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sexta-feira, 7 de junho de 2019

JOÃO CARLOS E CARLOS LEITE - CORAÇÃO ROÇADO

Meus caros.
Depois de uns bons dias sem postar nada devido a lida lá no mato venho presentear a todos uma dupla do sul de Minas de musica raiz  da cidade de Poços de Caldas que na atualidade pra mim  é a melhor dupla do gênero no país.
Pra quem aprecia uma boa moda raiz esta aí um prato cheio.

João Carlos Ponci - 09 de junho de 1968 e Carlos José Leite – 18 de março de 1969, naturais de Poços de Caldas-MG. Unindo seus talentos musicais, a dupla se iniciou em 15 de abril de 2012. Sempre foram participantes ativos do meio artístico da música caipira tendo o gosto pela cantoria, pelos instrumentos violão e viola caipira, além do desejo de preservar a autêntica cultura cabocla através de manifestações artísticas. Atuam então em uma jornada de trabalho seja como compositores, intérpretes e músicos sertanejos raiz/regional ou em apresentações direcionadas a festas populares e peças teatrais, com repertório objetivando não deixar que o povo esqueça as suas origens, culturas e crenças, já que moram em uma região com pessoas que vieram do meio rural em busca de trabalho e que ainda carregam consigo, o gosto pelas coisas da terra.
Tendo como linha o estilo sertanejo raiz, sempre dosados de alguns ritmos como: Cururu, guarânia, querumana, pagode de viola, cateretê, toadas, rancheiras e a temática das composições que retratam o dia a dia do homem do campo. Cantando e tocando com o instrumento no peito, valorizam as tradições e a cultura do nosso povo rural, tendo merecido reconhecimento nos locais em que divulgaram o trabalho como uma autêntica dupla de música caipira.
Esse trabalho abriu as portas para várias apresentações em auditórios de programas de rádio e televisão no interior paulista e mineiro. Vale ressaltar que em julho de 2012 a dupla se apresentou no programa de TV “Brasil Caipira” em Brasília – DF, apresentado pelo apresentador de TV e jornalista, Luiz Rocha.
João Carlos e Carlos Leite são sócios fundadores da Associação de Violeiros de Poços de Caldas, entidade esta que existe desde 31 de março de 2001 situada no SESC Poços de Caldas e que está contribuindo para manter a nossa cultura da música raiz, da dança de catira, da culinária mineira, do teatro e da união de várias duplas caipiras que compõem esta associação. Além de estarem ativamente organizando encontros de violeiros juntamente com a Associação de Violeiros de Poços de Caldas, destacando a realização do 1º ao 4º Encontro Regional de Violeiros de Poços de Caldas, com sucesso reconhecido por vários meios de comunicação, pela prefeitura municipal e pelo povo desta cidade.
Iniciando assim uma nova fase de apresentações já agendadas no interior de São Paulo e Minas Gerais com repertório valorizando os compositores da nossa região, dando continuidade à filosofia de trabalho da dupla, tem sido marcante ver ao contrário do que mostra a mídia em geral, pois nosso povo ainda sente o arrepio ao ouvir o som de uma viola caipira, um dueto de vozes, uma poesia cantada, uma dança de catira. Reconhecidos por onde passam como autêntica dupla caipira pelo seu repertório, vestimenta, modo de interpretar e simplicidade, desejam cada dia mais ver seu trabalho crescer. E que crescer signifique manter acesa a cultura do nosso povo do interior, que traz no sangue o desejo de valorização da família, dos bons costumes, da boa educação dos pais, dos filhos e da comunidade.

CONTATOS
(35)
JOÃO CARLOS 9118-3124 / 3722-4587 jcvioleiro@ibest.com.br

(35)
CARLOS LEITE 9156-4379 / 3712-4379
carlosleitevioleiro@oi.com.br
Poços de Caldas-MG


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CANTO SAGRADO 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

CLUBE DA ESQUINA 2

Por Givas Demore
Clube da esquina II
Clube da esquina II, de Milton Nascimento, Lô Borges e Marcio Borges.

Está canção, de forma instrumental, foi gravada pela primeira vez no Lp  “Clube da Esquina”, de 1972. A melodia foi composta por Milton Nascimento e Lô Borges. O seu nome é clube da esquina II, porque já existia outra canção chamada clube da esquina que havia sido gravada no disco “Milton” em 1970. A letra foi composta por Márcio Borges, irmão de Lô Borges, a pedido de Nana Caymmi no final dos anos 70 (Fonte: BORGES, Marcio. Os Sonhos não envelhecem: Histórias do Clube da Esquina. 2ªed. São Paulo: Geração Editorial, 1996).

Em meio ao regime militar uma flor exala seu perfume e colore um jardim de galhos secos com suas pétalas. Essa flor é o clube da esquina.

“Porque se chamava moço
Também se chamava estrada
Viagem de ventania
Nem lembra se olhou pra trás
Ao primeiro passo, aço, aço”

Nessa estrofe Marcio Borges, letrista,  relata o percurso, a estrada, que eles trilham em meio ao caos que assola seu momento histórico: O regime militar e as diversas mudanças e manifestações que ocorriam no país em decorrência da mudança de regime político. Eles eram novos, mas estavam numa longa estrada, numa viagem envolvida por uma grande ventania, que representa as tribulações. Logo no início da caminhada: armas, repressão e violência.

“Porque se chamava homem
Também se chamavam sonhos
E sonhos não envelhecem
Em meio a tantos gases
lacrimogênios
Ficam calmos, calmos, calmos”
E lá se vai mais um dia

Eram homens cheios de sonhos vividos e presentes e, mesmo em meio à guerra, mantinham-se firmes e fiéis às suas convicções. Os dias se passam, “e lá se vai mais um dia”, e é preciso conviver, mante-se firme para superar a realidade e continuar com as próprias aspirações.


“E basta contar compasso
e basta contar consigo
Que a chama não tem pavio
De tudo se faz canção
E o coração
Na curva de um rio, rio...
E lá se vai mais um dia”.

Basta fazer música, tocar um instrumento e contar com alguém que nos apoia ou até mesmo com a música que a esperança se mantém vívida e acesa. Essa chama, que é a esperança, se acende independente de uma provocação, segundo os autores.

Márcio Borges expressa que a música é um “quadro” para se pintar qualquer paisagem: “de tudo se faz canção”. O centro da estrofe é a ideia de que é preciso continuar a compor mesmo que o coração se compare a curva de rio (expressão que denota confusão, dificuldade). O autor revela o quanto os seus corações sofrem com toda a situação existente. Mas mesmo na dificuldade é preciso continuar a compor, a ter esperança, a viver. A repetição da palavra rio é só um recurso que auxilia a métrica da canção. A repetição de “e lá se vai mais um dia” é o reflexo da resistência e de que a vida precisa seguir.

“E o Rio de asfalto e gente
Entorna pelas ladeiras
Entope o meio fio
Esquina mais de um milhão
Quero ver então a gente,
gente, gente...”

O autor utiliza uma metáfora para dizer que pelas ladeiras, ruas e estradas se veem muitas pessoas se aglomerando em torno de algum objetivo. São tantas pessoas que não cabem nas ruas. Elas ocupam até os meios-fios. São muitas manifestações: contra o aumento dos preços, crise tributária e greves sindicais que eclodiram no Brasil naquele período.

Os dois últimos versos: “Quero ver então a gente, gente, gente” são uma aprovação dessa luta. O autor indiretamente afirma que quanto mais gente melhor para as manifestações.

 
* Músico, cantor e compositor, licenciado em música, especialista em educação musical e mestrando em Música (UnB) – givas.demore@gmail.com

Como um apaixonado pelo clube da esquina resolvi fazer uma coletânea de varias versões da musica "clube da esquina 2"  com vários interpretes e músicos, musica que considero uma das mais belas canção feitas no mundo.
Espero que todos gostem e boa viagem.

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CANTO SAGRADO

domingo, 5 de maio de 2019

ANA CRISTINA - COLETANEA CANTO SAGRADO

Ana Cristina nasceu em João Monlevade/MG, mas considera-se Itabirana.
Radicada em Belo Horizonte desde 1981, Ana é cantora, compositora, publicitária, agitadora e produtora cultural.

Em 1980, participou do Primeiro Festival da Canção de Itabira, com a canção Vento forte, parceria com Lourival Drummond. O seu primeiro show solo foi em 1984, intitulado Doce Presença (Teatro Marília de BH, Projeto Trampolim da cantora e professora Babaya,

Iniciou a carreira profissional em 1986 e, desde então, conquistou reconhecimento do público e da crítica, com o recebimento de diversos prêmios. Sua música já foi ecoada em países como Portugal, Itália e Bélgica.

A valorização da leitura e da cultura que a artista promove através de sua arte merece aplausos. A arte adquire função social e solidifica a cidadania.

Seu novo lançamento  Sobre O Tempo, reunião de canções de diversos compositores brasileiros que falam sobre o tempo.

Tive o privilegio de assistir um belíssimo show e desde então um fã incondicional.
O Canto Sagrado disponibiliza a todos uma coletânea de belíssimas canções  na voz doce dessa grande diva da musica brasileira.

*Musicas retiradas dos discos
Outras Esquinas / Poemas Musicados / A Ponte / Sobre o Tempo
Também foi incluídas musicas retiradas de shows ao vivo.

Se vc gostou adquira os discos originais valorize a obra do artista.

anacantora1@gmail.com

https://www.sobreotempo.com

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CANTO SAGRADO 



domingo, 28 de abril de 2019

PELAS TRIA E ISTRADINHAS DE MINAS

  Delfim Moreira


Fundada em 1938, Delfim Moreira (fotografia acima de autoria de Geraldo Gomes) é uma das mais belas cidades do Sul de Minas Gerais. O município se destaca no cenário turístico pelas suas belas cachoeiras, paisagens e seu clima, que no inferno chega a 0 ou abaixo de 0 grau. Está a 417 km de Belo Horizonte. A cidade oferece tranquilidade e sossego á seus moradores e visitantes. Fica a 1200 metros de altitude e tem hoje um pouco mais de 8 mil habitantes.Destaca-se pelas suas belíssimas cachoeiras que têm atraído diversos turistas de todos os estados brasileiros e possui uma boa rede hoteleira, com diversas pousadas, das mais simples às mais sofisticadas. 
Delfim Moreira (na foto acima de autoria de Geraldo Gomes) faz divisa com Maria da Fé está a norte, Virgínia a nordeste e Marmelópolis a leste. Os paulistas Cruzeiro e Piquete ficam a sudeste, Guaratinguetá a sul e Campos do Jordão a sudoeste. A oeste está Wenceslau Braz e a noroeste, Itajubá.
Economia
Atualmente, a região conta com diversos criatórios de trutas e, pela privilegiada condição climática, de topografia e de cobertura vegetal, vem desenvolvendo o turismo rural e ecológico. (na foto acima, de Geraldo Gomes Destaca-se a partir de 2011 o surgimento da cultura cervejeira artesanal no município, advinda pela chegada da Microcervejaria Kraemerfass. A Kraemerfass também atua no cultivo de olivas para a produção de azeites do estilo gourmet.
Pontos turísticos
Ninho da Águia: diversas quedas se formam ao longo do rio Santo Antônio, trilhas interligando os diversos pontos da cachoeira, pontes, mirantes, ilhas naturais, piscinas, bar, restaurante e áreas de lazer. (na foto ao lado, de Mateus Ribeiro) É o mais antigo atrativo turístico da cidade e um dos principais, recebendo anualmente em torno de 15 000 visitantes, sobretudo da Região Sudeste do Brasil. O local conta também com um Restaurante localizado no estacionamento que atende tanto o público interno quanto aqueles que passam pela MG-350.
Túnel do Barreirinho: na verdade não é um túnel. Fica no bairro do Barreirinho e é uma construção da década de 1920. Canaliza as águas de uma cachoeira. Para chegar, parta do centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 (11 km de asfalto) até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada em direção ao Mosteiro de Santa Clara, até o bairro do Barreirinho (quatro quilômetros de terra); até o túnel são mais mil metros de terra pela antiga linha férrea.
Parque da Cachoeira do Itagybá: (foto acima de Mateus Ribeiro) fica a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira. Possui duas grandes quedas, formada pelas águas do Ribeirão do Taboão. Recomenda-se que fotos da cachoeira sejam feitas do alto do Parque Cruz das Almas, de onde a sua visão é espetacular. Acesso feito pala Estrada do Peixe.
Parque Cruz das Almas: este parque está a um quilômetro do Centro de Delfim Moreira a uma altitude de 1 300 metros e é formada por um bosque de mata atlântica recortado por córregos; uma trilha leva até a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes e ao cruzeiro no alto da montanha, de onde se avista a cidade e a Cachoeira do Itagybá. Para chegar, vá pelas ruas Marechal Deodoro ou Benedito Valadares com entrada na Rua Professor Gustavo Moreira.
Cruzeiro do Salto Mirante da Pedra Malhada: fica no Bairro do Salto, no Morro do Caracol a 1 627 metros de altitude na Serra da Estância. Visão ampla da região de vales e montanhas, paisagem tipicamente rural. A Pedra Malhada serve de cenário para a prática de trekking, tirolesa e esportes radicais como o alpinismo. Saindo do Centro de Delfim Moreira pela Rodovia MG-350 até o bairro da Água Limpa; vire à direita e pegue a estrada do sub-distrito da Barra, até o bairro do Salto. Até o cruzeiro, são mais 2 km de trilha.
Mirante Cruzeiro do São Bernardo: está no bairro de São Bernardo, a uma altitude de 1 800 metros. Vista privilegiada desta região da Serra da Mantiqueira, com o Pico dos Marins e a cidade de Delfim Moreira num vale. O acesso é feito por uma estradinha partindo do Bairro ou pela trilha que se inicia no Bairro da Santa Cruz, cortando floresta de Mata Atlântica. A partir do centro de Delfim Moreira, pelas ruas Presidente Tancredo Neves e Avenida João Pinheiro, no bairro do Caquende, vire à direita e pegue a estrada até o bairro São Bernardo. Até o cruzeiro, são mais dois quilômetros de terra.
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Soledade: (na fotoacima, centro de Delfim Moreira MG, de autoria de Geraldo Gomes) A edificação moderna da matriz se destaca na paisagem urbana local, com pórticos nas entradas do templo. A torre da igreja é separada do corpo principal, se destacando pela sua dimensão. Em seu interior, no altar, um calvário com imagens esculpidas em madeira chama a atenção de todos. O mesmo foi trabalhado por um escultor de Treze Tílias, em Santa Catarina. Ainda conta com a imagem restaurada de Nossa Senhora da Soledade, padroeira da cidade. A imagem foi trazida pelo fundador da cidade, o sargento Miguel Garcia Velho, no século XVIII.
Microcervejaria Kraemerfass: São três construções em estilo tirolêz (germano-austríaco), constituídos de fábrica de cervejas, bar & restaurante e adega para armazenamento de cervejas de guarda. Inaugurada em 2011 por Newton Litwinsky, esse exímio empreendedor restaurou a arte do fabrico artesanal vindo de seus antigos familiares residentes nas cidades sulistas de Santa Maria e União da Vitória, desde 1900. As cervejas são supervisionadas pelo mestre cervejeiro de Treze Tílias, Sr. Evandro Zanini. A produção é realizada de acordo com a Lei de Pureza da Baviera, a Reinheitsgebot de 1516. 
(Fonte parcial:https://pt.wikipedia.org/wiki/Delfim_Moreira_(Minas_Gerais) - Ilustrações conheça minas)

GUSTAVO GUIMARÃES - CANÇÕES DE SÃO FRANCISCO

O violeiro e compositor Gustavo Guimarães sempre nutriu simpatia por São Francisco de Assis. E explica: “Aquela figura carismática, de roupas simples e rodeada por pássaros. E ouvia falar do Rio São Francisco, o que reforçou essa referência”.
A tal simpatia ganhou contornos mais amplos quando ele, ainda adolescente, assistiu ao filme “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli. Não bastasse, ele e a esposa, Maria Célia, ainda mantêm uma coleção de imagens do santo em casa... “Então, resolvi estudar um pouco mais sobre a vida e os ensinamentos dele e tive a oportunidade de visitar Assis, na Itália, por duas vezes. Algumas passagens e ideias me tocaram muito forte e me inspiraram a compor”. O resultado está em “Canções de São Francisco”, CD lançado em 2015, com 14 músicas inspiradas na filosofia e nas ideias do italiano.

Os ensinamentos de Francisco são ecumênicos e muito atuais, lembra Gustavo. “Ele foi, muito provavelmente, um dos primeiros ambientalistas e, já nos séculos 12 e 13, pregava o amor e o respeito à natureza e a todas as criaturas. Sempre optou pela simplicidade e pelos mais pobres, e pregou também o perdão, o desapego das coisas materiais e a tolerância”.
Motivos pelos quais Gustavo acha que seus ensinamentos estão na ordem do dia. “Todas essas questões são urgentes, hoje. Sua transformação teve início após seu contato com o evangelho e acredito que através de suas reflexões sobre a natureza e as questões humanas e existenciais, ele ampliou a sua percepção de Deus, de si mesmo e do universo como um todo. Sua experiência foi muito íntima, profunda e mística. Sua maior descoberta é exatamente aquilo que a sua figura transmite: um amor simples, humilde, paciente e perfeito”.
‘Carisma de Francisco inspira a arte’, diz violeiro
Gustavo Guimarães calcula ter mais de cem imagens do santo. “Na verdade, Célia começou a coleção antes da minha chegada. Fomos ampliando, comprando umas e ganhando outras. Temos uma do mestre Cambota, que aproveita madeiras nativas, esculpidas naturalmente, e só faz os encaixes, revelando a figura de São Francisco (a imagem deste, aliás, está no encarte do CD). Temos outra feita a partir de um garfo e mais uma de um palito de fósforo. Eu mesmo fiz uma, a partir de uma cabaça”.
Não bastasse, há cerca de um ano, Gustavo encontrou uma imagem do santo meditando, o que fez todo sentido para ele, que admira a opção do santo pela busca interior e pelo autoconhecimento. “Enfim, o carisma de Francisco inspira a arte, e os artesãos têm formas lúdicas e diferentes de caracterizar o santo”.
Sobre o CD – que sucede “Vaqueiro” (2008) e “Viola de Todos” (2012) – vale destacar a faixa “Canto da Natureza”, com introdução em tupi guarani, cantada pela índia Adana Omágua. “Acredito que os povos indígenas, pela proximidade histórica com a natureza e pela relação respeitosa com o meio ambiente, estabelecem uma interface com os ideais de Francisco. Por isso a ideia de fazer essa conexão. Adana estuda Medicina na UFMG com o propósito de aliar o conhecimento acadêmico aos ensinamentos ancestrais de seu povo”.
Na faixa, ela repete o refrão que diz: é preciso ser terra, água, fogo e ar. “É a integralidade dos elementos, o meio ambiente em seu sentido amplo – uma coisa natural para os indígenas – e para São Francisco.
Gustavo Guimarães lembra, ainda, que São Francisco tem uma relação interessante com a cultura popular. "Porque foi o primeiro a encenar um presépio, na cidade italiana de Greccio, no Natal de 1223. Por isso, é considerado patrono das folias de reis, que saem na época do natal para fazer a louvação dos presépios". Ele aproveita para ressaltar que a viola caipira é um instrumento típico dessa manifestação cultural e religiosa. "No meu CD, tem uma folia mantra, onde São Francisco entra como um folião. O santo também adorava cantar. Nessa folia uso alguns instrumentos típicos da cultura popular, como viola, rabeca e caixa e misturo com instrumentos orientais como o citár indiano e a tabla, para fazer referência aos Três Reis Magos", anuncia.
Nascido em Diamantina, Gustavo passou boa parte da infância e juventude em João Pinheiro. "Meu trabalho tem traços dessas duas realidades: os rios, o Cerrado, as veredas; toda a riqueza cultural do Vale do Jequitinhonha e a vida sertaneja do Noroeste de Minas". Neste caldeirão entram, ainda, influências musicais recebidas desde a infância, quando ele escutava, atento, as folias de reis e as modas caipiras, "até a juventude, quando o rock nacional e a MPB eram os destaques nas rádios".
Curiosamente, seu contato com a viola se deu quase que por acaso. "Professor de violão, recebi uma viola para afinar e descobri ali meu instrumento. A versatilidade da viola foi fundamental para que eu pudesse trabalhar todas as suas influências, as memórias de um repertório muito diversificado e de paisagens inesquecíveis". Além da carreira como violeiro, compositor e cantor, Gustavo se dedico a registrar trabalhos de grupos de cultura popular e mantém um estúdio de gravação. "Produzi o CD 'Folia de Reis de Venda Nova' e o CD do violeiro Zé Padre, de Araçuaí. Participei, ainda, da produção do CD 'O Congado em Bom Jesus de Matozinhos'", enumera.
Ainda em 2008, iniciou um trabalho coletivo com os violeiros Chico Lobo, Pereira da Viola, Wilson Dias, Joaci Ornelas e Bilora, formando o VivaViola. O grupo lançou o CD "VivaViola - 60 cordas em movimento" e "VivaViola - Viva a Cantoria".
Patrícia Cassese - Hoje em Dia

Recomendadíssimo !
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CANTO SAGRADO

sábado, 27 de abril de 2019

MARCUS VIANA E ROBERTO CREMA - MENSAGENS DO DESERTO

O disco de Música e Poesia realizado com a excelência musica do maestro e mestre Marcus Viana e Roberto Crema acompanha o livro Mensagens do Deserto , que além de Kabir, também traz poemas de Tagore, Rumi, Fernando Pessoa e do próprio Crema.
Antropólogo, Psicólogo e Mestre em Ciências Humanas e Sociais pela Universidade de Paris, Roberto Crema é Reitor da Universidade Internacional da Paz - UNIPAZ. Implementador da Formação Holística de Base no Brasil e coordenador, durante vinte anos, do Colégio Internacional dos Terapeutas, é orientador, com a Lydia Rebouças, de uma formação no cuidado integral, Quinta Força em Terapia, na UNIPAZ de Brasília. Pioneiro na abordagem transdisciplinar holística, Crema viaja pelo Brasil e pelo mundo proferindo palestras e orientando cursos e seminários. É autor e coautor de mais de trinta livros, tais como “Introdução à Visão Holística”, “Saúde e Plenitude”, “Antigos e Novos Terapeutas”, “Pedagogia Iniciática” e “Mensagens do Deserto”.

Mudar o mundo é abrir o olhar, é escutar o instante, é habitar a Presença,
é dizer sim ao desafio do despertar. (Roberto Crema)


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CANTO SAGRADO 

terça-feira, 23 de abril de 2019

CARLOS LUCENA - BRISA AOS HOMENS

Por: Pettersen Filho
Houvesse no mundo um dicionário onde pudéssemos encontrar a definição, o sinônimo, que adjetivasse as pessoas, estabelecendo significado conceitual para a existência humana, certamente encontraríamos, no caso de Carlos Lucena, musico mineiro contemporâneo ao Clube da Esquina, que formou talentos como Paulinho Pedra Azul, Lô Borges, Milton Nascimento e Beto Guedes, todos seus parceiros de trabalho, alguma coisa tal como: “Ser iluminado. Luz. Parecido com ou igual a: ...”

Das suas cifras musicais, nas canções que entoa, poderíamos também subtrair o seguinte conceito: “ Toda força viva que assim/ toma forma oculta no viver/ para reger a orquestra do saber/ e despertar no reino do Sem-fim./ Dono de poderes naturais:/ Salamandras, anjos e vegetais./ É o poder de Deus que vive mais/ na magia etérea dos astrais./... Vida! É um beija-flor pousar no meu jardim./ Uma fada azul que entrou dentro de mim./ Tomou conta do meu ser./ Fez amor comigo no Sem-fim.”
“Menestrel da Nova Era”, Carlos Lucena transita, sem se importar na sua musica com questões banais de mídia ou modismos, entre o que é provável e improvável no mundo metafísico.

Parece, empunhando o seu violão modelo AK-47 “Kalashnikov”, municiado por cordas vocais pacifistas, desfiar, com táticas ligadas diretamente a tudo aquilo que é carmico e cósmico, no declarado amor que externa, por tudo o que é rítmico ou acústico, o “status quo” de um homem densificado de futilidades, no tanger da vida moderna, desconcatenada de quês e porquês ?

Com seus acordes, encantadoramente, faz ecoar do seu instrumento mágico musicalidade somente admissível aos que tem acuidade ligada ao Olímpio.
Transitando por mundos onde vigoram sonoplastias oriundas, desde o samba canção de raiz, até o romantismo apaixonado de um homem que, a todo momento, declara indefectível amor pelo planeta e pela existência humana, metaforizada na forma de uma mulher inatingível, passa por regionalismos, que vão do Vale do Jequitinhonha e Heitor Vila Lobos, até os Alpes Suíços, circunvizinho de Bethowen e Mozart, em linguagem melódica universal.

Na sua simplicidade complexa, Carlos Lucena é o “Senhor dos Arranjos” que anunciam um mundo ainda porvir:
Realmente, imagem humana, e “Ser Maiúsculo”, que somente podem ser enxergados pelos que possuem sensibilidade auditiva em seus corações.
Este é, um pouco, no dicionário fugaz da vida, o conceito imediato de Carlos Calmete Lucena: Retidão de caráter, em um mundo curvilíneo. Significado de vida, “Sem medo de amar”.


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CANTO SAGRADO