101
sabores de Minas

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

RUBINHO DO VALE - VIVA O POVO BRASILEIRO (AUDIO DVD EXCLUS. CSDT)

O músico Rubinho do Vale no show Viva o Povo Brasileiro reinterpreta as suas obras criadas ao longo de 34 anos de estrada. Um verdadeira uma viagem sonora que retrata a cultura e da beleza de suas raízes, o Vale do Jequitinhonha. O espetáculo foi palco para a gravação do primeiro DVD do artista.

Acompanhado pelos músicos Waldir Cunha (baixo), Fernando Rodrigues (violão e guitarra), Pedrinho Moreira (bateria), Zeca Magrão(percussão), Fabiano Zan (sax e flauta), Mônica Horta (vocal) e Reginha Mori (vocal), Rubinho do Vale passeia pela diversidade da música brasileira. Batuques, folias, baiões e frevos ditam o ritmo de uma cantoria alegre e festeira, que apresenta ao público o lado dançante da música mineira do Vale do Jequitinhonha. “Sou um cantador do Jequitinhonha a viajar no Trem da História, levando violas e tambores e dando vivas ao povo brasileiro”, explica o compositor e violonista.
O cantador, referência na música regional brasileira, gravou mais de 20 discos independentes, entre eles, oito dedicados às crianças. Seu trabalho voltado para o público infantil se transformou em material pedagógico, levando-o ao reconhecimento como “educador informal”.
rubinho (1)

Viva o povo brasileiro com Rubinho do Vale
O músico, natural da cidade de Rubim, no Vale do Jequitinhonha,  teve como primeiro instrumento ainda na infância, um acordeão que era do seu pai. Ao concluir a oitava série, ganhou da mãe um violão e se apaixonou de vez pela música. Para se formar em engenharia, Rubinho se mudou para Belo Horizonte e, em seguida, foi para Ouro Preto, devido a sua aprovação no vestibular da Escola de Minas da cidade, no curso de Engenharia Geológica. O músico participou de festivais universitários e conheceu grandes artistas brasileiros.
Depois de morar por cinco anos em Ouro Preto, muda-se para Belo Horizonte e decide dedicar-se à música. O contato com o  Grupo Raízes foi fundamental para o cantor perceber a sua origem e cultura, levando-o a se dedicar ainda mais a arte, mesmo que de forma autodidata. Em 1982, gravou seu primeiro disco “Tropeiro de cantigas e não mais parou.

Audio do DVD
Show e gravação do DVD “Viva o Povo Brasileiro” Com Rubinho do Vale e banda Sesc Palladium - Belo Horizonte - 09 de Março de 2016
Para contatos e compras de CDs: abaproducao@gmail.com http://www.rubinhodovale.com.br 
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domingo, 15 de outubro de 2017

LUIZ CELSO E JORGE MURAD - BENS (EXCLUS. CSDT)

Disco independente lançado pela dupla de compositores e musicistas mineiros, em 1986.
 Texto do poeta Gildes Bezerra, extraído do encarte do LP: MUITOS BENS!
 Luiz Celso já integrou os grupos Água Doce e Degrau, ambos de Itajubá. O Jorge, o Grupo Sol, de Brasópolis. Cidades vizinhas. Tons vizinhos. Dispersos os grupos, como já se conheciam musicalmente, juntaram seus violões, suas vozes, suas composições - BENS que há muito tempo possuem - e gravaram este LP. O Jorge, com o Grupo Sol, já havia gravado o "Amanheceu". Luiz Celso tem músicas gravadas por Ivan & Pricila, no LP "Hortelã" e pelo Clóvis Maciel [no LP "Sagrada Estrada"  que como o Ivan e o próprio Luiz Celso é, também, ex-integrante do Água Doce. Enquanto o Jorge faz as suas cantorias brotarem da mineiridade das terras mantiqueiras, Luiz Celso faz as suas raiarem entre ternura, humor e a claridade que se espalha com harmonia sobre os vales e serras do Sul das Gerais. Eles cantam BENS!

1. Bens [Gildes Bezerra/Luiz Celso Carvalho]
2. Estrada de Terra [Jorge Brito Murad]
3. Ventos de Maio [Gildes Bezerra/Luiz Celso Carvalho]
4. Claro [Jorge Brito Murad]
5. De Volta às Galerias [Luiz Celso Carvalho]
6. Amanheceu [Jorge Brito Murad]
7. Velha Estação [Jorge Brito Murad]
8. Recado [Luiz Celso Carvalho]
9. Canto Forte [Gildes Bezerra/Luiz Celso Carvalho]
10. Saudades de Minas [Jorge Brito Murad]
11. Bananíadas [Gildes Bezerra/Luiz Celso Carvalho]
12. Mário [Luiz Celso Carvalho]

Luiz Celso: piano, violão. viola requinta, violão de sete cordas, sintetizador Korg, sintetizador Crumar e voz. Jorge Murad: violão. viola requinta, baixo elétrico, surdo, cuíca (de boca) e voz.

Disco ripado de vinil e remasterizado em 320kbps
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CANTO SAGRADO

DELICIAS DE MINAS


História em fornadas
Criativas porções
No século 19, o estudioso dinamarquês Peter Lund desvendou preciosas riquezas do patrimônio natural da região de Minas que, mais tarde, se tornaria conhecida como Circuito das Grutas. Inspirados pelo espírito desbravador do pai da paleontologia brasileira, os viajantes do Sabores de Minas traçam sua rota por Pedro Leopoldo, uma das cidades desse circuito, a 40 quilômetros da capital. Lá, nossos achados também são de se fazer encantar, quer ver? Primeira parada: Bar do Claudinho. O bom humor ali é tempero fundamental da comida de boteco, que o dono do lugar define com propriedade. “É a comida que se vale de elementos da culinária regional com criatividade”, ensina Cláudio Antônio Pereira. Como prova de sua tese, ele apresenta a porconhoca, uma porção com suculentos pedaços de toucinho e mandioca, escoltados por um inesquecível molho de abacaxi. A pedida é apenas uma das iguarias de uma lista que tem como destaque grande variedade de caldos. Para acompanhar, só mesmo bom papo e risadas fartas. Não está no cardápio, mas certamente o freguês vai encontrar.


Ingredientes :
 1 kg de toucinho de barriga
cortado em cubos

Sal a gosto

3 colheres (sopa) de cachaça

700 g de mandioca cozida e picada em pedaços médios

2 colheres (sopa) de manteiga
de garrafa
Para o molho
1 abacaxi médio descascado e picado

1 colher (sopa) de azeite

1 colher (chá) de gengibre

1 colher (chá) de curry

Como fazer Porconhoca
Temperar o toucinho com sal e cachaça. Em uma panela grande, levar ao fogo a carne, sem óleo, pois o toucinho já solta gordura, mexendo com uma colher, com cuidado para não se queimar. Retirar quando os pedaços estiverem bem dourados e reservar. Em outra panela, aquecer a manteiga de garrafa e pôr a mandioca, mexendo até que doure. Bater o abacaxi no liquidificador. Refogar a polpa com o azeite e pôr o gengibre e o curry, mexendo até ficar consistente. Servir os pedaços de toucinho e mandioca em uma travessa, acompanhados do molho de abacaxi.
(sabores de minas)

Receita fornecida por Cláudio
Antônio Pereira, de Pedro Leopoldo:
(31) 9791-0961

domingo, 1 de outubro de 2017

DO JEQUITINHONHA AO MUCURI (EXCLUS. CSDT)

foto Vilmar Oliveira

Neste ano grandes cantadores e amigos dos vales resolveram juntar para montar um projeto cheio de cantorias e poesias, do vale do Mucuri Pereira da viola e Tau Brasil do vale do jequi Rubinho do vale e Paulinho pedra azul, com shows lotados em varias cidades do Brasil .
Com a ideia desse show resolvi fazer uma coletânea de  canções de cada um, Rubinho do vale foi selecionada canções de seu DVD lançado recentemente com destaque para a canção "Festivale" hino do vale do Jequitinhonha do saudoso poeta maior Verono.
Paulinho Pedra azul selecionei canções tambem ao vivo com arranjos diferente de estudio.
Até meu DVD do show original chegar vamos deliciando com essas cantorias dos vales.
Em breve postarei o show sesc Pompeia SP.

Se vc gostou adquiri os discos originais, valorize a obra do artista.
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CANTO SAGRADO

LUIZ GABRIEL LOPES - O FAZEDOR DE RIOS


 Luiz Gabriel Lopes (ou LG Lopes, como aparece na capa de seu segundo disco solo, “O fazedor de rios”) carrega na fala mineira, na forma de levar a vida e nas canções uma modernidade única, que se conjuga com certo (e bendito) anacronismo setentista hippie. Chico César, admirador confesso e convidado de seu disco, definiu-o bem em entrevista: “Sempre atrás de uma cachoeira, parece que vive num eterno acampamento”. Porém, seja como artista que se lança em temporadas tão aventureiras quanto produtivas pela Europa, seja em seu trabalho com as bandas Graveola e TiãoDuá, seja como um dos idealizadores e produtores do festival Cantautores (em Belo Horizonte), não há nele nada do hippie folclórico, personagem do passado.
— Essa identidade da hippeza nunca veio da minha parte, mas entendo — avalia Lopes. — Não é esse bicho-grilismo pejorativo, de uma preguiça nefasta, de algo estacionado. Uma imagem que eu gosto é a do capiau elétrico. Na verdade sou um matuto, fui criado numa cidade rural, de 10 mil habitantes (Entre Rios de Minas). Vejo que a minha identidade, minha linguagem, talvez esteja firmada sobre isso, eu ter esse substrato, um lance mais matuto, mais capiau, de observação, ao mesmo tempo que tem uma experiência da cidade muito forte em mim. Ainda mais nos últimos anos, quando comecei a viajar, desembolar muito.
A estrada é fundamental para a compreensão da música de Lopes. Foi em Lisboa, para onde foi numa turnê do Graveola, que, ele mesmo diz, “virei compositor”. Ele esteve lá novamente no fim de novembro, apresentando seu novo disco, como que fechando um ciclo — depois de ter atravessado a Europa fazendo música e amigos, tocando em casamentos e festivais, guiado pelo inesperado.
— Aquela primeira vez em Lisboa, com o Graveola, foi muito cabulosa. Fiquei apaixonado, a coisa da ancestralidade, a língua me pega pelo estômago, me arregaça, fico em estado de poesia. Aí falei com a galera: “vou ficar”. Fiquei três meses, e surgiu assim meu primeiro disco (“Passando portas”, 2010), que foi composto, gravado, produzido e lançado nesse tempo.
A história de “O fazedor de rios” tem um tempo muito mais dilatado que o de “Passando portas”. São canções anteriores a 2012 (apenas uma é de 2013, a simbólica “Oração a Nossa Senhora da Boa Viagem”), que foram reunidas e vagarosamente transformada em disco ao longo dos últimos anos, “nas brechas do cotidiano”, como explica Lopes no texto do encarte.


Juntas, as canções — atravessadas por um lado “pela questão do amor, do feminino” e, por outro, “pela ideia da cidade, da narrativa urbana” — soam coesas, apesar de suas origens dispersas. Foi fundamental nisso, ele conta, a participação dos músicos que o acompanham. Cruzando arranjos de sopro de leveza densa com percussões de acento baiano (em algum lugar, há uma conversa com “Livro”, de Caetano Veloso), a sonoridade do disco tem o violão como centro tranquilo — e a participação de colegas da nova cena mineira, como Gustavito, Laura Catarina, Rafael Martini e Felipe José.
O MERCADO E A MISSÃO
Lopes já tem as canções para o próximo disco prontas. Sua ideia é buscar uma sonoridade mais enxuta, explica com um olhar determinado tanto por seu hippismo quanto pelo pragmatismo, ambos reais e fortes.
— Sou ligado em mercado, carreira, sucesso, download, capa de jornal e gosto de me colocar nisso de forma a garantir meu arroz com feijão. Mas o que me move, e talvez aí esteja minha maior hippeza, é a sensação de que tenho algo a fazer, uma missão, para falar algo clichê, e posso fazer através da musica. Sou religioso, pratico reza, contato com a transcendência. Mas ao mesmo tempo sou um cara pragmático demais, sei como é a sociologia toda. É um equilibrio que é uma corda bamba.