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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

UAKTI E PHILLIP GLASS - ÁGUAS DA AMAZONIA


"Águas da Amazônia" traz músicas de Philip Glass interpretadas pelo estilo original do Uakti e ainda a trilha sonora composta pelo grupo para o espetáculo "Sete ou Oito Peças para um Ballet" do Grupo Corpo. Segundo a Billboard: "Nunca a música de Philip Glass soou tão orgânica e sem afetação como tocada pelo Uakti".

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CANTO SAGRADO

quarta-feira, 30 de novembro de 2016


RICARDO FREI - FORA DA ASA



“Poesia é voar fora da asa”, disse o célebre poeta mato-grossense Manoel de Barros – uma das grandes inspirações de Ricardo Frei, cantor, poeta e compositor mineiro. Com participações de Sérgio Santos, Paula Santoro, Luiz Gabriel Lopes, entre outros, o álbum “Fora da Asa” marca uma nova fase da trajetória de Frei, que acaba de encontrar sua “batida perfeita” após dois anos de muito trabalho.
“Esse é o primeiro disco em que consegui trabalhar formato e conteúdo que sempre sonhei. Diria que é um disco de inteira responsabilidade minha”, ressalta o artista, que já gravou outros dois álbuns com os grupos Sambalaio, em 1996, e com o projeto Aparelho, em 2006. “Essas experiências foram laboratórios para chegar ao resultado de ‘Fora da Asa’, que demorou dois anos para ser finalizado”, conta Ricardo Frei.
As dez faixas do álbum incorporam à canção popular brasileiro elementos sonoros e poéticos dos mais diversos. “Essas misturas fazem parte da nossa tradição. O resultado do disco deixa inequivocamente claro que se trata de música brasileira. Mas, ao mesmo tempo, flerto com o folk, como se vê na faixa-título; com o samba, em ‘Reza’; com a bossa, em ‘Enquanto o Samba Não Vem; além de muitas pitadas de jazz”, explica. “Faço esse encontro de gêneros, mas de uma maneira bem antropofágica. O disco tem uma matriz, que é a canção brasileira, mas dialoga com outras sonoridades. E sempre com atenção na interpretação, fazendo com que a voz seja outro instrumento na hora de compor as músicas”, sublinha o artista.
Ricardo Frei conta que as participações surgiram de forma natural, por questões de afinidade e de proximidade. “Cheguei a esse time por pura afinidade artística. A parceria mais importante foi com a Paula Santoro, que, além de dividir os vocais comigo em ‘Fotografia’, fez a direção de voz do disco. E foi na casa dela, no Rio de Janeiro, que o disco nasceu, de fato. Ela me disse: ‘Você tem um trabalho maduro a ser gravado, não tarde a fazer isso’”, relembra. “Depois, fui atrás de pessoas que admiro, como o Sérgio Santos, que nos concedeu uma música inédita que ele compôs em parceria com o Paulo César Pinheiro. Uma responsabilidade grande”, pontua. “Já o Luiz Gabriel Lopes representa essa nova geração de artistas de Belo Horizonte. Não fossem suas idas e vindas ao exterior, certamente seria ele o produtor do disco”, afirma Frei.
Sobre a influência da poesia no processo de composição, Frei afirma que trata-se de uma característica inerente à sua criação artística. “Meu trabalho musical toma como partida a noção de palavra cantada, de melodia da língua. Me interessa que a poesia fisgue a melodia, tornado-se sonora, cantável”, ressalta. “O que fiz foi pegar esse trabalho poético, inspirado em Manoel de Barros, Paulo Leminski e Arnaldo Antunes, e tratá-lo sonoramente, de forma que dê lugar à palavra”, explica Ricardo Frei.
“O que estou desenvolvendo é uma forma desse voo alcançar outros céus. Espero que ‘Fora da Asa’ esteja inserido nesse furor artístico que Belo Horizonte vive atualmente, mas também quero que ganhe outros ouvidos, que não se apegue a anteparos sonoros que possam impedir novos voos”, conclui o artista mineiro.
(Lucas Buzatti)

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Faixa "cantoria" (postei separado devido problema na ripagem para postagem do disco)
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domingo, 27 de novembro de 2016

PELAS TRIA E ISTRADINHAS DE MINAS







Um dos lugares mais aconchegantes de Minas para conhecer.

O pacato distrito de Ipoema é definido por uma encantadora paisagem natural. Dono de um povo simples e hospitaleiro, o distrito é um lugar agradável, adornado por magníficas montanhas, muito verde e pessoas que não dispensam um bom papo.

A aproximadamente 86 km de Belo Horizonte, Ipoema resguarda maravilhosas cachoeiras, entre elas, uma das mais belas e conhecidas, Cachoeira Alta. Com seus 110 metros de queda d’água, atrai turistas, praticantes de esportes radicais e eventos para o local, que é equipado com boa infraestrutura.

 Já no centro do distrito pode-se encontrar o Museu do Tropeiro. Com acervo de mais de 500 objetos que remontam os valores e a cultura tropeira, o museu conta com diversos eventos como a tradicional Roda de Viola, que costuma acontecer aos sábados de lua cheia. 


DELICIAS DE MINAS






Frango com farinha de pipoca

 
Ingredientes
1 kg de coxa e sobre coxa sem pele ou peito de frango
300g de milho de pipoca
½ vidro pequeno de maionese
1 colher de sopa de molho de tomate
1 colher de sopa de mostarda
1 colher de sopa de molho de soja
1 colher de sopa de sal
2 dentes de alho picados
2 cebolas médias picadas
Pimenta do reino
1 copo americano de óleo


Preparo
Tempere o frango usando um dente de alho picado, uma cebola, sal e pimenta. Depois, cozinhe o frango. Quando estiver dourado, comece a pingar um pouco de água.

Do creme para empanar

Misture maionese, molho de tomate, mostarda, molho de soja, um pouco de sal, um dente de alho e uma cebola.

Para fazer a farinha de pipoca, você tem que estourar a pipoca com a margarina ou com o óleo. Depois de temperada, triture a pipoca no liquidificador.

Após, pegue o pedaço do frango, passe no creme e depois na farinha de pipoca. Frite o frango e está pronto.

sábado, 26 de novembro de 2016

UAKTI - MAPA/TRILOBYTE

O Uakti foi um grupo mineiro de Belo Horizonte  de música instrumental, considerado por muitos como o mais criativos do mundo, que teve diversas formações ao longo de sua carreira (1978 a 2015). A composição mais duradoura foi formada por Marco Antônio Guimarães, Artur Andrés Ribeiro, Paulo Sérgio Santos e Décio Ramos .
O Grupo era conhecido por utilizar instrumentos musicais não convencionais, projetados e construidos por seu líder o músico Marco Antônio Guimarães.
O nome do grupo se origina de uma lenda dos índios Tukano. Uakti era um ser mitológico que vivia às margens do Rio Negro. A lenda diz que Uakti era um monstro com o corpo todo aberto em buracos e que quando Uakti corria pela floresta o vento que passava pelo seu corpo produzia suaves sons, estes sons atraía as mulheres das tribos vizinhas e Uakti as seduzia, enciumados os índios caçaram, mataram e enterram Uakti na floresta, no local de sua sepultura cresceram estranhas palmeiras. Utilizando a madeira destas palmeiras os índios construiram instrumentos musicais que ao serem tocados reproduziam o mesmo som do vento pelo corpo de Uakti.

História

O líder do grupo, Marco Antônio Guimarães estudou música na Universidade Federal da Bahia em Salvador. Ali conheceu e teve aulas com Walter Smetak que transmitiu-lhe a paixão pela construção de instrumentos musicais e Ernest Widmer que teve influencia marcante em suas técnicas de composição. Nos anos seguintes à sua formação, Marco Antônio tocou violoncelo em orquestras sinfônicas de São Paulo e Minas Gerais. Neste mesmo período, construía no porão de sua casa, diversos instrumentos com tubos de PVC, madeira, metais e vidro. Os instrumentos estavam prontos mas faltavam os executantes. Em 1978, o músico teve a idéia de convidar alguns de seus colegas da Orquestra Sinfônica de Minas Gerais para reuniões na Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte. Vários músicos compareceram. Entre eles, os percussionistas Paulo Sérgio Santos e Décio de Souza Ramos, o Flautista Artur Andrés Ribeiro e o violoncelista Cláudio Luz do Val. Estes músicos desenvolveram a técnica de execução dos instrumentos e formaram o grupo. Marco Antônio Guimarães se tornou o principal compositor e arranjador, embora todos os demais participantes também produzam criações com freqüência.
A primeira gravação do grupo foi uma participação na trilha sonora do filme Cabaré Mineiro de Carlos Alberto Prates, em 1979. A trilha foi composta por Tavinho Moura e o Uakti participou na faixa "O sonho". Através de Tavinho, o Uakti fez contato com os músicos do chamado Clube da Esquina. Em 1980 participaram do disco "Sentinela" de Milton Nascimento e fizeram sua primeira apresentação pública no museu da Pampulha. O primeiro disco, "Uakti - Oficina Instrumental" veio no ano seguinte, em conseqüência da popularidade adquirida nas apresentações com Milton Nascimento. Com a saída do violoncelista Cláudio Luz, o violonista Bento Menezes entrou no grupo e permaneceu até 1984, quando o grupo gravou seu terceiro disco "Tudo e Todas as Coisas". A partir desta gravação, passaram a utilizar cada vez com menos freqüência os instrumentos tradicionais. Nesta fase, quase todas as canções gravadas pelo grupo eram composições de Marco Antônio Guimarães ou parcerias com Milton Nascimento.
No período entre 1981 e 1987, consolidaram sua carreira no Brasil e participaram de outra gravação de Milton nascimento ("Ânima"). Sua primeira turnê internacional aconteceu na Espanha. Em 1987, participaram do álbum "Brazil" do grupo de Jazz Vocal Manhattan Transfer. Durante um show nos Estados Unidos, o cantor Paul Simon conheceu sua música e os convidou a participar, em 1989 do álbum "The Rhythm of the Saints". Durante a Gravação, Philip Glass, compositor dos Estados Unidos que estava no Brasil, foi visitar Simon e ouviu o som do grupo. Isso resultou em um contrato para a gravação de cinco álbuns pelo seu selo Point Music.
O quarto álbum do grupo (e o primeiro pela Point Music), "MAPA", lançado em 1992 é uma homenagem ao músico Marco Antonio Pena Araújo, amigo dos integrantes do grupo, que havia morrido em 1986. O nome MAPA é um acrônimo formado pelas iniciais de seu nome.
A fama conquistada internacionalmente pelo grupo rende então muitos trabalhos, O Uakti viaja ao Japão e vários países da Europa. O Grupo Corpo, um dos grupos de dança mais importantes de Minas Gerais encomenda várias composições originais para Marco Antônio Guimarães: "A lenda", gravada no CD "MAPA", "Bach", que Marco Antônio lançou como trabalho independente, "I Ching" e "21" que se tornaram álbuns do Uakti em 1994 e 1997. Além desses, o grupo lançou "Trilobyte" em 1997, que conta com composições de todos os integrantes do grupo, além de adaptações de composições populares.
Em 1993 Philip Glass também é comissionado pelo Grupo Corpo para produzir uma composição para balé. Glass escolhe então o Uakti como intérprete da sua composição "Águas da Amazônia - Sete ou oito peças para um balé". O arranjo é entregue a Marco Antônio Guimarães, que o adapta ao instrumental do Uakti. A gravação desta composição foi lançada em 1999, no álbum "Águas da Amazônia", que inclui ainda uma versão de metamorphosis I, outra composição de Glass[4]. Esse álbum encerrou o contrato com a Point Music. Em 2004 Glass convidou o Uakti para uma nova parceria, dessa vez no projeto Orion. A cidade de Atenas, como parte das celebrações pré-olímpicas, contratou Glass para uma série de shows ao ar livre e o Uakti foi um de seus convidados, apresentando composições de Glass.
A partir de 1998, gravam menos composições originais e se dedicam a produzir adaptações de peças consagradas do universo da música erudita e do cancioneiro popular brasileiro. A trilha sonora do filme Kenoma, de Eliana Caffé (1998), utiliza principalmente composições de Heitor Villa-Lobos. Em 2000, gravam com o grupo coral Tabinha, de Uberlândia, Minas Gerais, uma coletânea de canções populares. Em 2002, Lançam o CD "Clássicos", somente com arranjos de composições eruditas e em 2005 fazem uma viagem por temas populares brasileiros no disco "Oiapok XUI", que além de diversos temas de danças populares brasileiras, contém quatro variações da canção "Águas de Março" de Tom Jobim.
O Uakti também faz habitualmente participações em projetos de outros artistas. Além dos já citados Milton Nascimento, Paul Simon e Manhattan Transfer, estão Ney Matogrosso, Maria Bethânia, Zélia Duncan. Participaram também dos espetáculos "Dança das Marés, dirigido por Ivaldo Bertazzo e "Ihú - Todos os Sons", apresentando temas indígenas recolhidos e adaptados por Marlui Miranda.
Em 2009, Marco Antônio Guimarães anunciou sua intenção de interromper suas atividades de luthier e principal compositor do grupo. Em consequência disso, os demais membros anunciaram que passariam a atuar como compositores e arranjadores para novos trabalhos. Em 2010, o Uakti anunciou a contratação de um escritório de arquitetura para projetar a construção de uma sede própria em Belo Horizonte, chamada Centro de Referência Uakti, contando com área de exposição, salas de estudo e um teatro integrado a um estúdio de gravação. Este projeto, no entanto jamais foi concretizado.
Em 2012, o grupo lançou o álbum Uakti Beatles (já postado no blog) com adaptações de canções dos Beatles
A partir desse momento, o grupo passou a adotar formação alternativa em apresentações, com a inclusão de familiares dos membros mais antigos.
No início de 2015, o percussionista Décio Ramos deixou o grupo. Para suprir a falta em apresentações ao vivo, continuaram a contar com familiares e músicos convidados para as apresentações, entre eles, a percussionista Josefina Cerqueira (esposa de Paulo), a pianista Regina Amaral (casada com Artur), o flautista Alexandre Andrés (filho de Artur), o violonista Kristoff Silva, que já tinha feito diversas apresentações e gravações com o grupo e o percussionista José Henrique. Em junho de 2015 o grupo iniciou a gravação do álbum "Planetário" (inédito), contando com a nova formação.
Em 15 de outubro de 2015, Marco Antônio Guimarães anunciou na página do Uakti no Facebook a dissolução do grupo, com a seguinte declaração: "O Uakti acabou. Problemas internos, pessoais, tornaram impossível a continuidade do grupo". Em entrevista à rede Globo, Artur informou que o grupo sofreu os efeitos da crise econômica. Com o cancelamento de shows, tornou-se difícil manter a estrutura de funcionamento do grupo. Isso também criou problemas internos entre os componentes, tornando impossível a continuidade do trabalho. Na mesma entrevista, o músico anunciou que o álbum gravado com trabalho inédito ainda seria publicado em data futura..

Música

O principal compositor do Uakti, Marco Antônio Guimarães, tem formação erudita e utiliza em suas composições um estilo composto de estruturas rítmicas complexas. Normalmente mais de um compasso é utilizado na mesma composição, quando não é utilizada métrica livre. A melodia e harmonia são compostas de forma a aproveitar as características de execução do instrumental. O estilo do Uakti já foi comparado ao minimalismo de Steve Reich e Philip Glass.
Se por um lado, as técnicas composicionais são contemporâneas, a sonoridade dos instrumentos, por outro, empresta um caráter primitivo à música do grupo. Esta dicotomia é o segredo do som do Uakti.

Instrumental

Os instrumentos não convencionais construídos por Marco Antônio Guimarães são os responsáveis pela sonoridade característica do grupo. A lista abaixo descreve apenas alguns dos instrumentos utilizados com mais frequência. O instrumental completo, no entanto, possui uma variedade muito maior

Pans

Basicamente todos os pans seguem um princípio básico: Tubos de PVC de diversos comprimentos, montados de forma a que suas extremidades estejam alinhadas, em uma disposição muito semelhante à de uma flauta de pan. Os tubos são percutidos com uma manta de borracha ou com as mãos. Como cada comprimento de tubo produz uma nota diferente, estes instrumentos são afináveis e podem tocar melodias ou acordes. Atualmente, são utilizados em dois tamanhos: o grande pan com tubos flexiveis que permitem um grande comprimento e são usados como baixos e o pan inclinado de comprimento menor, usado nas melodias principais. Eventualmente também podem ser executados por sopro na extremidade dos tubos. Esse recurso é usado geralmente para produzir efeitos sonoros de curta duração.

Marimbas

Idiofones compostos de teclas percutidas por baquetas com cabeça de borracha ou feltro. A execução é semelhante à de um xilofone ou vibrafone. A diferença das marimbas Uakti e dos xilofones ou vibrafones tradicionais é que as teclas são dispostas sobre duas caixas de ressonância independentes que podem ser invertidas ou deslocadas. Isso permite a execução de acordes ou seqüências que seriam muito difíceis na disposição tradicional. São duas as marimbas do Uakti:
  • Marimba d'Angelim - feita de Angelim, uma madeira usada na construção civil, que proporciona um som rústico, porque essa madeira possui variações de densidade que tornam seu timbre diferente dos xilofones normais.
  • Marimba de vidro - as teclas são feitas de vidro, o que proporciona notas de maior ressonância que as de madeira.

Instrumentos de cordas com arco

Tocados nas gravações por Marco Antônio Guimarães, são, em geral, inspirados no violoncelo ou na viola da gamba.
  • Iarra - Espécie de violoncelo, com dois pares de cordas que devem ser pressionadas simultaneamente pela mão esquerda. Um arco é usado para fazer a corda soar.
  • Chori Smetano - Instrumento criado por Walter Smetak. Basicamente é um instrumento de corda com arco que usa uma cabaça como caixa de ressonância. Segundo seu criador este instrumento pode transmitir simultaneamente sentimentos antagônicos como o choro e o riso. Daí seu nome cho-ri (chora e ri). Guimarães construiu seu chori smetano com as dimensões de braço e arco de violoncelo, assim qualquer violoncelista pode executá-lo.
  • Torre - Grande tubo de PVC com um espigão de contrabaixo em uma das extremidades e uma manivela na outra. Nas laterais do tubo, várias cordas são esticadas. São necessários dois músicos para executá-lo. Um gira o tubo em torno de seu eixo com a manivela. O outro usa um arco composto por duas vareta e um jogo de crinas de viola para friccionar as cordas. Como o arco pode abraçar várias cordas simultaneamente, podem ser tocados acordes. A variação da velocidade e da quantidade de notas envolvidas pelo arco cria variações harmônicas. Este é um dos instrumentos mais surpreendentes nas apresentações ao vivo, pela riqueza harmônica do som produzido e pela interpretação bastante peculiar. Utilizado normalmente como base harmônica em diversas composições.

Tambores

Os membranofones também são parte importante da sonoridade do Uakti, principalmente o trilobita formado por 10 tubos de PVC afináveis montados em um suporte e com peles de tambor sobre a extremidade superior. Dois músicos se colocam frente à frente, tendo o instrumento entre eles e usam os dedos, baquetas ou a palma das mãos para percutir as peles, produzindo melodias muito rápidas

Instrumentos tradicionais

Alguns instrumentos tradicionais também são usados pelo grupo. Vários tipos de tambor comuns como os atabaques, surdos e também as tablas, tambores tradicionais indianos, são utilizados. Ocasionalmente também são utilizados instrumentos de cordas como o violão e o piano, embora sua execução normalmente seja feita com baquetas e em afinações alternativas.
As flautas transversais, tocadas por Artur Andrés são, possivelmente, os instrumentos tradicionais usados com maior freqüência pelo grupo, mas também elas podem ser tocadas às vezes com o bocal chinês, um bocal com uma membrana que vibra com a passagem do ar aproximando o som da flauta ao de um instrumento de palheta.

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MAPA

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TRILOBYTE

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FRANCISCO MARIO OU CHICO MARIO - RETRATOS



Francisco Mário de Sousa , mais conhecido como Chico Mário (Belo Horizonte, 22 de agosto de 194814 de março de 1988), foi um compositor e violonista brasileiro que desenvolveu um importante trabalho, tanto como compositor quanto como instrumentista. Irmão do cartunista Henfil e do sociólogo Betinho.
Assim como seus irmãos Betinho e Henfil, também Chico Mário herdou da mãe a hemofilia. A doença foi um fator importante para a sua dedicação ao violão (guitarra acústica), durante as longas horas que passou na cama.
Filho de Henrique José de Souza e Maria da Conceição, a Dona Maria, que ficou conhecida através das Cartas do Henfil no Jornal O Pasquim e na Revista Isto É, tinha sete irmãos: Betinho, Henfil, Glorinha, Filó, Wanda, Tanda e Ziláh.
Graduou-se com uma licenciatura em Economia e fez pós-graduação em Análise de Sistemas.

Começou a estudar violão aos cinco anos de idade. Em 1965, o instrumento já era um elemento central em sua vida, intimamente ligada a sua ativa vida religiosa. Foi estudar violão com Henrique Pinto. Estudou arranjo e harmonia com Roberto Gnattali, que arranjou as músicas do seu primeiro show, Ouro Preto. Em 1978 mudou-se para o Rio. Em 1979, depois de ter sido elogiado por Carlos Drummond de Andrade, Mário gravou seu primeiro disco, Terra, lançado no México com a participação de vários artistas brasileiros, entre eles Joyce, Quarteto em Cy, Antonio Adolfo, Airton Barbosa, Chiquinho do Acordeom.
Criou o Método Musical por Cores para as Crianças, em que as artes dramáticas e música folclórica brasileira desempenham um papel significativo. O método foi adotado em várias escolas de São Paulo. Sua metodologia didática incluía histórias infantis escritas para a revista Recreio bem como a adaptação para seu próprio método musical, de técnicas de dinâmica de grupo
Envolveu-se na primeira fase da produção fonográfica independente no Brasil e foi eleito vice-presidente da Associação de Produtores Independentes Record (APID). No mesmo ano, participou da 12ª edição do Festival de Inverno de Ouro Preto. Seu álbum "Revolta dos Palhaços" foi gravado de forma independente em 1980, com a ajuda de 200 pessoas que compraram o álbum antes da produção. O álbum teve parcerias com poetas Aldir Blanc e Paulo Emílio, Fernando Rios, e Gianfrancesco Guarnieri e convidados especiais, Ivan Lins, MPB-4, Lucinha Lins, Boca Livre, Mauro Senise, Luiz Cláudio Ramos, Danilo Caymmi, Djalma Corrêa, entre outros. Em 1981, representou o Brasil no quinto Festival da Oposição (Festival de oposición), no México. No mesmo ano, gravou "Versos e Viola", com Francisco Julião que havia recentemente retornado do exílio. O álbum foi vetado pela censura da Ditadura Militar no Brasil e nunca chegou a ser lançado. Seguiu-se O instrumental "Conversa de Cordas, Couros, Palhetas e Metais", com a participação de Rafael Rabello, Nivaldo Ornelas, Zeca Assumpção, Antônio Adolfo e Afonso Machado. O álbum foi eleito o melhor álbum de música instrumental brasileira de 1983, sendo premiado com o Troféu Chiquinha Gonzaga. O livro de poemas Painel Brasileiro foi lançado ao mesmo tempo que o álbum.
Em 1984, foi o primeiro colocado no Festival de Ouro Preto com "São Paulo". Dois anos depois, a mesma canção ganhou o prêmio de melhor arranjo no "Festival dos Festivais" em Minas Gerais.
Em 1985, lançou o álbum instrumental "Pijama de Seda". Com sua esposa Nívia, produziu independentemente o álbum "Retratos" (1986), um solo de piano de Radamés Gnattalli que é um projeto de antigos diálogos folclóricos com a modernidade urbana no Brasil.

Anos finais

Em 1987, Mário ficou sabendo que, assim como seus irmãos Betinho e Henfil, havia contraído o vírus da AIDS em uma das transfusões de sangue a que era obrigado a se submeter periodicamente devido à hemofilia. Mudou-se então para a fazenda da família em Itatiaia onde escreveu seus três últimos trabalhos: "Dança do Mar", "Suíte Brasil" e "Tempo", que foi gravado em outubro com o Quarteto de Cordas Bosísio.
"São Paulo", do álbum inédito "Tempo", conquistou o primeiro lugar no Festival de Inverno de Ouro Preto e foi premiado como o melhor arranjo no Festival dos Festivais (Minas Gerais).
O último show de Chico Mário foi encenado em novembro, no Projeto Suite Brasil, no Parque da Catacumba, Rio de Janeiro.
Em dezembro de 1987, mais de 30 artistas realizaram, gratuitamente, um concerto no Teatro João Caetano, que levantou fundos para tratamento médico de Mário. Entre eles, Milton Nascimento, Chico Buarque, Gonzaguinha, Dona Ivone Lara, Paulinho da Viola, Emílio Santiago, Joyce, Claudio Nucci, Fagner, Elton Medeiros e Aldir Blanc. Em fevereiro do ano seguinte, músicos de Minas Gerais fizeram o mesmo no Teatro Cabaré Mineiro: entre eles estavam Beto Guedes, Paulinho Pedra Azul, Gilvan de Oliveira, Tadeu Franco, Rubinho do Vale e outros.

Discos póstumos

Quando Francisco Mário faleceu, em março de 1988, ele possuía material inédito suficiente para três álbuns. As músicas foram lançadas por sua viúva e produtora Nívia Souza e seus filhos, no álbum Dança do Mar, em um concerto na Sala Cecília Meireles, na qual Rafael Rabello, Antonio Adolfo, Mauro Senise, Rique Pantoja, David Chew, Galo Preto participaram.
Suíte Brasil foi lançado em 1992 no Centro Cultural Banco do Brasil. Em 1995, três álbuns de Francisco Mário foram lançados em CD pela Caju Music: Conversa de Cordas, Couros, Palhetas e Metais, Pijama de Seda, e Retratos.
Os álbuns foram também lançados nos Estados Unidos pela "Fantasy". Em 1997, "Terra" e "Dança do Mar" foram lançados em CD, juntamente com uma exposição no Museu de Imagem e do Som do Rio de Janeiro e no CRAV, em Belo Horizonte. Em 1998, o Projeto Francisco Mário - 50 Anos, trouxe uma outra exposição, juntamente com apresentações em vídeo, teatro, show, e leitura de poema. Regina Spósito lançou o CD "Marionetes", em 1999; foi produzido por Marcos Souza e dedicado às obras de Mário. No mesmo ano, o álbum Suíte Brasil foi reeditado pela Funarte / Itaú Cultural / Atração. Chico Mário escreveu três livros: Ressurreição, Como Fazer Um Disco Independente (base do produtor independente), e o livro de poesias Painel Brasileiro.

Filme

Em 2006 foi lançado o filme Três Irmãos de Sangue, sobre a vida dos irmãos Betinho, Henfil e Chico Mário, e sua participação na história política, social e cultural do Brasil na segunda metade do século XX. Idealizado pelo músico Marcos Souza, filho de Chico Mário, o filme teve direção e roteiro de Ângela Patrícia Reiniger.

RETRATOS




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CANTO SAGRADO